Um eterno recomeçar…

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Em 2006, publiquei, como uma mensagem de Ano-novo, um pequeno texto de Carlos Drummond de Andrade.

Para comemorar estes dez anos (já?), hoje eu publico um pequeno, mas igualmente profundo, excerto de Mário Quintana:

O bom das segundas-feiras, do primeiro de cada mês e do Primeiro do Ano é que nos dão a ilusão de que a vida se renova… Que seria de nós se a folhinha estivesse marcando hoje o dia 713.789 da Era Cristã?”

Quintana, Poesia Completa Mario Quintana, [Da Preguiça Como Método de Trabalho] Editora Nova Aguilar, RJ: 2005, p. 648

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Crises, lenços e slogans

Nas crises, há aqueles que choram e aqueles que vendem lenços.
(Adágio popular)

Essa semana vi alguns cartazes da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) sugerindo que os empresários aproveitem a oportunidade para investir em publicidade. Veja uma das peças:

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As primeiras beneficiadas por essa campanha são as próprias agências de publicidade: como aparentemente os clientes delas diminuíram os investimentos, elas literalmente seguem seu próprio conselho e anunciam para atraí-los novamente. Uma prova que em casa de ferreiro, o espeto nem sempre é de pau…

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O último ensinamento

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Nossos pais são uma das maiores dádivas que temos na vida.

Não falo de eles terem nos trazido a este mundo (fato importantíssimo, mas infelizmente há aqueles que se limitam a isso), refiro-me a terem nos protegido, a terem nos servido de exemplo, a terem tido a paciência para nos ensinar a ser “gente de bem”. E o fizeram sem querer nada em troca, exceto o nosso bem-estar!

Há alguns anos, publiquei um texto de Artur da Távola em que ele conclui:

Ser pai é, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver. É quem se oculta na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante.

É uma linda conclusão, mas um primo me enviou hoje um outro texto que a contradiz, provando que o trabalho dos pais nunca termina: eles estão sempre nos ensinando.

Nem que seja a última coisa que façam…

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De onde vêm as boas ideias?

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Imagine a seguinte situação:

Você está voltando para casa depois de um dia cansativo no trabalho.

Você passou o dia tão concentrado tentando resolver um problema do serviço, que só notou como era tarde quando seu chefe veio se despedir. Depois de deixar o problema para o dia seguinte, você só quer comer alguma coisa, tomar um bom banho e tentar descansar.

Você caminha distraído cantarolando uma música, sem prestar muita atenção na letra, quando ao dobrar a esquina, surge uma ideia em sua cabeça. Você dá um leve tapa na testa, sorri e murmura:

— Como não pensei nisso antes?

Satisfeito, você volta a caminhar, sabendo que agora sua noite será bem mais gratificante…

Quem nunca passou por uma situação parecida? Muitas vezes, depois de alguma questão ter ocupado nossa mente por um bom tempo, surge uma ideia brilhante, aparentemente “do nada”.

De onde vêm essas ideias? O que podemos fazer para torná-las mais frequentes?

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Qual o segredo para ser feliz?

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Todos nós trabalhamos. É uma atividade que ocupa pelo menos um terço do nosso dia e aproximadamente metade de nossa vida. Na maioria dos casos, o trabalho contribui para o senso de identidade, valor e dignidade das pessoas.

Assim, apesar de ser necessário separar as vidas pessoal e profissional, se quisermos ser felizes precisamos dar a devida atenção à nossa saúde (física e mental), aos nossos relacionamentos interpessoais (especialmente com a família e os amigos) e… ao trabalho.

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