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> <channel><title>jlcarneiro.com &#187; Max Gehringer</title> <atom:link href="http://www.jlcarneiro.com/tag/max-gehringer/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.jlcarneiro.com</link> <description>Porque agora todo mundo é &#34;pontocom&#34;</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:11:48 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>Mantenha seus amigos perto&#8230;</title><link>http://www.jlcarneiro.com/mantenha-seus-amigos-perto/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/mantenha-seus-amigos-perto/#comments</comments> <pubDate>Sat, 02 Oct 2010 19:10:59 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Administração]]></category> <category><![CDATA[carreira]]></category> <category><![CDATA[citações]]></category> <category><![CDATA[linkedin]]></category> <category><![CDATA[livros]]></category> <category><![CDATA[Max Gehringer]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1094</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/o_poderoso_chefao-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="o_poderoso_chefao.jpg" title="Mantenha seus amigos perto, e seus inimigos mais perto ainda." /></p>E o mês de setembro terminou com apenas dois posts, comprometendo, mais uma vez, meus planos de dominar o mundo escrever com mais regularidade. Portanto, nada melhor que um post nos primeiros dias de outubro para compensar. Enquanto vivemos, nos relacionamos com muitas pessoas. A maioria não passa de meros conhecidos, de quem, quando muito, [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/o_poderoso_chefao-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="o_poderoso_chefao.jpg" title="Mantenha seus amigos perto, e seus inimigos mais perto ainda." /></p><p>E o <a
href="http://www.jlcarneiro.com/2010/09/" class="liinternal">mês de setembro</a> terminou com apenas dois posts, comprometendo, mais uma vez, meus planos de <del>dominar o mundo</del> escrever com mais regularidade. Portanto, nada melhor que um post nos primeiros dias de outubro para compensar.</p><p>Enquanto vivemos, nos relacionamos com muitas pessoas. A maioria não passa de meros conhecidos, de quem, quando muito, sabemos o nome e que cumprimentamos diariamente. Alguns são colegas, de escola ou do trabalho, com os quais convivemos durante bastante tempo e dos quais lembramos vagamente quando temos um ataque de nostalgia (<q>como era mesmo o nome dele?</q>). Poucos são nossos amigos, pessoas com as quais podemos contar nas necessidades. E raríssimos poderão ser chamados de bons amigos, em quem confiamos e com os quais, mesmo após longas separações, retomamos a amizade como se nada tivesse acontecido. Há também os melhores amigos, mas esses são <em>hors concurs</em>.</p><p>De forma análoga, os inimigos nos acompanham por toda a vida. Na verdade, como duas faces de uma mesma moeda, amigos e inimigos têm entre si uma linha tênue e, às vezes, difusa. Por essa razão, nosso relacionamento com eles sempre foi motivo de reflexão e controvérsia.</p><p><span
id="more-1094"></span>Ontem, uma conversa com meu grande amigo José Rosa lembrou-me de um texto que havia lido há algum tempo. Seu autor, Max Gehringer, abriu mão de uma carreira de sucesso como executivo empresarial para ganhar a vida compartilhando suas experiências de trabalho e dando dicas de relacionamento profissional, motivação e liderança. Seus textos têm em comum o bom humor e a capacidade de induzir à reflexão. O texto abaixo não foge à regra&#8230;</p><blockquote><p><span
class="title">O sucesso consiste em não fazer inimigos</span><br
/> <span
class="author">Baseado no original por Max Gehringer<a
href="#credits" class="liinternal">*</a></span></p><p>Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:</p><ol><li>Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1997 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2006.</li><li>A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.</li><li>Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.</li></ol><p>Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é. A <strong>Lei da Perversidade Profissional</strong> diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos. Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm boa memória.</p><p><span
id="credits" class="credits">* Administrador de empresas e escritor, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial.</span></p></blockquote><p>Além de útil, o texto ainda contém uma contradição curiosa: devemos evitar fazer inimigos porque podemos precisar deles no futuro. Mas, justamente por terem uma melhor memória, os inimigos são mais capazes de nos reconhecer quando precisamos deles. E agora? <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Confused.png' alt=':???:' class='wp-smiley' /></p><p>Além das horas de necessidade, há quem defenda que os inimigos são úteis para nosso crescimento pessoal. <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Leonardo_da_Vinci" rel="nofollow" class="liexternal">Leonardo da Vinci</a>, por exemplo, foi sábio e poético ao dizer que:</p><blockquote><p>O ódio revela muita coisa que permanece oculta ao amor. Lembra-te disso e não desprezes a censura dos inimigos.<br
/> <span
class="alignright">Leonardo di ser Piero da Vinci</span>&nbsp;</p></blockquote><p><a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Schiller" rel="nofollow" class="liexternal">Friedrich Schiller</a>, com a tradicional frieza alemã, também pensava de forma semelhante:</p><blockquote><p>É-me caro o amigo, mas posso usar o inimigo também: o amigo mostra-me o que posso, o inimigo o que devo fazer.<br
/> <span
class="alignright">Johann Christoph Friedrich von Schiller</span>&nbsp;</p></blockquote><p>Talvez o mais sensato seja evitar fazer os inimigos a todo custo, como sugere Gehringer, mas, não sendo possível, seguir o conselho de <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Newton" rel="nofollow" class="liexternal">Isaac Newton</a>:</p><blockquote><p>Deve-se aprender sempre, até mesmo com um inimigo.<br
/> <span
class="alignright">Sir Isaac Newton</span>&nbsp;</p></blockquote><p>Qualquer que seja sua linha de ação, &#8220;O sucesso consiste em não fazer inimigos&#8221; e outros textos na mesma linha estão disponíveis no livro <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/gehringer_cbn_v1/" rel="nofollow" class="liinternal">O Melhor de Max Gehringer na CBN</a>. Outros bons livros do autor são <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/gehringer_big_max/" rel="nofollow" class="liinternal">Big Max: Vocabulário Corporativo</a> e <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/gehringer_pergunte_max/" rel="nofollow" class="liinternal">Pergunte ao Max</a>.</p><p><center><a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/gehringer_cbn_v1/" rel="nofollow" class="liimagelink"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/covers/melhor_max-gehringer.jpg" alt="melhor_max-gehringer.jpg" title="O Melhor de Max Gehringer na CBN, vol. 1" width="66" height="100" class="alignnone size-full wp-image-1103" /></a><a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/gehringer_big_max/" rel="nofollow" class="liimagelink"><img
style="margin: 0px 50px;" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/covers/big_max-gehringer.jpg" alt="big_max-gehringer.jpg" title="Big Max: Vocabulário Corporativo" width="67" height="100" class="alignnone size-full wp-image-1102" /></a><a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/gehringer_pergunte_max/" rel="nofollow" class="liimagelink"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/covers/pergunte_max-gehringer.jpg" alt="pergunte_max-gehringer.jpg" title="Pergunte ao Max" width="65" height="100" class="alignnone size-full wp-image-1104" /></a></center></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/mantenha-seus-amigos-perto/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Talento: quanto mais, melhor?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/talento-quanto-mais-melhor/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/talento-quanto-mais-melhor/#comments</comments> <pubDate>Thu, 05 Jun 2008 20:35:51 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Administração]]></category> <category><![CDATA[carreira]]></category> <category><![CDATA[competência]]></category> <category><![CDATA[conhecimento]]></category> <category><![CDATA[linkedin]]></category> <category><![CDATA[Max Gehringer]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=300</guid> <description><![CDATA[Recebi um e-mail com um texto de Max Gehringer sobre o costume de exigir qualificações exageradas nos processos de seleção, &#8220;inflacionando&#8221; o mercado sem necessariamente contratar a pessoa mais indicada para o cargo. O texto me lembrou muito um outro, de Rubem Alves, que li no zÉducando, chamado O Canto do Galo. Apesar de ser [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/tatica.jpg" alt="tatica.jpg" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" align="right" width="150" height="200" />Recebi um e-mail com um texto de <a
href="http://www.palestrantes.org/palestrante.asp?id=13" class="liexternal">Max Gehringer</a> sobre o costume de exigir qualificações exageradas nos processos de seleção, &#8220;inflacionando&#8221; o mercado sem necessariamente contratar a pessoa mais indicada para o cargo.</p><p>O texto me lembrou muito um outro, de <a
href="http://www.releituras.com/rubemalves_bio.asp" class="liexternal">Rubem Alves</a>, que li no <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/" class="liexternal">zÉducando</a>, chamado <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/2007/11/24/o-canto-do-galo-por-rubem-alves/" class="liexternal">O Canto do Galo</a>. Apesar de ser voltado para a área acadêmica, passa ensinamentos parecidos e <em>definitivamente</em> vale a pena ser lido.</p><p>Voltando ao texto de hoje, encontrei-o no <span
class="removed_link" title="http://portalexame.abril.com.br/carreira/m0049914.html">Portal Exame</span> e estava inclusive mais completo!</p><p><span
id="more-300"></span></p><blockquote><p><span
class="title">Talento em excesso</span> <span
class="author">por Max Gehringer</span></p><p><strong>As múltiplas habilidades da mulher que copiava</strong></p><p>Há 30 anos, talvez um pouquinho mais, o Santos Futebol Clube tinha aquele timaço acima de qualquer suspeita &#8212; seu currículo de conquistas já era tão extenso que nem caberia nesta página. Apesar disso, o apetite da equipe por vitórias continuava o mesmo, e lá estava o Santos na reta final para vencer mais um campeonato. Então, numa daquelas partidas contra um time sem expressão, em que o Santos sempre se empanturrava de fazer gols, a máquina emperra. O tempo vai passando, passando, e o placar teima em não sair do zero.</p><p>Aquele pontinho perdido poderia ser desastroso, e Lula, o técnico do Santos, ia ficando cada vez mais aflito. Até que, faltando 15 minutos para o fim do jogo, ele cansa de esperar que seus craques resolvam a situação por conta própria e decide tomar uma providência gerencial. Olha para o banco de reservas e chama o atacante Pitico.</p><p>&#8211; Pitico, vem cá. É o seguinte. O Pelé ficou muito isolado ali na frente. Vai lá e encosta nele, para a gente ter mais opção de ataque.</p><p>&#8211; Falou, seu Lula.</p><p>&#8211; Além disso, nosso meio-de-campo está no maior bagaço. Você volta um pouquinho quando a gente estiver com a bola, para ajudar na armação.</p><p>&#8211; Certinho, seu Lula.</p><p>&#8211; Só mais uma coisa. O ponta-esquerda deles já matou o Carlos Alberto de tanto correr. Quando eles saírem jogando, você cai ali pela direita e fecha o espaço. Alguma dúvida?</p><p>&#8211; Só uma, seu Lula. Se o senhor acha que eu sou mesmo capaz de fazer tudo isso, por que é que eu ganho só três salários mínimos por mês?</p><p>Eu me lembrei dessa história na semana passada, quando vi um anúncio de emprego. A vaga era de gestor de atendimento interno, nome que agora se dá à seção de serviços gerais. E a empresa contratante exigia que os eventuais interessados possuíssem &#8212; sem contar a formação superior &#8212; liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e, não bastasse tudo isso, ainda fossem <em>hands on</em>. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía mesmo essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.</p><p>Não que esse fosse algum exemplo absolutamente fora da realidade. Pelo contrário, ele é quase o paradigma dos anúncios de emprego atuais. A abundância de candidatos está permitindo que as empresas levantem, cada vez mais, a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido. E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da superqualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico&#8230; Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, gerente da contabilidade.</p><p>&#8211; Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.</p><p>&#8211; <em>In a hurry</em>!</p><p>&#8211; Saúde.</p><p>&#8211; Não, isso quer dizer &#8220;bem rapidinho&#8221;. É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?</p><p>&#8211; E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?</p><p>&#8211; O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.</p><p>&#8211; Não, não. Cópias normais mesmo.</p><p>&#8211; Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.</p><p>&#8211; Fabiana, desse jeito não vai dar!</p><p>&#8211; E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.</p><p>&#8211; Como assim?</p><p>&#8211; É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.</p><p>&#8211; Olha, neste momento, eu só preciso das três có&#8230;</p><p>&#8211; Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro&#8230;</p><p>&#8211; Futuro? Que futuro?</p><p>&#8211; É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.</p><p>&#8211; Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!</p><p>&#8211; Sei. Mas o senhor é <em>hands on</em>?</p><p>&#8211; Hã?</p><p>&#8211; <em>Hands on</em>. Mão na massa.</p><p>&#8211; Claro que sou!</p><p>&#8211; Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.</p><p>Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções. Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas. E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.</p><p>Alguém ponderará &#8212; com justa razão &#8212; que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores. Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado que chegasse de repente confundiria nossa salinha do café com o auditório da Fundação Alfred Nobel.</p><p>Até que um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas. E, no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha noções de informática e possuía energia e criatividade. Sem mencionar que estava fazendo pós-graduação. Só que não sabia nem abrir o capô.</p><p>Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava &#8220;nóis vai&#8221; e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida. Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as empresas modernas torcem o nariz, uma espécie de pitico contemporâneo. O que é capaz de resolver, mas não de impressionar.</p></blockquote><p>Não pretendo, ao publicar esse texto, dizer que não se deve exigir dos candidatos!</p><p>Penso que as empresas devem sempre procurar os melhores recursos disponíveis, mas uma coisa é exigir capacidade para execução de uma função, outra bem diferente é exigir por exigir, apenas porque há mais candidatos do que vagas. Os concursos atualmente, por exemplo, são voltados mais para eliminar o excesso de candidatos do que para selecionar os melhores funcionários/servidores&#8230;</p><p>O <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/2007/11/24/o-canto-do-galo-por-rubem-alves/" class="liexternal">texto de Rubem Alves</a> mostra algo semelhante na área acadêmica onde, às vezes, o ensino impressiona menos do que deveria&#8230;</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/talento-quanto-mais-melhor/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Casa vira escritório, mas tempo livre não aumenta</title><link>http://www.jlcarneiro.com/casa-vira-escritorio-mas-tempo-livre-nao-aumenta/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/casa-vira-escritorio-mas-tempo-livre-nao-aumenta/#comments</comments> <pubDate>Fri, 02 Mar 2007 10:22:49 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Tecnologia]]></category> <category><![CDATA[carreira]]></category> <category><![CDATA[linkedin]]></category> <category><![CDATA[Max Gehringer]]></category> <category><![CDATA[revistas]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://69.89.31.73/~jlcarnei/2007/03/casa-vira-escritorio-mas-tempo-livre-nao-aumenta/</guid> <description><![CDATA[Encontrei, na Galileu nº 185 (dezembro/2006), uma entrevista com Max Gehringer. Nela, ele faz algumas previsões com relação às profissões. Todas são interessantes, mas não vou mentir: gostei muito da primeira&#8230; Galileu &#8211; O jovem que quiser se dar bem no mercado de trabalho deve estudar o quê? Max Gehringer &#8211; Por &#8220;profissão do futuro&#8221; [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ESD1114-1707,00.html" class="liimagelink"><img
style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/covers/galileu_2006_12.jpg" alt="galileu_2006_12" width="74" height="96" align="right" /></a>Encontrei, na <a
href="http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ESD1114-1707,00.html" class="liexternal">Galileu nº 185 (dezembro/2006)</a>, uma entrevista com <a
href="http://www.palestrantes.org/palestrante.asp?id=13" class="liexternal">Max Gehringer</a>.</p><p>Nela, ele faz algumas previsões com relação às profissões. Todas são interessantes, mas não vou mentir: gostei muito da primeira&#8230; <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p><p><span
id="more-226"></span></p><blockquote><p><img
style="margin-right: 10px; margin-bottom: 5px;" title="Max Gehringer" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/max_gehringer.png" alt="max_gehringer" width="80" height="100" align="left" /><strong>Galileu</strong> &#8211; O jovem que quiser se dar bem no mercado de trabalho deve estudar o quê?<br
/> <strong>Max Gehringer</strong> &#8211; Por &#8220;profissão do futuro&#8221; entende-se uma atividade que gere um número considerável de empregos e que tenha sustentação por anos. Assim, a única profissão &#8220;do futuro&#8221; nos últimos 20 anos é a tecnologia da informação. Há profissões novas com poucos empregos, como biotecnologia. E há antigas que geram empregos, como administração. Mas o campo da informática é o único que dá claros sinais de que continuará se expandindo na próxima década.</p><p><strong>Galileu</strong> &#8211; Com o PC permitindo cada vez mais o trabalho a distância, como serão as relações trabalhistas?<br
/> <strong>Gehringer</strong> &#8211; As pessoas estarão conectadas à empresa 24 horas por dia, sete dias por semana. E não só pelo computador. Há também o celular. Trabalhar num local distante da empresa (a própria casa, por exemplo) é algo que beneficia não apenas quem trabalha, mas também a empresa, que poderá reduzir espaços de escritório e a infra necessária para ter empregados. Em casos assim, com benefícios mútuos, o trabalho remoto será inevitável.</p><p><strong>Galileu</strong> &#8211; Na sua opinião, os avanços tecnológicos irão nos escravizar ou permitir que tenhamos mais tempo livre?<br
/> <strong>Gehringer</strong> &#8211; Desde o fim da década de 1960, regularmente surgem notícias de que o avanço tecnológico vai gerar mais tempo livre. Até hoje, isso não ocorreu. Pelo contrário, atualmente as pessoas estão dedicando mais horas ao trabalho do que dedicavam há 40 anos. A automação e o progresso tecnológico permitiram que as empresas diminuíssem o quadro de funcionários, e sobrecarregassem os que ficaram. Nada indica que esse panorama irá se alterar.</p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/casa-vira-escritorio-mas-tempo-livre-nao-aumenta/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Quid pro quo?!</title><link>http://www.jlcarneiro.com/quid-pro-quo/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/quid-pro-quo/#comments</comments> <pubDate>Mon, 08 May 2006 19:55:54 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Diversos]]></category> <category><![CDATA[dicas]]></category> <category><![CDATA[Max Gehringer]]></category> <category><![CDATA[português]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://69.89.31.73/~jlcarnei/2006/05/quid-pro-quo/</guid> <description><![CDATA[No post anterior, pensei em discussão, confusão e terminei lembrando de uma expressão aqui da Bahia. Algo que soa como &#8220;quiprocó&#8221;. Mas, ao tentar escrever, terminei cometendo um erro de grafia. Já corrigido! De qualquer forma, procurei no &#8220;titio&#8221; Aurélio e encontrei o seguinte: qüiproquó [Do lat. quid pro quo, ‘isto por aquilo’, ‘uma coisa [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>No <a
href="http://www.jlcarneiro.com/que-tal-uma-vida-sem-notas/" class="liinternal">post anterior</a>, pensei em discussão, confusão e terminei lembrando de uma expressão aqui da Bahia. Algo que soa como &#8220;quiprocó&#8221;. <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Creepy.png' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' /></p><p>Mas, ao tentar escrever, terminei cometendo um erro de grafia. Já corrigido! <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p><p><span
id="more-73"></span></p><p>De qualquer forma, procurei no &#8220;titio&#8221; Aurélio e encontrei o seguinte:</p><blockquote><p><span
style="font-size: small;"><strong>qüiproquó</strong></span><br
/> [Do lat. <em>quid pro  quo</em>, ‘isto por aquilo’, ‘uma coisa por outra’.]<br
/> <strong><span
style="color: #ff0000;">Substantivo masculino</span></strong></p><ol><li><strong>Confusão duma coisa  com outra.</strong></li><li><strong>Situação cômica ou faceta resultante de equívoco(s):</strong><br
/> “O Soares nunca chegou a levar-me ao  constrangimento de um equívoco irremediável, &#8230;. aos <span
style="text-decoration: underline;">qüiproquós</span> de uma  situação difícil de explicar.” (Herberto Sales, <em>Histórias Ordinárias</em>, p.  150).</li></ol></blockquote><p>Segundo Max Gehringer (Odisséia Digital 2, Superinteressante de março de 2001):</p><blockquote><p>[...] Em latim, <em>quid pro quo</em> significava trocar a palavra <em>quid</em> pela palavra <em>quo</em>, causando  uma confusão gramatical. [...]</p></blockquote><p>Ou ainda, segundo o professor <a
href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/sobre-o-autor/" class="liexternal">Cláudio Moreno</a>, no site <a
href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/" class="liexternal">Sua Língua</a>:</p><blockquote><p>[...] a grafia é <strong>qüiproquó</strong>, exatamente por vir de &#8220;<em>quid pro quod</em>&#8220;, que significa, em Latim, &#8220;isto por aquilo&#8221;, ou &#8220;uma coisa pela outra&#8221;. No nosso idioma, significa &#8220;equívoco, troca de uma coisa por outra&#8221;, ou, mais comumente, &#8220;confusão, comédia de erros&#8221;. [...]</p></blockquote><p>Agora sim, corrigi o qüiproquó! <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/quid-pro-quo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>9</slash:comments> </item> </channel> </rss>
