Precisão versus exatidão

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Hoje vi duas pessoas conversando sobre algumas contas (acho que tinha algo a ver com chocolate) e achei interessante como no dia a dia as pessoas costumam usar, como sinônimas, palavras com sentidos originalmente diferentes.

Já vi essa confusão com as palavras “teoria” e “hipótese” e uma das divergências de hoje era justamente se “exatidão” e “precisão” significavam a mesma coisa…

Talvez parte do problema decorra de, no intuito de abranger os diversos usos possíveis, os dicionários exibirem as definições formais (e mais corretas) e, em seguida, apresentarem essas palavras como sinônimas entre si. Por exemplo:

pre·ci·são (substantivo feminino)
Rigor no registro e na definição do valor, do peso ou da medida de algo; exatidão.
[…]

(Dicio, Dicionário Online de Português)

e·xa·ti·dão (substantivo feminino)
[…]
Exposição rigorosa, precisa, do que foi submetido a avaliação; precisão: escreveu com exatidão o testemunho.

(Dicio, Dicionário Online de Português)

Paciência! Precisamos interpretar com calma e lembrar que nem todos os sinônimos são perfeitos

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O que você canta em aniversários?

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Que música você costuma cantar na hora de apagar as velinhas em um aniversário?

Se você deu de ombros e respondeu “Parabéns pra você”, saiba que você canta a música errada desde criança…

No final da década de 1930, chegou no Brasil a moda de cantar a música “Happy Birthday to You”, recém-surgida nos Estados Unidos. A letra era (e ainda é) bastante simples, basicamente a frase happy birthday to you (parabéns a você) repetida quatro vezes, com uma delas trazendo o nome do aniversariante.

Incomodado com aquela “invasão musical”, o cantor Almirante (Henrique Foréis Domingues), nacionalista fervoroso, promoveu um concurso na Rádio Tupi para escolher uma letra brasileira para a melodia estrangeira.

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Preso por um mosquito?

mosquito_csi_small.jpgAcabei de ler uma notícia curiosa: a polícia finlandesa usou um mosquito para identificar um suspeito de roubo de carros!

Em junho passado, um carro foi roubado na cidade de Lapua, 380km ao norte de Helsinki, e foi encontrado próximo a uma estação de trem em Seinaejoki, a cerca de 25km de onde foi levado (até aí, nada de novo).

Durante a investigação, a polícia encontrou, no carro, um mosquito cheio de sangue e o encaminhou para testes de laboratório. Resultado: o DNA contido no sangue pertencia a um homem fichado na polícia (caramba!).

Segundo o inspetor Sakari Palomaeki, apesar de se interessarem por todas as evidências, é raro policiais usarem insetos para resolver crimes. Não é comum usar mosquitos. Durante o treinamento, não nos dizem para ficar de olho em mosquitos na cena do crime. Não é fácil encontrar um mosquito num carro, isso mostra o quão meticulosa a investigação foi, disse o inspetor.

E a coisa ainda fica mais curiosa! Apesar de a Justiça finlandesa ainda não ter decidido se as evidências serão sólidas o bastante para levar o caso adiante, durante o interrogatório, o suspeito negou o envolvimento com o roubo, insistindo que pegou uma carona com um homem que dirigia o carro (antes, ninguém podia garantir que ele havia sido picado dentro do carro, agora ele “se colocou” lá dentro! Tsc, tsc, tsc!)…

Fontes: Quentinhas do Terra e BBC News.

Só no palitinho…

toothpicks.jpgA Superinteressante de março de 2008 conta um pouco da história de Charles Forster, o “inventor” dos palitos de dente, uma bem-sucedida campanha de marketing!

Como fiquei curioso, procurei mais detalhes na internet e encontrei uma matéria parecida (e um pouco mais completa) na Slate de 31 de outubro de 2007

De qualquer forma, segue a matéria da Superinteressante e alguns trechos interessantes da matéria da Slate:

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Alguns livros que desejo ler

superinteressante_2008_02.jpgAinda não entendi bem como a Revista Superinteressante pretende implementar o acesso gratuito ao seu arquivo: as revistas de 1987 até 2004, antigamente disponíveis em CD, têm seu conteúdo completamente liberado, mas uma parte do conteúdo das revistas posteriores ainda não está disponível online.

Entendo que eles podem precisar de um tempo para processar as revistas que não chegaram a ser oferecidas em CD, mas e as revistas novas? Por que não as produzem já no formato adequado?

De qualquer forma, a edição de fevereiro de 2008 trouxe, na seção Superfetiche, a sugestão de nove livros interessantes que estão entre os mais vendidos do mundo:

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