Literatura de cordel e BBB, tudo a ver!

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E começou tudo de novo, estreou mais um Big Brother Brasil. Caramba! Já são doze anos! Acho deprimente curioso crianças nascidas a partir de 1998 não terem recordação de um tempo sem esse… programa.

Aproveitando um artigo sobre o assunto no ZÉducando, do meu amigo Zé Rosa, decidi fazer minha “homenagem” e terminei descobrindo um excelente texto do baiano Antonio Barreto.

Não é a primeira vez que escrevo sobre o Big Brother Brasil, mas esse é um dos melhores textos que já encontrei sobre o assunto. Além de professor, poeta e cordelista, Barreto também é um ótimo crítico, dono de uma escrita afiada e de um grande senso de humor…

A seguir, reproduzo o texto (é bem longo, mas vale a pena ser lido!). Depois, algumas observações sobre ele…

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E então, o que você fez?

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O fim do ano é uma época bastante propícia à reflexão. Em todos os lugares, mensagens novas e antigas convidam-nos a rever o que aconteceu, nossas ações e suas consequências.

Talvez tentemos nos convencer de que tudo que nos aconteceu, coisas boas e ruins (especialmente as ruins) valeu a pena e nos fez crescer, tornando-nos pessoas melhores. É possível que essa seja, afinal, uma das razões para termos inventado a contagem do tempo: poder encarar o amanhã como uma nova chance, apesar de ele ser, essencialmente, um dia igual a hoje.

Uma das mensagens mais frequentes vem na forma de um dos “temas oficiais” do Natal, uma canção gravada originalmente em 1971 como protesto contra a Guerra do Vietnã e regravada em diversas formas e versões (inclusive uma em português).

Ainda que o Brasil não se encontre em guerra no momento (não?), a letra é tão bonita que, mesmo correndo o risco de cair no lugar comum, merece ser lembrada:

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Pai, um porto seguro

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A figura paterna é um referencial na vida da criança. A despeito da fase de contestação que ocorre na adolescência, influencia muito o comportamento e os valores do futuro adulto.

Como resume a sabedoria popular:

  • Aos 7 anos, meu pai é um ídolo;
  • aos 13 anos, meu pai está errado em algumas coisas;
  • aos 18 anos, meu pai nunca tem razão;
  • aos 22 anos, meu pai é pré-histórico;
  • aos 35 anos, meu pai está certo em algumas coisas; e
  • aos 50 anos, quanta razão tinha meu pai!

Durante toda a vida do filho, seu pai é o conselho nos momentos de dúvida, o porto seguro nas dificuldades. Como diz Artur da Távola, ser pai é saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho.

O texto a seguir, a meu ver, representa muito bem a relação pai e filho:
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Basta um olhar, e tudo vale a pena

É maravilhoso quando encontramos aquela pessoa que, no fim do dia, com apenas um olhar, traz cor ao dia mais cinza e faz tudo valer a pena. Melhor ainda, quando convivemos há 4.748 dias com essa pessoa.

A tirinha abaixo, retirada do espetacular Puny Parker, reproduz bem o que digo (clique na tirinha para ver a outra versão):

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O primeiro dia de aula

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Um novo dia…

Um beijo, meu amor!