É gente invisível…
Publicado em Reflexões, em 26/12/2008 às 18h13 (última atualização em 22/11/2010 às 9h33)Marcadores: ano-novo, família, Natal, pesquisa, sociedade, USP
Recebi um e-mail sobre um psicólogo que passou oito anos trabalhando como gari para estudar sobre “invisibilidade pública”, uma percepção humana condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Em 1994, Fernando Braga da Costa era estudante de psicologia na USP quando uma tarefa da disciplina Psicologia Social II exigiu que exercesse, por um dia e ao lado de trabalhadores reais, uma “profissão subalterna e não-qualificada”.
Ele escolheu trabalhar ao lado dos garis da própria universidade mas, ao contrário de seus colegas, decidiu levar adiante a experiência. O trabalho começou de forma esporádica mas, aos poucos, foi se tornando mais freqüente. Após alguns meses, pelo menos uma vez por semana Fernando vestia o uniforme e trabalhava como gari.

Há algum tempo venho questionando nosso sistema eleitoral. E a edição deste mês da Superinteressante foi muito esclarecedora.
Ora, se a preocupação fosse realmente essa, iriam buscar uma forma de educar o eleitorado. Mas não! Querem o eleitor ignorante e obrigado a votar. Ou seja, querem votos ignorantes! 
