Uma breve história da internet

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Encontrei esse artigo na TAM Magazine nº 30, de agosto/2006. É curtinho mas, considerando que é a revista de bordo de uma companhia aérea, cumpre o que promete.

Fazia tempo que queria colocá-lo aqui, mas sempre esquecia ou não tinha tempo…

Caiu na Rede, é peixe

Por Sônia Racy – colunista do Estado de São Paulo e da Rádio Eldorado

O mundo não vive hoje sem a internet. Alguém tem dúvidas? Não. No entanto, poucos sabem como ela surgiu. Acreditem, a internet nasceu durante a Guerra Fria, no final dos anos 1960. Os americanos desenvolveram a tecnologia em conseqüência do medo de que os bombardeios russos destruíssem informações registradas em computadores de quartéis americanos. Foi o primeiro passo. Depois, essa tecnologia começou a ser usada para “linkar” laboratórios e universidades. Hoje, a internet conecta mais de 600 milhões de pessoas.

Como base de comparação, vale lembrar que, para alcançar 50 milhões de pessoas, o rádio precisou de sofridos 46 anos. A televisão, de 13 anos. Já a internet, de apenas quatro. O sistema é considerado hoje tão ou mais importante que a Revolução Industrial. E, se o Brasil está em 18º lugar no ranking mundial de usuários, quando o assunto é tempo de conexão, estamos em primeiro lugar. Somos hoje mais de 29 milhões de internautas, navegando em média 17 horas e meia por mês cada um, o dobro de 2005. Caiu na Rede, é peixe. Pessoas trocam, no planeta, algo como seis bilhões de e-mails por dia. Só os sites amorosos na China, país que saiu do atraso há pouco tempo, eles movimentam US$ 81 milhões por ano.

A internet, no entanto, não traz só alegrias. Nos Estados Unidos, o mau uso do sistema come anualmente US$ 85 bilhões da produtividade dos empregados, que “passeiam” pela rede em horas “não vagas”. Um problemão, que, por outro lado, gera outro tipo de receita, a dos sites que faturam com o “ócio” navegante.

Diz-se que tudo é possível pela internet. De fato, depois que uma estudante inglesa resolveu leiloar sua virgindade pela rede e conseguiu um interessado por 8.400 libras esterlinas (o equivalente a algo como R$ 46 mil), não há como discordar. A garota, sejamos precisos, justificou sua decisão. Declarou que o dinheiro da estranha venda foi investido no pagamento do seu curso universitário.

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