Esqueceram que o orkut é para maiores de 18 anos?

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Há várias cartilhas sobre internet disponíveis. Umas voltadas para os jovens, outras para os idosos. Umas poucas mais técnicas, a maioria nem tanto. Mas todas (ou melhor, quase todas — é perigoso generalizar), tentam passar orientações sobre segurança na internet, um meio caótico e anárquico por natureza.

Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, diz o adágio. Orientações sobre segurança são sempre bem-vindas. Contudo, na minha opinião, certos maus costumes estão tão arraigados que passam despercebidos pela maioria de nós e escapam às boas intenções, nossas e dos elaboradores de cartilhas. Alguns desses costumes, como desobedecer ou ignorar regras, são bem antigos. Outros são mais recentes, como deixar as crianças à mercê de “babás eletrônicas”: antes a televisão, hoje o computador e a internet.

Recebi uma cartilha, muito bem feita, que se dispõe a dar orientação aos pais e crianças sobre o bom uso da internet, com dicas e soluções para um acesso consciente e seguro. É uma cartilha curta, com orientações simples e rápidas para pais que se preocupam com a segurança de seus filhos na internet. Traz ainda uma história em quadrinhos com uma lição muito boa sobre violência e discriminação na rede. O problema é com a mensagem implícita na historinha…

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A Dama de Vermelho

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Sucesso de Chris de Burgh na década de 80, essa música marcou a vida de muitos.

A interpretação geral é que a letra descreve o encontro de um homem com uma linda mulher que ele não conhecia até então. Inclusive, há dúvidas se descreveria o encontro do autor com sua primeira esposa. Contudo, seu significado real parece ser um pouco mais profundo…

Segundo uma explicação no site oficial do autor, houve uma ocasião em que ele viu sua própria esposa numa discoteca e não a reconheceu. Depois que descobriu que era ela, ele se deu conta que, muitas vezes, as pessoas não dão o devido valor a quem amam…

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Dia das Mães 2009

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Pretendia escrever alguma coisa para o dia das mães. Talvez uma bonita mensagem em vídeo como minha esposa fez para minha sogra ou, pelo menos, um cravo branco com um cartão escrito “eu te amo”.

Infelizmente, tenho andado tão atarefado que o máximo que consegui foi adaptar a homenagem escrita por Mario Persona:

Ser filho é…

… reconhecer que alguém tornou sua vida possível e se sacrificou para que você viesse a ser o que é.

… lembrar que alguém se alegrou com suas vitórias e chorou com você em suas derrotas.

[…]

… usar um clichê porque não teve tempo de escrever algo digno e esperar que ela entenda.

Desculpe-me, mãe. Sei que é clichê, mas dizem que os clichês existem porque funcionam: eu te amo!

O Dia das Mães

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Maio é um mês importante para o comércio, por ser simultaneamente o “mês das noivas” (meio em desuso, na minha opinião) e o “mês das mães”. Mal acaba a Páscoa, começam a surgir dezenas de propagandas homenageando as mães e convencendo-nos que temos que comprar algo para presenteá-las. Mas as propagandas forçam tanto, que soa falso…

O curioso é que fui pesquisar e descobri que o Dia das Mães não foi invenção do comércio: ele foi comemorado publicamente pela primeira vez em 1908, como resultado do esforço da americana Anna Jarvis em atender a um desejo de sua mãe, falecida três anos antes.

Anna denominou o dia como “Mother’s Day”, “Dia da Mãe” e não um genérico “Dia das Mães“, como estamos acostumados a encontrar, porque deveria servir para que cada família homenageasse a sua mãe com gestos simples. Em sua opinião, deveria ser um dia de sentimento, não de lucro.

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É gente invisível…

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Recebi um e-mail sobre um psicólogo que passou oito anos trabalhando como gari para estudar sobre “invisibilidade pública”, uma percepção humana condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.

Em 1994, Fernando Braga da Costa era estudante de psicologia na USP quando uma tarefa da disciplina Psicologia Social II exigiu que exercesse, por um dia e ao lado de trabalhadores reais, uma “profissão subalterna e não-qualificada”.

Ele escolheu trabalhar ao lado dos garis da própria universidade mas, ao contrário de seus colegas, decidiu levar adiante a experiência. O trabalho começou de forma esporádica mas, aos poucos, foi se tornando mais freqüente. Após alguns meses, pelo menos uma vez por semana Fernando vestia o uniforme e trabalhava como gari.

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