
O fim do ano é uma época bastante propícia à reflexão. Em todos os lugares, mensagens novas e antigas convidam-nos a rever o que aconteceu, nossas ações e suas consequências.
Talvez tentemos nos convencer de que tudo que nos aconteceu, coisas boas e ruins (especialmente as ruins) valeu a pena e nos fez crescer, tornando-nos pessoas melhores. É possível que essa seja, afinal, uma das razões para termos inventado a contagem do tempo: poder encarar o amanhã como uma nova chance, apesar de ele ser, essencialmente, um dia igual a hoje.
Uma das mensagens mais frequentes vem na forma de um dos “temas oficiais” do Natal, uma canção gravada originalmente em 1971 como protesto contra a Guerra do Vietnã e regravada em diversas formas e versões (inclusive uma em português).
Ainda que o Brasil não se encontre em guerra no momento (não?), a letra é tão bonita que, mesmo correndo o risco de cair no lugar comum, merece ser lembrada:
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Publicado em Reflexões, em 24/12/2009 às 18h04 (última atualização em 31/12/2011 às 9h30)
Marcadores: educação, família, homenagens, José, mensagens, músicas, Natal, vídeos
Então, é Natal… Época em que a maioria da população mundial teoricamente comemora o nascimento de Jesus. Teoricamente porque muitos estão mais preocupados com os presentes que vão ganhar, comprar ou vender.
Nessa época, vemos inúmeras mensagens de boa vontade, na esperança de “espalhar o amor pelo mundo”. São filmes e músicas que se tornaram temas quase obrigatórios no fim do ano. Há, inclusive, discos dedicados exclusivamente ao tema natalino como Natal Todo Dia, do grupo Roupa Nova, e uma Edição Natalina de Amarantine, de Enya.
Como o Natal é a comemoração oficial do nascimento do Cristo, as mensagens são tradicionalmente sob essa perspectiva. Contudo, quero propor uma mensagem de Natal sob a perspectiva dos pais terrenos de Jesus, mais especificamente de José, o pai adotivo.
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Publicado em Reflexões, em 26/12/2008 às 18h13 (última atualização em 22/11/2010 às 9h33)
Marcadores: ano-novo, família, Natal, pesquisa, sociedade, USP
Recebi um e-mail sobre um psicólogo que passou oito anos trabalhando como gari para estudar sobre “invisibilidade pública”, uma percepção humana condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Em 1994, Fernando Braga da Costa era estudante de psicologia na USP quando uma tarefa da disciplina Psicologia Social II exigiu que exercesse, por um dia e ao lado de trabalhadores reais, uma “profissão subalterna e não-qualificada”.
Ele escolheu trabalhar ao lado dos garis da própria universidade mas, ao contrário de seus colegas, decidiu levar adiante a experiência. O trabalho começou de forma esporádica mas, aos poucos, foi se tornando mais freqüente. Após alguns meses, pelo menos uma vez por semana Fernando vestia o uniforme e trabalhava como gari.
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Publicado em Reflexões, em 27/12/2006 às 23h26 (última atualização em 01/01/2010 às 17h48)
Marcadores: ano-novo, mensagens, músicas, Natal, poesia, vídeos Ouvi a música abaixo no rádio. Além da melodia simples e bonita, a sua letra pareceu-me perfeita para o Ano-novo.
Com o fim de ano chegando, e considerando que não escrevi nada para o Natal, achei que seria uma boa remissão. 
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