O trânsito nas cidades grandes: Patetas ao volante?

Gostei muito do texto de Martha Medeiros sobre o trânsito de Salvador, reproduzido no ZÉducando! Aqui entre nós, é impressionante como nossa cidade só consegue ser “a terceira maior cidade do país” em aspectos negativos – em variedade e qualidade dos serviços prestados, perde para muita “cidadezinha do interior”. Isso, sem falar em bibliotecas, museus, livrarias, teatros, cinemas e espetáculos de qualidade…

Voltando ao assunto, o novo filme da série Missão Impossível serviu de parâmetro em uma comparação inspirada da autora. Talvez por ainda não ter visto o novo filme de Tom Cruise, ao ler o texto lembrei-me imediatamente de um antigo desenho animado da Disney, o curta-metragem Pateta no Trânsito (Motor Mania, no original), de 1950.

No desenho, ao assumir o volante, o Sr. Walker (Sr. Andante, em uma saudosa dublagem antiga), um cidadão paciente e educado, tornava-se o terrível Sr. Wheeler (Sr. Volante, antes da globalização), um motorista grosseiro, impaciente e egoísta, capaz das maiores atrocidades no trânsito:

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Literatura de cordel e BBB, tudo a ver!

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E começou tudo de novo, estreou mais um Big Brother Brasil. Caramba! Já são doze anos! Acho deprimente curioso crianças nascidas a partir de 1998 não terem recordação de um tempo sem esse… programa.

Aproveitando um artigo sobre o assunto no ZÉducando, do meu amigo Zé Rosa, decidi fazer minha “homenagem” e terminei descobrindo um excelente texto do baiano Antonio Barreto.

Não é a primeira vez que escrevo sobre o Big Brother Brasil, mas esse é um dos melhores textos que já encontrei sobre o assunto. Além de professor, poeta e cordelista, Barreto também é um ótimo crítico, dono de uma escrita afiada e de um grande senso de humor…

A seguir, reproduzo o texto (é bem longo, mas vale a pena ser lido!). Depois, algumas observações sobre ele…

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Cursos à distância gratuitos no Serpro

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Eu não gosto muito do enfoque que têm dado ao Ensino à Distância (EAD). Estão usando-o alternativa ao ensino presencial quando, na minha opinião, deveria complementá-lo.

O EAD também tem seus desafios. Vou citar apenas três:

  • falta de disciplina dos alunos, que confundem “horário flexível” com falta de estudo;
  • dificuldade em identificar os alunos que pensam que compreenderam o assunto, por não haver ainda um substituto à altura do contato visual; e
  • dificuldade em identificar meios desonestos para obtenção de melhor nota (no popular, cola ou pesca).

É a qualidade do ensino que tem deixado a desejar. E, se um curso presencial tem baixa qualidade, não é aumentando a distância entre alunos e professores que ele irá melhorar… O EAD é uma excelente ferramenta, mas creio que seria melhor aproveitado em cursos de extensão ou como ferramenta para enriquecer o processo de ensino-aprendizagem. Nunca como modalidade alternativa para ensinos de graduação… Concordo que, em um país carente de educação como o nosso, todos os esforços são válidos, mas tudo tem limite!

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Será que é possível? (TEDx Salvador)

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Há alguns meses, contratei um fotógrafo para cobrir um evento. Após o evento, minha esposa e eu escolhemos as fotos que compraríamos mas, infelizmente, o fotógrafo, vítima de um sinistro, perdeu os arquivos com todas as fotos tiradas.

Depois de muita discussão, tivemos que nos contentar com a ampliação das provas das fotos (as miniaturas usadas para escolher as fotos a serem reproduzidas). Obviamente, não é a mesma coisa, mas algumas sugestões que dei a ele tiveram um bom resultado.

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Pai, um porto seguro

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A figura paterna é um referencial na vida da criança. A despeito da fase de contestação que ocorre na adolescência, influencia muito o comportamento e os valores do futuro adulto.

Como resume a sabedoria popular:

  • Aos 7 anos, meu pai é um ídolo;
  • aos 13 anos, meu pai está errado em algumas coisas;
  • aos 18 anos, meu pai nunca tem razão;
  • aos 22 anos, meu pai é pré-histórico;
  • aos 35 anos, meu pai está certo em algumas coisas; e
  • aos 50 anos, quanta razão tinha meu pai!

Durante toda a vida do filho, seu pai é o conselho nos momentos de dúvida, o porto seguro nas dificuldades. Como diz Artur da Távola, ser pai é saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho.

O texto a seguir, a meu ver, representa muito bem a relação pai e filho:
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