Pique de ano-novo

Fico impressionado com algumas pessoas que, já no começo do ano, afirmam estar transbordando energia e prontas para enfrentar todos os desafios imagináveis no novo ano. Confesso que, quando encontro uma assim, fico intimidado!

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Fonte: Mentirinhas.

Aí eu lembro daquela fábula de Esopo

Ano-novo, tudo novo?

Quando começa um novo ano, ficamos com aquela vontade começar tudo de novo, cheios de energia e esperança de “fazer melhor desta vez“. Mas… Será que “ano novo” realmente deve ser encarado como “tudo novo”?

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Fonte: Mentirinhas.

Para o bem ou para o mal, somos o resultado de tudo o que aconteceu conosco até hoje. Já que não podemos mudar o passado, talvez devamos encarar que, a cada ano, acrescentamos mais detalhes a uma pintura que começamos quando nascemos…

Às vezes, completando um desenho começado há muito tempo… Outras vezes, tentando retocar uma pincelada que borrou…

Mas sempre seguindo em frente!

Um eterno recomeçar…

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Em 2006, publiquei, como uma mensagem de Ano-novo, um pequeno texto de Carlos Drummond de Andrade.

Para comemorar estes dez anos (já?), hoje eu publico um pequeno, mas igualmente profundo, excerto de Mário Quintana:

O bom das segundas-feiras, do primeiro de cada mês e do Primeiro do Ano é que nos dão a ilusão de que a vida se renova… Que seria de nós se a folhinha estivesse marcando hoje o dia 713.789 da Era Cristã?”

Quintana, Poesia Completa Mario Quintana, [Da Preguiça Como Método de Trabalho] Editora Nova Aguilar, RJ: 2005, p. 648

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Desejos para o próximo ano

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O novo ano se avizinha e, com ele, as costumeiras mensagens de ano-novo. Vi várias mensagens bonitas este ano, mas uma tem se propagado rapidamente nas redes sociais. Só no Whatsapp já a recebi umas quatro vezes em três grupos diferentes (sim, foram repetidas no mesmo grupo).

É uma mensagem muito simples e direta, mas também muito bonita. Acho que o que mais me agradou foi o contraste entre os vários desejos tão comuns a todos nós.

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Bate o sino, pequenino…

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Para mim, 2014 foi um ano difícil.

Teve bons momentos, é claro, mas também trouxe grandes dificuldades: da perda de pessoas muito queridas à montanha-russa que é a educação de jovens, passando pelo diagnóstico e tratamento de doenças graves em meus pais.

Em vários momentos eu me senti como um nadador cansado que bateu braços e pernas por muito tempo apenas para não se afogar…

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