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> <channel><title>jlcarneiro.com &#187; Natal</title> <atom:link href="http://www.jlcarneiro.com/tag/natal/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.jlcarneiro.com</link> <description>Porque agora todo mundo é &#34;pontocom&#34;</description> <lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 17:45:52 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>E então, o que você fez?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/e-entao-o-que-voce-fez/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/e-entao-o-que-voce-fez/#comments</comments> <pubDate>Sat, 24 Dec 2011 03:47:37 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[ano-novo]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[John Lennon]]></category> <category><![CDATA[mensagens]]></category> <category><![CDATA[músicas]]></category> <category><![CDATA[Natal]]></category> <category><![CDATA[poesia]]></category> <category><![CDATA[vídeos]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1285</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/john_lennon-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="john_lennon.jpg" title="Imagine, apenas imagine..." /></p>O fim do ano é uma época bastante propícia à reflexão. Em todos os lugares, mensagens novas e antigas convidam-nos a rever o que aconteceu, nossas ações e suas consequências. Talvez tentemos nos convencer de que tudo que nos aconteceu, coisas boas e ruins (especialmente as ruins) valeu a pena e nos fez crescer, tornando-nos [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/john_lennon-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="john_lennon.jpg" title="Imagine, apenas imagine..." /></p><p>O fim do ano é uma época bastante propícia à reflexão. Em todos os lugares, <a
href="http://www.jlcarneiro.com/tag/ano-novo/" class="liinternal">mensagens novas e antigas</a> convidam-nos a rever o que aconteceu, <a
href="http://www.jlcarneiro.com/e-gente-invisivel/" class="liinternal">nossas ações</a> e <a
href="http://www.jlcarneiro.com/a-lista/" class="liinternal">suas consequências</a>.</p><p>Talvez tentemos nos convencer de que tudo que nos aconteceu, coisas boas e ruins (especialmente as ruins) valeu a pena e nos fez crescer, tornando-nos pessoas melhores. É possível que essa seja, afinal, uma das <a
href="http://www.jlcarneiro.com/tempo-em-fatias/" class="liinternal">razões para termos inventado a contagem do tempo</a>: poder encarar o amanhã como uma nova chance, apesar de ele ser, essencialmente, um dia igual a hoje.</p><p>Uma das mensagens mais frequentes vem na forma de um dos &#8220;temas oficiais&#8221; do Natal, uma canção gravada originalmente em 1971 como protesto contra a Guerra do Vietnã e regravada em diversas formas e versões (<a
href="http://www.youtube.com/watch?v=Xqv0f4Jwpm8&#038;hd=1" class="liexternal">inclusive uma em português</a>).</p><p>Ainda que o Brasil não se encontre em guerra no momento (não?), a letra é tão bonita que, mesmo correndo o risco de cair no lugar comum, merece ser lembrada:</p><p><span
id="more-1285"></span></p><blockquote><p><span
class="title">Happy Xmas (War Is Over)</span><br
/> <span
class="author">Por John Lennon e Yoko Ono</span></p><p><span
style="float: right;"><iframe
width="300" height="225" src="http://www.youtube.com/embed/yN4Uu0OlmTg?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></span><em>(Happy Christmas, Kyoko<br
/> Happy Christmas, Julian)</em></p><p>So this is Christmas<br
/> And what have you done?<br
/> Another year over<br
/> A new one just begun.</p><p>And so this is Christmas<br
/> I hope you have fun<br
/> The near and the dear ones<br
/> The old and the young.</p><p>A very merry Christmas<br
/> And a happy New Year.<br
/> Let&#8217;s hope it&#8217;s a good one<br
/> Without any fear.</p><p>And so this is Christmas / <em>War is over,</em><br
/> For weak and for strong. / <em>If you want it,</em><br
/> The rich and the poor ones / <em>War is over</em><br
/> The road is so long. / <em>Now.</em><br
/> So happy Christmas / <em>War is over,</em><br
/> For black and for white. / <em>If you want it,</em><br
/> For yellow and red ones / <em>War is over</em><br
/> Let&#8217;s stop all the fight. / <em>Now.</em></p><p>A very merry Christmas<br
/> And a happy New Year.<br
/> Let&#8217;s hope it&#8217;s a good one<br
/> Without any fear.</p><p>And so this is Christmas / <em>War is over,</em><br
/> And what have we done? / <em>If you want it,</em><br
/> Another year over / <em>War is over</em><br
/> And a new one just begun. / <em>Now.</em><br
/> And so this is Christmas / <em>War is over,</em><br
/> And we hope you have fun / <em>If you want it,</em><br
/> The near and the dear ones / <em>War is over</em><br
/> The old and the young. / <em>Now.</em></p><p>A very merry Christmas<br
/> And a happy New Year.<br
/> Let&#8217;s hope it&#8217;s a good one<br
/> Without any fear.</p><p>War is over, if you want it<br
/> War is over now.</p><p><em>Merry Christmas! Happy Christmas!</em></p></blockquote><p>Uma música que começa propondo a todos uma autoavaliação e termina com uma mensagem de esperança, paz e igualdade entre as pessoas é sempre bem vinda! Para os curiosos, segue uma tradução livre:</p><blockquote><p><span
class="title">Feliz Natal (A guerra acabou)</span><br
/> <span
class="author">Por John Lennon e Yoko Ono</span></p><p><em>(Feliz Natal, Kyoko<br
/> Feliz Natal, Julian)</em></p><p>Então é Natal<br
/> E o que você fez?<br
/> Outro ano acabou<br
/> E um novo está começando.</p><p>E então é Natal<br
/> Espero que sejam felizes<br
/> Os próximos e os queridos<br
/> Os velhos e os jovens.</p><p>Um feliz Natal<br
/> E um próspero Ano-novo.<br
/> Esperemos que seja um bom ano,<br
/> Sem motivos para qualquer medo.</p><p>E então é Natal / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Para os fracos e para os fortes. / <em>Se você quiser,</em><br
/> Para os ricos e para os pobres / <em>A guerra acabou</em><br
/> Será um longo caminho. / <em>Agora.</em><br
/> Então, feliz Natal / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Para os negros e para os brancos. / <em>Se você quiser,</em><br
/> Para os amarelos e para os vermelhos. / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Paremos com toda a luta. / <em>Agora.</em></p><p>Um ótimo Natal<br
/> E um próspero Ano-novo.<br
/> Esperemos que seja um bom ano,<br
/> Sem motivos para qualquer medo.</p><p>E então é Natal / <em>A guerra acabou,</em><br
/> E o que nós fizemos? / <em>Se você quiser,</em><br
/> Outro ano acabou / <em>A guerra acabou</em><br
/> E um novo está começando. / <em>Agora.</em><br
/> E então é Natal / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Esperamos que sejam felizes / <em>Se você quiser,</em><br
/> Os próximos e os queridos / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Os velhos e os jovens. / <em>Agora.</em></p><p>Um ótimo Natal<br
/> E um próspero Ano-novo.<br
/> Esperemos que seja um bom ano,<br
/> Sem motivos para qualquer medo.</p><p>A guerra acabou, se você quiser.<br
/> A guerra acabou, agora.</p><p><em>Feliz Natal!</em></p></blockquote><p>Bonita, não é? Agora, se preferir mensagens mais concretas, dê uma olhada nessa <a
href="http://www.jlcarneiro.com/receita-de-ano-novo/" class="liinternal">Receita de ano novo</a>.</p><p>De qualquer forma, como diz a <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=Xqv0f4Jwpm8&#038;hd=1" class="liexternal">versão brasileira</a>: <q>Então bom Natal e um Ano-novo também! Que seja feliz quem souber o que é o bem!</q></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/e-entao-o-que-voce-fez/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>E agora: José</title><link>http://www.jlcarneiro.com/e-agora-jose/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/e-agora-jose/#comments</comments> <pubDate>Thu, 24 Dec 2009 21:04:16 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <category><![CDATA[José]]></category> <category><![CDATA[mensagens]]></category> <category><![CDATA[músicas]]></category> <category><![CDATA[Natal]]></category> <category><![CDATA[vídeos]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=368</guid> <description><![CDATA[Então, é Natal&#8230; Época em que a maioria da população mundial teoricamente comemora o nascimento de Jesus. Teoricamente porque muitos estão mais preocupados com os presentes que vão ganhar, comprar ou vender. Nessa época, vemos inúmeras mensagens de boa vontade, na esperança de &#8220;espalhar o amor pelo mundo&#8221;. São filmes e músicas que se tornaram [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/screenshots/rena_nariz_vermelho.jpg" alt="rena_nariz_vermelho.jpg" title="Rudolph, A Rena do Nariz Vermelho (1964)" align="right" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" width="250" height="169" />Então, é Natal&#8230; Época em que a <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_religious_populations" rel="nofollow" class="liexternal">maioria da população mundial</a> teoricamente comemora o nascimento de Jesus. Teoricamente porque muitos estão mais preocupados com os presentes que vão ganhar, comprar ou vender.</p><p>Nessa época, vemos inúmeras mensagens de boa vontade, na esperança de &#8220;espalhar o amor pelo mundo&#8221;. São <a
href="http://www.trash80s.com.br/blog/2009/12/filmes-de-natal-que-a-gente-adorava-rudolf-a-rena-do-nariz-vermelho/" title="A Rena do Nariz Vermelho (1964)" class="liexternal">filmes</a> e <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=yN4Uu0OlmTg&amp;hd=1" title="Happy Christmas (War is Over)" class="liexternal">músicas</a> que se tornaram temas quase obrigatórios no fim do ano. Há, inclusive, discos dedicados exclusivamente ao tema natalino como <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/roupanova_nataltododia/" rel="nofollow" class="liinternal">Natal Todo Dia</a>, do grupo Roupa Nova, e uma <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/enya_amarantinxmas/" rel="nofollow" class="liinternal">Edição Natalina de Amarantine</a>, de Enya.</p><p>Como o Natal é a comemoração oficial do nascimento do Cristo, as mensagens são tradicionalmente sob essa perspectiva. Contudo, quero propor uma mensagem de Natal sob a perspectiva dos <em>pais terrenos</em> de Jesus, mais especificamente de José, o pai adotivo.</p><p><span
id="more-368"></span>Muito se fala do sacrifício e abnegação de Maria, mas José, mesmo reverenciado pela Igreja, é pouco lembrado nas mensagens natalinas, talvez pela sua discreta participação nos Evangelhos, como cabe a um bom pai, <a
href="http://www.jlcarneiro.com/o-dia-dos-pais/#more-358" class="liinternal">segundo Artur da Távola</a>.</p><p>Uma rara e bonita exceção é a música <strong>José</strong>, <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/ritalee_buildup/" rel="nofollow" class="liinternal">gravada em 1970</a> e primeiro sucesso <em>solo</em> de Rita Lee. A letra destaca as diferentes opções que ele deixou para traz para ficar com Maria e aceitar seu discreto, mas importante, papel. Independente do caráter religioso, considero isto um <em>excelente</em> exemplo de dedicação e amor.</p><blockquote><p><span
style="float: right;"><iframe
width="300" height="225" src="http://www.youtube.com/embed/cyj2_Wmx5Z4?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></span><span
class="title">José</span><br
/> <span
class="author">Nara Leão e Georges Moustaki</span></p><p>Olhe o que foi meu bom José<br
/> Se apaixonar pela donzela<br
/> Dentre todas a mais bela<br
/> De toda sua Galiléia</p><p>Casar com Débora ou com Sara<br
/> Meu bom José, você podia<br
/> E nada disso acontecia,<br
/> Mas você foi amar Maria</p><p>Você podia simplesmente<br
/> Ser carpinteiro e trabalhar<br
/> Sem nunca ter que se exilar<br
/> E se esconder com Maria</p><p>Meu bom José você podia<br
/> Ter muitos filhos com Maria<br
/> E teu oficio ensinar<br
/> Como teu pai sempre fazia</p><p>Por que será meu bom José<br
/> Que esse teu pobre filho um dia<br
/> Andou com estranhas idéias<br
/> Que fizeram chorar Maria</p><p>Me lembro às vezes de você<br
/> Meu bom José, meu pobre amigo<br
/> Que dessa vida só queria<br
/> Ser feliz com sua Maria.</p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/e-agora-jose/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>É gente invisível&#8230;</title><link>http://www.jlcarneiro.com/e-gente-invisivel/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/e-gente-invisivel/#comments</comments> <pubDate>Fri, 26 Dec 2008 21:13:56 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[ano-novo]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[Natal]]></category> <category><![CDATA[pesquisa]]></category> <category><![CDATA[sociedade]]></category> <category><![CDATA[USP]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=321</guid> <description><![CDATA[Recebi um e-mail sobre um psicólogo que passou oito anos trabalhando como gari para estudar sobre &#8220;invisibilidade pública&#8221;, uma percepção humana condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Em 1994, Fernando Braga da Costa era estudante de psicologia na USP quando uma tarefa da disciplina Psicologia Social [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" title="Fernando Braga da Costa" src="/wp-content/uploads/Image/blog/people/fernando_costa.gif" alt="fernando_costa.gif" width="150" height="200" align="right" />Recebi um e-mail sobre um psicólogo que passou oito anos trabalhando como gari para estudar sobre &#8220;invisibilidade pública&#8221;, uma percepção humana condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.</p><p>Em 1994, Fernando Braga da Costa era estudante de psicologia na USP quando uma tarefa da disciplina Psicologia Social II exigiu que exercesse, por um dia e ao lado de trabalhadores reais, uma &#8220;profissão subalterna e não-qualificada&#8221;.</p><p>Ele escolheu trabalhar ao lado dos garis da própria universidade mas, ao contrário de seus colegas, decidiu levar adiante a experiência. O trabalho começou de forma esporádica mas, aos poucos, foi se tornando mais freqüente. Após alguns meses, pelo menos uma vez por semana Fernando vestia o uniforme e trabalhava como gari.</p><p><span
id="more-321"></span>Fernando constatou que a maioria das pessoas não vê os garis, ou melhor, vê mas ignora. Por diversas vezes, pessoas conhecidas, alunos ou professores, passaram por ele, que parava de varrer, e simplesmente não o viram:</p><blockquote><p>Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão.</p><p>[...] uma certa vez, quando estava trabalhando como gari, tive que passar pelo Instituto de Psicologia da USP – passei pelo térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, pela biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, em frente à lanchonete, e tinha muita gente conhecida. O pessoal passava como se estivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém, em absoluto, me viu ou olhou para mim. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse. Fui almoçar e voltei para o trabalho atordoado. Foi naquele momento que senti na pele a coisa da invisibilidade social.</p></blockquote><p>Segundo a pesquisa, esse fenômeno ocorre nos dois sentidos, criando um ciclo vicioso: enquanto as pessoas de classe média não cumprimentam os garis por esquecerem que se tratam de pessoas e não apenas funções, estes se defendem não respondendo a um eventual cumprimento. O pior é que isso não ocorre apenas com os garis, mas com todas as pessoas que desempenham funções consideradas inferiores: porteiros, jardineiros, ascensoristas, empregadas domésticas, faxineiras, etc. O psicólogo considera que uma das saídas para esta situação, seria reconhecer o problema e nos esforçarmos por dar mais atenção às pessoas desempenhando funções à nossa volta.</p><p>Não sei se o e-mail foi conseqüência da época do ano, que nos deixa mais propensos à reflexão, ou se a pesquisa está ganhando notoriedade novamente (que pelo que pude apurar, ficou famosa por volta de 2002). O que importa é que sua chegada coincidiu com uma conversa que tive com uma de minhas filhas outro dia. Estávamos caminhando quando, ao passar por um senhor (não, não era um gari) e dar-lhe bom dia, fui repreendido por ela.</p><p>Não falo com todo mundo na rua (certamente também sofro dessa &#8220;miopia social&#8221;) mas quando passo por alguém e faço contato visual, cumprimento. Mas parece que esse problema é tão comum que mesmo uma criança, menos acostumada às nossas convenções, acha que falar com os outros na rua é &#8220;pagar mico&#8221;. Claro que eu não quero que ela saia &#8220;falando com estranhos&#8221; numa sociedade cada dia mais perigosa, mas é preciso um pouco de perspectiva para ajudar a <a
href="http://www.jlcarneiro.com/primeiro-o-mais-importante-gente/" class="liinternal">definir prioridades</a>&#8230;</p><p><a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/costa_homensinvisiveis/" rel="nofollow" class="liimagelink"><img
style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" title="Homens Invisíveis: Relatos de uma Humilhação Social" src="/wp-content/uploads/Image/blog/covers/homens_invisiveis-costa.jpg" alt="homens_invisiveis-costa.jpg" width="65" height="95" align="right" /></a> Quanto à pesquisa em si, não consegui ler a <a
href="http://newpsi.bvs-psi.org.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?&amp;IsisScript=iah%2Fiah.xic&amp;lang=P&amp;base=TESE&amp;nextAction=lnk&amp;exprSearch=fernando+and+braga+and+da+and+costa" class="liexternal">dissertação</a> de Fernando, mas fiquei bastante interessado pelo seu <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/costa_homensinvisiveis/" rel="nofollow" class="liinternal">livro</a>, baseado nela. Creio que esse livro, a conversa que tivemos e o costume de nossa família de distribuir cartões de Natal para os funcionários do condomínio podem ajudar a diminuir esse problema nelas.</p><p>E você? Aproveitando o fim de ano, época de reflexões e &#8220;resoluções de ano-novo&#8221;, já pensou no assunto?</p><p>Para quem desejar maiores detalhes:</p><ul><li><a
href="http://www.usp.br/agen/bols/2003/rede1146.htm" class="liexternal">&#8220;Invisibilidade pública&#8221; transforma pessoas em objetos</a> na <a
href="http://www.usp.br/agenciausp/" class="liexternal">Agência USP de Notícias</a>;</li><li><a
href="http://www.responsabilidadesocial.com/article/article_view.php?id=233" class="liexternal">Fernando Braga da Costa</a> no portal <a
href="http://www.responsabilidadesocial.com/" class="liexternal">Responsabilidadesocial.com</a>;</li><li><a
href="http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-2--15-20050510" class="liexternal">&#8220;Homens invisíveis&#8221;: retrato de quem recolhe nosso lixo</a> no portal <a
href="http://www.bonde.com.br/" class="liexternal">Bonde</a>; e</li><li><a
href="http://mition.wordpress.com/2008/08/30/invisibilidade-publica/" class="liexternal">Invisibilidade Pública</a> no <a
href="http://mition.wordpress.com/" class="liexternal">Blogção</a>.</li> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/e-gente-invisivel/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>A Lista</title><link>http://www.jlcarneiro.com/a-lista/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/a-lista/#comments</comments> <pubDate>Thu, 28 Dec 2006 02:26:12 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[ano-novo]]></category> <category><![CDATA[mensagens]]></category> <category><![CDATA[músicas]]></category> <category><![CDATA[Natal]]></category> <category><![CDATA[poesia]]></category> <category><![CDATA[vídeos]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://69.89.31.73/~jlcarnei/2006/12/a-lista/</guid> <description><![CDATA[Ouvi a música abaixo no rádio. Além da melodia simples e bonita, a sua letra pareceu-me perfeita para o Ano-novo. Com o fim de ano chegando, e considerando que não escrevi nada para o Natal, achei que seria uma boa remissão. A Lista Por Oswaldo Montenegro Faça uma lista de grandes amigos Quem você mais [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Ouvi a música abaixo no rádio. Além da melodia simples e bonita, a sua letra pareceu-me <em>perfeita</em> para o Ano-novo.</p><p>Com o fim de ano chegando, e considerando que não escrevi nada para o Natal, achei que seria uma boa remissão. <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p><p><span
id="more-195"></span></p><blockquote><p><span
style="float: right;"><object
width="300" height="250"><param
name="movie" value="http://www.youtube.com/e/kvnSovixyo8"></param><param
name="allowFullScreen" value="true"></param><param
name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed
src="http://www.youtube.com/e/kvnSovixyo8" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="250" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span><span
class="title">A Lista</span><br
/> <span
class="author">Por Oswaldo Montenegro</span></p><p>Faça uma lista de grandes amigos<br
/> Quem você mais via há dez anos atrás<br
/> Quantos você ainda vê todo dia<br
/> Quantos você já não encontra mais<br
/> Faça uma lista dos sonhos que tinha<br
/> Quantos você desistiu de sonhar<br
/> Quantos amores jurados pra sempre<br
/> Quantos você conseguiu preservar<br
/> Onde você ainda se reconhece<br
/> Na foto passada ou no espelho de agora<br
/> Hoje é do jeito que achou que seria?<br
/> Quantos amigos você jogou fora<br
/> Quantos mistérios que você sondava<br
/> Quantos você conseguiu entender<br
/> Quantos segredos que você guardava<br
/> Hoje são bobos ninguém quer saber<br
/> Quantas mentiras você condenava<br
/> Quantas você teve que cometer<br
/> Quantos defeitos sanados com o tempo<br
/> Eram o melhor que havia em você<br
/> Quantas canções que você não cantava<br
/> Hoje assobia pra sobreviver<br
/> Quantas pessoas que você amava<br
/> Hoje acredita que amam você</p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/a-lista/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> </channel> </rss>
