Caveat emptor?

Ainda me surpreendo com o comportamento de algumas pessoas quando o assunto envolve dinheiro. Sem muito esforço, lembro de três ocasiões:

  1. CRM (mal) aplicado…;
  2. Quanto vale um cliente?; e
  3. Macacos de imitação?.

Essa semana, vi uma tirinha de Calvin e Haroldo que aborda esse assunto de forma muito engraçada:

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Qual será o futuro do país do futuro?

Em 1941, ainda dependíamos muito do desempenho do café no exterior, a tuberculose ceifava 200 mil pessoas por ano, mais da metade da população brasileira era analfabeta e cerca de um terço das crianças estava fora da escola. Mesmo assim, o escritor austríaco Stefan Zweig viu razões para publicar o livro “Brasil, País do Futuro“.

Eu sei que o tema central do livro era a possibilidade de um país se desenvolver sem guerras. Mas acredito que, com o devido tempo e trabalho sério, o Brasil pode vir a ser o país vislumbrado por Zweig.

Porém, confesso que, quando vejo absurdos como o retratado por Will Leite, fico preocupado:

willtirando_orgulho_do_bbbrasil.pngFonte: Will Tirando.

O pior é que não é implicância minha. Continue lendo

Macacos de imitação?

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Ninguém é perfeito, nem as pessoas, nem as organizações.

Uma das estratégias para o auto-aperfeiçoamento é, para cada área a ser melhorada, encontrar um modelo a ser seguido e tentar imitá-lo. Grosso modo, pode ser comparado à técnica de benchmarking:

Benchmarking é simplesmente o método sistemático de procurar os melhores processos, as ideias inovadoras e os procedimentos de operação mais eficazes que conduzam a um desempenho superior.
(Christopher E. Bogan)

O problema é quando essa estratégia é usada de forma incorreta:

  • copiando cegamente processos e ideias inadequados fora de seu contexto original; ou
  • fazendo uma cópia mal acabada, pouco parecida com o original.

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Efêmeros ídolos eternos

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Os seres humanos são vaidosos. Talvez porque, no passado, precisassem se destacar para passar adiante seus genes, não sei. O fato é que a maioria dos seres humanos gosta de se exibir.

Quando eu era pequeno, criticávamos as pessoas que gostavam de contar vantagem dizendo que elas tinham necessidade de atenção. Hoje, isso parece ter se generalizado: as pessoas querem se destacar por alguma coisa, qualquer coisa, mesmo que seja de forma negativa.

Antigamente, as pessoas destacavam-se por seus próprios méritos. Podia ser um dom, como o de Elis Regina, um talento desenvolvido com dedicação, caso de Ayrton Senna, ou um feito obtido pelo conhecimento, como aconteceu com Santos Dumont (para mencionar apenas pessoas falecidas).

Hoje, tantas pessoas foram alçadas à condição de celebridades que o termo parece estar perdendo o significado. E elas se destacam por razões tão prosaicas quanto posar para uma foto sem roupa de baixo, ter uma parte da anatomia em formato de fruta, ou fazer um curso no exterior(!).

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