<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss
version="2.0"
xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
xmlns:series="http://unfoldingneurons.com/"
> <channel><title>jlcarneiro.com &#187; família</title> <atom:link href="http://www.jlcarneiro.com/tag/familia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.jlcarneiro.com</link> <description>Porque agora todo mundo é &#34;pontocom&#34;</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:11:48 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>Literatura de cordel e BBB, tudo a ver!</title><link>http://www.jlcarneiro.com/literatura-de-cordel-e-bbb-tudo-a-ver/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/literatura-de-cordel-e-bbb-tudo-a-ver/#comments</comments> <pubDate>Tue, 10 Jan 2012 20:54:58 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[BBB]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[exemplo]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[sociedade]]></category> <category><![CDATA[televisão]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1302</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/bbb-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="bbb.jpg" title="Até quando teremos que suportar?" /></p>E começou tudo de novo, estreou mais um Big Brother Brasil. Caramba! Já são doze anos! Acho deprimente curioso crianças nascidas a partir de 1998 não terem recordação de um tempo sem esse&#8230; programa. Aproveitando um post sobre o assunto no ZÉducando, do meu amigo Zé Rosa, decidi fazer minha &#8220;homenagem&#8221; e terminei descobrindo um [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/bbb-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="bbb.jpg" title="Até quando teremos que suportar?" /></p><p>E começou tudo de novo, estreou mais um Big Brother Brasil. Caramba! Já são doze anos! Acho <del>deprimente</del> curioso crianças nascidas a partir de 1998 não terem recordação de um tempo sem esse&#8230; <em>programa</em>.</p><p>Aproveitando <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/2012/01/10/bbb-2012-quem-financia-a-baixaria-e-contra-a-cidadania/" class="liexternal">um post sobre o assunto</a> no <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/" class="liexternal">ZÉducando</a>, do meu amigo Zé Rosa, decidi fazer minha &#8220;homenagem&#8221; e terminei descobrindo um excelente texto do baiano <a
href="http://barretocordel.wordpress.com/" class="liexternal">Antonio Barreto</a>.</p><p>Não é a primeira vez que escrevo sobre o <a
href="http://www.jlcarneiro.com/tag/bbb/" class="liinternal">Big Brother Brasil</a>, mas esse é um dos melhores textos que já encontrei sobre o assunto. Além de <a
href="http://barretocordel.wordpress.com/sobre-mim/" class="liexternal">professor, poeta e cordelista</a>, Barreto também é um ótimo crítico, dono de uma escrita afiada e de um grande senso de humor&#8230;</p><p>A seguir, reproduzo o texto (é bem longo, mas vale a pena ser lido!). Depois, algumas observações sobre ele&#8230;</p><p><span
id="more-1302"></span></p><blockquote><p><span
class="title">Big Brother Brasil, um programa imbecil</span><br
/> <span
class="author">Por Antonio Barreto<a
href="#credits" class="liinternal">*</a></span></p><p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/covers/cordel_do_bbb.png" alt="cordel_do_bbb.png" title="E o cordão do BBB cada vez aumenta mais..." width="275" height="400" class="alignright size-full wp-image-1303" />Curtir o Pedro Bial<br
/> E sentir tanta alegria<br
/> É sinal de que você<br
/> O mau-gosto aprecia<br
/> Dá valor ao que é banal<br
/> É preguiçoso mental<br
/> E adora baixaria.</p><p>Há muito tempo não vejo<br
/> Um programa tão &#8220;fuleiro&#8221;<br
/> Produzido pela Globo<br
/> Visando Ibope e dinheiro<br
/> Que além de alienar<br
/> Vai por certo atrofiar<br
/> A mente do brasileiro.</p><p>Me refiro ao brasileiro<br
/> Que está em formação<br
/> E precisa evoluir<br
/> Através da Educação<br
/> Mas se torna um refém<br
/> Iletrado, &#8220;zé-ninguém&#8221;<br
/> Um escravo da ilusão.</p><p>Em frente à televisão<br
/> Lá está toda a família<br
/> Longe da realidade<br
/> Onde a bobagem fervilha<br
/> Não sabendo essa gente<br
/> Desprovida e inocente<br
/> Desta enorme &#8220;armadilha&#8221;.</p><p>Cuidado, Pedro Bial<br
/> Chega de esculhambação<br
/> Respeite o trabalhador<br
/> Dessa sofrida Nação<br
/> Deixe de chamar de heróis<br
/> Essas <em>girls</em> e esses <em>boys</em><br
/> Que têm cara de bundão.</p><p>O seu pai e a sua mãe,<br
/> Querido Pedro Bial,<br
/> São verdadeiros heróis<br
/> E merecem nosso aval<br
/> Pois tiveram que lutar<br
/> Pra manter e te educar<br
/> Com esforço especial.</p><p>Muitos já se sentem mal<br
/> Com seu discurso vazio.<br
/> Pessoas inteligentes<br
/> Se enchem de calafrio<br
/> Porque quando você fala<br
/> A sua palavra é bala<br
/> A ferir o nosso brio.</p><p>Um país como Brasil<br
/> Carente de educação<br
/> Precisa de gente grande<br
/> Para dar boa lição<br
/> Mas você na rede Globo<br
/> Faz esse papel de bobo<br
/> Enganando a Nação.</p><p>Respeite, Pedro Bienal<br
/> Nosso povo brasileiro<br
/> Que acorda de madrugada<br
/> E trabalha o dia inteiro<br
/> Dá muito duro, anda rouco<br
/> Paga impostos, ganha pouco:<br
/> Povo HERÓI, povo guerreiro.</p><p>Enquanto a sociedade<br
/> Neste momento atual<br
/> Se preocupa com a crise<br
/> Econômica e social<br
/> Você precisa entender<br
/> Que queremos aprender<br
/> Algo sério – não banal.</p><p>Esse programa da Globo<br
/> Vem nos mostrar sem engano<br
/> Que tudo que ali ocorre<br
/> Parece um zoológico humano<br
/> Onde impera a esperteza<br
/> A malandragem, a baixeza:<br
/> Um cenário sub-humano.</p><p>A moral e a inteligência<br
/> Não são mais valorizadas.<br
/> Os &#8220;heróis&#8221; protagonizam<br
/> Um mundo de palhaçadas<br
/> Sem critério e sem ética<br
/> Em que vaidade e estética<br
/> São muito mais que louvadas.</p><p>Não se vê força poética<br
/> Nem projeto educativo.<br
/> Um mar de vulgaridade<br
/> Já tornou-se imperativo.<br
/> O que se vê realmente<br
/> É um programa deprimente<br
/> Sem nenhum objetivo.</p><p>Talvez haja objetivo<br
/> &#8220;professor&#8221;, Pedro Bial<br
/> O que vocês tão querendo<br
/> É injetar o banal<br
/> Deseducando o Brasil<br
/> Nesse Big Brother vil<br
/> De lavagem cerebral.</p><p>Isso é um desserviço<br
/> Mal exemplo à juventude<br
/> Que precisa de esperança<br
/> Educação e atitude<br
/> Porém a mediocridade<br
/> Unida à banalidade<br
/> Faz com que ninguém estude.</p><p>É grande o constrangimento<br
/> De pessoas confinadas<br
/> Num espaço luxuoso<br
/> Curtindo todas baladas:<br
/> Corpos &#8220;belos&#8221; na piscina<br
/> A gastar adrenalina:<br
/> Nesse mar de palhaçadas.</p><p>Se a intenção da Globo<br
/> É de nos &#8220;emburrecer&#8221;<br
/> Deixando o povo demente<br
/> Refém do seu poder:<br
/> Pois saiba que a exceção<br
/> (Amantes da educação)<br
/> Vai contestar a valer.</p><p>A você, Pedro Bial<br
/> Um mercador da ilusão<br
/> Junto a poderosa Globo<br
/> Que conduz nossa Nação<br
/> Eu lhe peço esse favor:<br
/> Reflita no seu labor<br
/> E escute seu coração.</p><p>E vocês caros irmãos<br
/> Que estão nessa cegueira<br
/> Não façam mais ligações<br
/> Apoiando essa besteira.<br
/> Não deem sua grana à Globo<br
/> Isso é papel de bobo:<br
/> Fujam dessa baboseira.</p><p>E quando chegar ao fim<br
/> Desse Big Brother vil<br
/> Que em nada contribui<br
/> Para o povo varonil<br
/> Ninguém vai sentir saudade:<br
/> Quem lucra é a sociedade<br
/> Do nosso querido Brasil.</p><p>E saiba, caro leitor<br
/> Que nós somos os culpados<br
/> Porque sai do nosso bolso<br
/> Esses milhões desejados<br
/> Que são ligações diárias<br
/> Bastante desnecessárias<br
/> Pra esses desocupados.</p><p>A loja do BBB<br
/> Vendendo só porcaria<br
/> Enganando muita gente<br
/> Que logo se contagia<br
/> Com tanta futilidade<br
/> Um mar de vulgaridade<br
/> Que nunca terá valia.</p><p>Chega de vulgaridade<br
/> E apelo sexual.<br
/> Não somos só futebol,<br
/> baixaria e carnaval.<br
/> Queremos Educação<br
/> E também evolução<br
/> No mundo espiritual.</p><p>Cadê a cidadania<br
/> Dos nossos educadores<br
/> Dos alunos, dos políticos<br
/> Poetas, trabalhadores?<br
/> Seremos sempre enganados<br
/> e vamos ficar calados<br
/> diante de enganadores?</p><p>Barreto termina assim<br
/> Alertando ao Bial:<br
/> Reveja logo esse equívoco<br
/> Reaja à força do mal&#8230;<br
/> Eleve o seu coração<br
/> Tomando uma decisão<br
/> Ou então: siga, animal&#8230;</p><p><span
id="credits" class="credits">* Professor, poeta e cordelista, baiano natural de Santa Bárbara e residente em Salvador.</span></p></blockquote><p>O poema começa de forma dura, ofensiva até. Mas gradualmente vai apresentando seus (bons) argumentos:</p><ul><li>a família (e a sociedade junto com ela) ficando cada vez mais alienada;</li><li>a ofensa do título de &#8220;herói&#8221; sendo dado a pessoas que não o merecem; e</li><li>o papel da sociedade que, ao dar audiência (e dinheiro) a tais programas, contribui para sua existência.</li></ul><p>As consequências são nefastas:</p><ul><li>os jovens têm sua educação prejudicada &#8211; para que estudar? Melhor tentar ser um &#8220;brother&#8221; (ou cantor de pagode ou de funk, ou jogador de futebol&#8230;);</li><li>os tais &#8220;heróis&#8221; (palavra repetida em todos os programas) são ignorantes, fúteis, falsos e trapaceiros. São esses os valores que queremos para nossos jovens?</li></ul><p>As famílias (muitas delas) parecem ignorar esses problemas e os dramas que ocorrem na realidade, em casa ou fora dela, e passam apenas a discutir as fofocas do BBB, durante meses. E algumas pessoas permanecem neste estado de hipnose por anos, já que continuam acompanhando a vida dos participantes (vencedores ou não, ser ex-BBB está virando profissão!).</p><p>Alguns dirão que é entretenimento e que, por isso, é importante. Mas, qual será o custo dessa diversão?</p><p><strong>Atualização:</strong> Além do já citado texto do <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/" class="liexternal">ZÉducando</a>, vale a pena ler também o contundente texto <a
href="http://www.materiasjuridicas.com.br/2012/01/bbb-de-nobre-so-o-horario/" class="liexternal">BBB, de nobre só o horário</a>, do professor Odailson, reproduzido no <a
href="http://www.materiasjuridicas.com.br/" class="liexternal">Matérias Jurídicas</a>.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/literatura-de-cordel-e-bbb-tudo-a-ver/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>7</slash:comments> </item> <item><title>E então, o que você fez?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/e-entao-o-que-voce-fez/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/e-entao-o-que-voce-fez/#comments</comments> <pubDate>Sat, 24 Dec 2011 03:47:37 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[ano-novo]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[John Lennon]]></category> <category><![CDATA[mensagens]]></category> <category><![CDATA[músicas]]></category> <category><![CDATA[Natal]]></category> <category><![CDATA[poesia]]></category> <category><![CDATA[vídeos]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1285</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/john_lennon-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="john_lennon.jpg" title="Imagine, apenas imagine..." /></p>O fim do ano é uma época bastante propícia à reflexão. Em todos os lugares, mensagens novas e antigas convidam-nos a rever o que aconteceu, nossas ações e suas consequências. Talvez tentemos nos convencer de que tudo que nos aconteceu, coisas boas e ruins (especialmente as ruins) valeu a pena e nos fez crescer, tornando-nos [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/john_lennon-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="john_lennon.jpg" title="Imagine, apenas imagine..." /></p><p>O fim do ano é uma época bastante propícia à reflexão. Em todos os lugares, <a
href="http://www.jlcarneiro.com/tag/ano-novo/" class="liinternal">mensagens novas e antigas</a> convidam-nos a rever o que aconteceu, <a
href="http://www.jlcarneiro.com/e-gente-invisivel/" class="liinternal">nossas ações</a> e <a
href="http://www.jlcarneiro.com/a-lista/" class="liinternal">suas consequências</a>.</p><p>Talvez tentemos nos convencer de que tudo que nos aconteceu, coisas boas e ruins (especialmente as ruins) valeu a pena e nos fez crescer, tornando-nos pessoas melhores. É possível que essa seja, afinal, uma das <a
href="http://www.jlcarneiro.com/tempo-em-fatias/" class="liinternal">razões para termos inventado a contagem do tempo</a>: poder encarar o amanhã como uma nova chance, apesar de ele ser, essencialmente, um dia igual a hoje.</p><p>Uma das mensagens mais frequentes vem na forma de um dos &#8220;temas oficiais&#8221; do Natal, uma canção gravada originalmente em 1971 como protesto contra a Guerra do Vietnã e regravada em diversas formas e versões (<a
href="http://www.youtube.com/watch?v=Xqv0f4Jwpm8&#038;hd=1" class="liexternal">inclusive uma em português</a>).</p><p>Ainda que o Brasil não se encontre em guerra no momento (não?), a letra é tão bonita que, mesmo correndo o risco de cair no lugar comum, merece ser lembrada:</p><p><span
id="more-1285"></span></p><blockquote><p><span
class="title">Happy Xmas (War Is Over)</span><br
/> <span
class="author">Por John Lennon e Yoko Ono</span></p><p><span
style="float: right;"><iframe
width="300" height="225" src="http://www.youtube.com/embed/yN4Uu0OlmTg?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></span><em>(Happy Christmas, Kyoko<br
/> Happy Christmas, Julian)</em></p><p>So this is Christmas<br
/> And what have you done?<br
/> Another year over<br
/> A new one just begun.</p><p>And so this is Christmas<br
/> I hope you have fun<br
/> The near and the dear ones<br
/> The old and the young.</p><p>A very merry Christmas<br
/> And a happy New Year.<br
/> Let&#8217;s hope it&#8217;s a good one<br
/> Without any fear.</p><p>And so this is Christmas / <em>War is over,</em><br
/> For weak and for strong. / <em>If you want it,</em><br
/> The rich and the poor ones / <em>War is over</em><br
/> The road is so long. / <em>Now.</em><br
/> So happy Christmas / <em>War is over,</em><br
/> For black and for white. / <em>If you want it,</em><br
/> For yellow and red ones / <em>War is over</em><br
/> Let&#8217;s stop all the fight. / <em>Now.</em></p><p>A very merry Christmas<br
/> And a happy New Year.<br
/> Let&#8217;s hope it&#8217;s a good one<br
/> Without any fear.</p><p>And so this is Christmas / <em>War is over,</em><br
/> And what have we done? / <em>If you want it,</em><br
/> Another year over / <em>War is over</em><br
/> And a new one just begun. / <em>Now.</em><br
/> And so this is Christmas / <em>War is over,</em><br
/> And we hope you have fun / <em>If you want it,</em><br
/> The near and the dear ones / <em>War is over</em><br
/> The old and the young. / <em>Now.</em></p><p>A very merry Christmas<br
/> And a happy New Year.<br
/> Let&#8217;s hope it&#8217;s a good one<br
/> Without any fear.</p><p>War is over, if you want it<br
/> War is over now.</p><p><em>Merry Christmas! Happy Christmas!</em></p></blockquote><p>Uma música que começa propondo a todos uma autoavaliação e termina com uma mensagem de esperança, paz e igualdade entre as pessoas é sempre bem vinda! Para os curiosos, segue uma tradução livre:</p><blockquote><p><span
class="title">Feliz Natal (A guerra acabou)</span><br
/> <span
class="author">Por John Lennon e Yoko Ono</span></p><p><em>(Feliz Natal, Kyoko<br
/> Feliz Natal, Julian)</em></p><p>Então é Natal<br
/> E o que você fez?<br
/> Outro ano acabou<br
/> E um novo está começando.</p><p>E então é Natal<br
/> Espero que sejam felizes<br
/> Os próximos e os queridos<br
/> Os velhos e os jovens.</p><p>Um feliz Natal<br
/> E um próspero Ano-novo.<br
/> Esperemos que seja um bom ano,<br
/> Sem motivos para qualquer medo.</p><p>E então é Natal / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Para os fracos e para os fortes. / <em>Se você quiser,</em><br
/> Para os ricos e para os pobres / <em>A guerra acabou</em><br
/> Será um longo caminho. / <em>Agora.</em><br
/> Então, feliz Natal / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Para os negros e para os brancos. / <em>Se você quiser,</em><br
/> Para os amarelos e para os vermelhos. / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Paremos com toda a luta. / <em>Agora.</em></p><p>Um ótimo Natal<br
/> E um próspero Ano-novo.<br
/> Esperemos que seja um bom ano,<br
/> Sem motivos para qualquer medo.</p><p>E então é Natal / <em>A guerra acabou,</em><br
/> E o que nós fizemos? / <em>Se você quiser,</em><br
/> Outro ano acabou / <em>A guerra acabou</em><br
/> E um novo está começando. / <em>Agora.</em><br
/> E então é Natal / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Esperamos que sejam felizes / <em>Se você quiser,</em><br
/> Os próximos e os queridos / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Os velhos e os jovens. / <em>Agora.</em></p><p>Um ótimo Natal<br
/> E um próspero Ano-novo.<br
/> Esperemos que seja um bom ano,<br
/> Sem motivos para qualquer medo.</p><p>A guerra acabou, se você quiser.<br
/> A guerra acabou, agora.</p><p><em>Feliz Natal!</em></p></blockquote><p>Bonita, não é? Agora, se preferir mensagens mais concretas, dê uma olhada nessa <a
href="http://www.jlcarneiro.com/receita-de-ano-novo/" class="liinternal">Receita de ano novo</a>.</p><p>De qualquer forma, como diz a <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=Xqv0f4Jwpm8&#038;hd=1" class="liexternal">versão brasileira</a>: <q>Então bom Natal e um Ano-novo também! Que seja feliz quem souber o que é o bem!</q></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/e-entao-o-que-voce-fez/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>A internet e a família&#8230;</title><link>http://www.jlcarneiro.com/a-internet-e-a-familia/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/a-internet-e-a-familia/#comments</comments> <pubDate>Thu, 08 Dec 2011 00:49:26 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[charges]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[Glasbergen]]></category> <category><![CDATA[humor]]></category> <category><![CDATA[imagens]]></category> <category><![CDATA[internet]]></category> <category><![CDATA[sociedade]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1269</guid> <description><![CDATA[Ainda bem que isso não é verda&#8230; Ah, deixe pra lá! Fonte: Randy Glasbergen.]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Ainda bem que isso não é verda&#8230; <em>Ah, deixe pra lá!</em></p><p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/glasbergen_internet_family.jpg" alt="glasbergen_internet_family.jpg" title="A internet e a família..." width="500" height="340" class="aligncenter size-full wp-image-1268" /></p><p><small><strong>Fonte:</strong> <a
href="http://www.glasbergen.com/" class="liexternal">Randy Glasbergen</a>.</small></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/a-internet-e-a-familia/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Pai, um porto seguro</title><link>http://www.jlcarneiro.com/meu-pai-meu-porto-seguro/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/meu-pai-meu-porto-seguro/#comments</comments> <pubDate>Fri, 12 Aug 2011 03:43:23 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[Dia dos Pais]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[exemplo]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1220</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/pai_e_filho-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="pai_e_filho.jpg" title="Pai e filho" /></p>A figura paterna é um referencial na vida da criança. A despeito da fase de contestação que ocorre na adolescência, influencia muito o comportamento e os valores do futuro adulto. Como resume a sabedoria popular: Aos 7 anos, meu pai é um ídolo; aos 13 anos, meu pai está errado em algumas coisas; aos 18 [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/pai_e_filho-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="pai_e_filho.jpg" title="Pai e filho" /></p><p>A figura paterna é um referencial na vida da criança. A despeito da fase de contestação que ocorre na adolescência, influencia muito o comportamento e os valores do futuro adulto.</p><p>Como resume a sabedoria popular:</p><blockquote><ul><li>Aos 7 anos, meu pai é um ídolo;</li><li>aos 13 anos, meu pai está errado em algumas coisas;</li><li>aos 18 anos, meu pai nunca tem razão;</li><li>aos 22 anos, meu pai é pré-histórico;</li><li>aos 35 anos, meu pai está certo em algumas coisas; e</li><li>aos 50 anos, quanta razão tinha meu pai!</li></ul></blockquote><p>Durante toda a vida do filho, seu pai é o conselho nos momentos de dúvida, o porto seguro nas dificuldades. Como diz <a
href="http://www.jlcarneiro.com/o-dia-dos-pais/" title="O Dia dos Pais" class="liinternal">Artur da Távola</a>, ser pai é <q>saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho</q>.</p><p>O texto a seguir, a meu ver, representa muito bem a relação pai e filho:<br
/> <span
id="more-1220"></span></p><blockquote><p><span
class="title">O Piloto</span><br
/> <span
class="author">Por Lloyd John Ogilvie<a
href="#credits" class="liinternal">*</a></span></p><p>Em uma de minha viagens, reparei em um menino sozinho na sala de espera do aeroporto aguardando seu voo. Quando o embarque começou, ele foi colocado na frente da fila para entrar e encontrar seu assento antes dos adultos. Quando entrei no avião, vi que o menino estava sentado ao lado de minha poltrona.</p><p>O menino foi cortês quando puxei conversa com ele e, em seguida, começou a passar tempo colorindo um livro. Ele não demonstrava ansiedade ou preocupação com o voo enquanto as preparações para a decolagem estavam sendo feitas. Durante o voo, o avião entrou numa tempestade muito forte, o que fez com ele balançasse como uma pena ao vento. A turbulência e as sacudidas bruscas assustaram alguns dos passageiros, mas o menino parecia encarar tudo com a maior tranquilidade .</p><p>Uma das passageiras, sentada na mesma fileira, do outro lado do corredor, ficou muito preocupada com aquilo tudo, e perguntou ao menino:</p><p>&#8211; Você não está com medo?</p><p>Ele levantou os olhos rapidamente de seu livro de colorir e respondeu com naturalidade:</p><p>&#8211; Não, senhora. Meu pai é o piloto.</p><p><small
id="credits">Adaptado por José Luís Carneiro a partir do original de Lloyd John Ogilvie.</small></p></blockquote><p>Mesmo hoje, as dúvidas e os problemas parecem menores ao ouvir sua voz de meu pai.</p><p>Obrigado, pai!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/meu-pai-meu-porto-seguro/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Basta um olhar, e tudo vale a pena</title><link>http://www.jlcarneiro.com/basta-um-olhar-e-tudo-vale-a-pena/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/basta-um-olhar-e-tudo-vale-a-pena/#comments</comments> <pubDate>Sun, 12 Jun 2011 07:08:47 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[amor]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <category><![CDATA[imagens]]></category> <category><![CDATA[mensagens]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1158</guid> <description><![CDATA[É maravilhoso quando encontramos aquela pessoa que, no fim do dia, com apenas um olhar, traz cor ao dia mais cinza e faz tudo valer a pena. Melhor ainda, quando convivemos há 4.748 dias com essa pessoa. A tirinha abaixo, retirada do espetacular Puny Parker, reproduz bem o que digo (clique na tirinha para ver [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>É maravilhoso quando encontramos aquela pessoa que, no fim do dia, com apenas um olhar, traz cor ao dia mais cinza e faz tudo valer a pena. Melhor ainda, quando convivemos há 4.748 dias com essa pessoa.</p><p>A tirinha abaixo, retirada do espetacular <a
href="http://www.punyparker.blogspot.com/" class="liexternal">Puny Parker</a>, reproduz bem o que digo (clique na tirinha para ver a outra versão):</p><div
id="attachment_1156" class="wp-caption aligncenter" style="width: 730px"><img
class="size-full wp-image-1156" title="Clique para ver mais" onclick="toggle_visibility('attachment_1156'); toggle_visibility('attachment_1157');" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/parker01port.jpg" alt="parker01port.jpg" width="720" height="370" /><p
class="wp-caption-text">O primeiro dia de aula</p></div><div
id="attachment_1157" class="wp-caption aligncenter" style="width: 730px"><img
class="size-full wp-image-1157" title="Clique para ver mais" onclick="toggle_visibility('attachment_1156'); toggle_visibility('attachment_1157');" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/parker12port.jpg" alt="parker12port.jpg" width="720" height="370" /><p
class="wp-caption-text">Um novo dia...</p></div><p>Um beijo, meu amor! <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Heart.png' alt=':kiss:' class='wp-smiley' /><br
/> <script type="text/javascript">// 
  document.getElementById("attachment_1157").style.display = "none";
// ]]&gt;</script></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/basta-um-olhar-e-tudo-vale-a-pena/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> <item><title>A origem do Dia das Mães</title><link>http://www.jlcarneiro.com/a-origem-do-dia-das-maes/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/a-origem-do-dia-das-maes/#comments</comments> <pubDate>Mon, 09 May 2011 03:29:11 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[Dia das Mães]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <category><![CDATA[religião]]></category> <category><![CDATA[sociedade]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1186</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/red_carnation-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="red_carnation.jpg" title="Cravo vermelho" /></p>Em 2009, fiquei surpreso ao descobrir que o Dia das Mães não foi criado pelos comerciantes, mas por uma norte-americana há cerca de um século. Entretanto, pesquisando para o Dia das Mães deste ano, descobri que Anna Jarvis apenas organizou as comemorações do Dia das Mães (o que não é pouco): as homenagens à figura [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/red_carnation-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="red_carnation.jpg" title="Cravo vermelho" /></p><p>Em 2009, fiquei surpreso ao descobrir que o <a
href="http://www.jlcarneiro.com/o-dia-das-maes/" class="liinternal">Dia das Mães</a> não foi criado pelos comerciantes, mas por uma norte-americana há cerca de um século. Entretanto, pesquisando para o Dia das Mães deste ano, descobri que Anna Jarvis apenas organizou as comemorações do Dia das Mães (o que não é pouco): as homenagens à figura materna existiam desde a Antiguidade.</p><p>A seguir, um resumo da trajetória do Dia das Mães até os dias de hoje.</p><p><span
id="more-1186"></span></p><h3>As tradições dos povos antigos</h3><p>A referência mais antiga data dos festivais gregos em honra a Réia, deusa da fertilidade e &#8220;mãe dos deuses&#8221;. A titã Réia casou-se com Cronos, um dos seus irmãos, e gerou Deméter, Hades, Hera, Héstia, Poseidon e Zeus. Cronos devorava seus filhos assim que nasciam para evitar que o desafiassem, mas Réia conseguiu salvar Zeus, que cresceu, destronou seu pai e salvou seus irmãos. Os gregos consideravam Réia a representação da esposa e mãe perfeitas.</p><p>Na mitologia egípcia, esse papel era desempenhado pela deusa Ísis, que também recebia, entre outros, o título de &#8220;mãe dos deuses&#8221;. Apesar de não haver registro de comemorações semelhantes ao Dia das Mães entre os egípcios, Ísis teve muita influência nas religiões posteriores, como a grega, a romana e, segundo alguns estudiosos, até a religião católica (mas isso é assunto para outro post).</p><p>Voltando ao assunto, os romanos também realizavam festivais no início da primavera. Denominados Hilaria, eram em honra a Cibele, deusa da fertilidade e &#8220;mãe dos deuses&#8221; na mitologia romana. Por sua vez, os celtas realizavam festivais em honra a Brighid, a &#8220;mãe tríplice&#8221;, responsável pelo retorno do calor do Sol e da abundância da terra.</p><p>Os detalhes variavam, mas a maioria das religiões da antiguidade apresentavam entidades no papel de &#8220;mãe dos deuses&#8221;. Contudo, esses festivais diferiam do atual Dia das Mães, porque celebravam mais o conceito da maternidade do que homenageavam as mães terrenas.</p><h3>A tradição na Igreja Católica</h3><p>Na Inglaterra do fim do século XVI, os fiéis iam à igreja no quarto domingo da Quaresma para celebrar o <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Laetare" rel="nofollow" class="liexternal">Domingo Laetare</a>. Com o passar do tempo, os servos passaram a ganhar uma folga para visitar a sua paróquia, normalmente acompanhados de suas mães e de outros membros da família. Era uma das raras ocasiões em que a família ficava reunida, já que ainda não haviam sido instituídos os feriados.</p><p>Os aprendizes e trabalhadores, que normalmente trabalhavam longe, recebiam folga para irem com suas mães à igreja venerar a Virgem Maria. Eles levavam pequenos presentes e bolos que desempenhavam papel importante na celebração da reunião familiar. Ao longo do tempo, as celebrações católicas começaram a se confundir com as celebrações já existentes, e as pessoas passaram gradativamente a homenagear, além da mãe da Igreja, a sua própria mãe.</p><h3>O ativismo feminino no século XIX</h3><p>Em 1870, Julia Ward Howe, poetisa e ativista norte-americana, escreveu o que é considerada a primeira manifestação em prol do Dia das Mães da atualidade. A Proclamação do Dia das Mães foi uma reação pacifista à carnificina da Guerra Civil Norte-Americana e da Guerra Franco-Prussiana.</p><p>Na mesma época, Ann Maria Reeves Jarvis, mãe de Anna Marie Jarvis (os nomes são bem parecidos mesmo) organizava com as mães dos soldados, o Dia de Trabalho das Mães, voltado para a promoção da paz e outras causas sociais. Ann Jarvis também fundou cinco Clubes de Trabalho do Dia das Mães voltados para a melhoria das condições sanitárias e de saúde, responsáveis por grande parte da mortalidade infantil à época.</p><p>Ao contrário das celebrações do passado, essas manifestações eram muito mais voltadas ao fortalecimento do papel feminino na sociedade do que à simples homenagem à figura materna.</p><h3>As origens da tradição moderna</h3><p>Em 1905, Anna Marie Jarvis jurou, no túmulo de sua mãe, dedicar sua vida para criar um dia em honra de todas as mães, vivas ou mortas. Não se sabe ao certo a razão, mas há suspeitas de que sua mãe teria morrido antes que se reconciliassem de uma discussão. Dois anos depois, ela iniciou uma campanha para reconhecer o Dia das Mães como um feriado nos Estados Unidos.</p><p>Anna conseguiu cumprir sua promessa pouco tempo depois, em 1914, quando o presidente Woodrow Wilson oficializou o Dia Nacional das Mães sempre no segundo domingo de maio (dia do falecimento de sua mãe), como desejava Anna. Contudo, o novo feriado nacional enfatizava, além do respeito aos pais, o papel da mulher na família, e não na sociedade, como defendiam as manifestações feitas por sua mãe.</p><h3>O Dia das Mães como o conhecemos hoje</h3><p>O sonho estava realizado, mas os aborrecimentos começaram já na grafia do nome do feriado. Anna denominou o dia como &#8220;Dia da Mãe&#8221; (<em>Mother&#8217;s Day</em>) e não um genérico &#8220;Dia das Mães&#8221; (<em>Mothers&#8217; Day</em>), porque deveria servir para que cada família homenageasse a sua respectiva mãe, e não todas as mães indistintamente. Para garantir a grafia correta, ela terminou por registrar as expressões &#8220;segundo domingo de maio&#8221; e &#8220;Dia da Mãe&#8221;, mas a grafia adotada no Brasil prova que isso não funcionou como esperado&#8230;</p><p>Anna defendia que, no Dia das Mães, os filhos homenageassem suas mães com gestos simples, como usar um cravo na roupa e fazer, eles próprios, as cartas que entregariam às suas mães. Sugeria também um código de cores: os cravos seriam coloridos quando as homenageadas estivessem vivas e brancos para as homenagens póstumas.</p><p>Ironicamente, o Dia das Mães tornou-se uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse, cada vez mais, um dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam flores e cartões. Dizia ela:</p><blockquote><p>Um cartão impresso significa apenas que você é muito preguiçoso para escrever para a mulher que fez mais por você do que qualquer outra pessoa no mundo. E doces! Você leva uma caixa para a Mãe &#8212; e então você mesmo come a maior parte. Um belo sentimento!<br
/> <span
class="alignright">(Anna Marie Jarvis)</span>&nbsp;</p></blockquote><p><q>Eu queria que fosse um dia de sentimento, não de lucro</q>, disse Anna furiosa a um repórter, em 1923. Neste mesmo ano, Anna entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso. Ela passou o resto de sua vida lutando para restaurar o simbolismo original do feriado e para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa adiante, o que dilapidou a herança de sua família.</p><p>Dizia que as pessoas não agradeciam frequentemente o amor que recebem de suas mães. <q>O amor de uma mãe é diariamente novo</q>, afirmou certa vez. Ela morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todo, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.</p><h3>O Dia das Mães no Brasil</h3><p>O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas também oficializou a data no segundo domingo de maio. E, em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.</p><p>Infelizmente, não consegui concluir este post a tempo para o Dia das Mães deste ano. Mas, já que segundo Anna Jarvis, a homenagem do Dia das Mães deve ser feita por meio de gestos simples, achei o cartum abaixo bastante adequado (e estranhamente familiar)&#8230; <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p><p><img
class="aligncenter size-full wp-image-1187" title="Feliz Dia das Mães" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/dia_das_maes.png" alt="dia_das_maes.png" width="350" height="350" /><small>Fonte: <a
href="http://www.martybucella.com/hol4.html" class="liexternal">Marty Bucella</a>.</small></p><p><small><strong>Atualização:</strong> acrescentadas informações sobre o Dia das Mães a partir do século XIX.</small></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/a-origem-do-dia-das-maes/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Um é pouco, dois é bom&#8230;</title><link>http://www.jlcarneiro.com/um-e-pouco-dois-e-bom/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/um-e-pouco-dois-e-bom/#comments</comments> <pubDate>Sun, 07 Nov 2010 01:12:58 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Diversos]]></category> <category><![CDATA[crianças]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[humor]]></category> <category><![CDATA[imagens]]></category> <category><![CDATA[sociedade]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1122</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/messy_kids_01-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="messy_kids_01.jpg" title="Opa! Acho que fiz caquinha..." /></p>Enquanto pesquiso se vale a pena externar minha opinião sobre a recente demonstração de xenofobia e imaturidade de vários internautas brasileiros, iniciada por Mayara Petruso, uma estudante de Direito(!) de São Paulo, aproveito este post para dar os parabéns a um grande amigo pelo nascimento de mais um filho. Como ele parece desejar um time [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/messy_kids_01-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="messy_kids_01.jpg" title="Opa! Acho que fiz caquinha..." /></p><p>Enquanto pesquiso se vale a pena externar minha opinião sobre a recente demonstração de xenofobia e imaturidade  de vários internautas brasileiros, iniciada por Mayara Petruso, uma estudante de Direito(!) de São Paulo, aproveito este post para dar os parabéns a um grande amigo pelo nascimento de mais um filho.</p><p>Como ele parece desejar um time de futebol (ainda não sei dizer se futsal, futebol de areia ou de campo), apesar de o IBGE confirmar que ter muitos filhos é coisa do passado, achei melhor apresentar alguns motivos para ele repensar seus objetivos:</p><p><span
id="more-1122"></span><br
/><center><a
href="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/messy_kids_02.jpg" title="Eu não desenho bem?" rel="thumbnail" class="liimagelink"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/messy_kids_02-medium.jpg" alt="messy_kids_02.jpg" title="Clique para ampliar" width="200" height="150" class="alignnone size-medium wp-image-1124" /></a><span
style="margin-right: 100px;">&nbsp;</span><a
href="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/messy_kids_03.jpg" title="Que barulho foi esse?" rel="thumbnail" class="liimagelink"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/messy_kids_03-medium.jpg" alt="messy_kids_03.jpg" title="Clique para ampliar" width="200" height="150" class="alignnone size-medium wp-image-1125" /></a></p><div
style="height: 50px; width: 100%;">&nbsp;</div><p><a
href="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/messy_kids_04.jpg" title="Sabe aquele seu notebook?" rel="thumbnail" class="liimagelink"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/messy_kids_04-medium.jpg" alt="messy_kids_04.jpg" title="Clique para ampliar" width="200" height="150" class="alignnone size-medium wp-image-1126" /></a><span
style="margin-right: 100px;">&nbsp;</span><a
href="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/messy_kids_05.jpg" title="Oi! Estamos pintando a sala..." rel="thumbnail" class="liimagelink"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/messy_kids_05-medium.jpg" alt="messy_kids_05.jpg" title="Clique para ampliar" width="200" height="150" class="alignnone size-medium wp-image-1127" /></a></center></p><p><small><strong>Fonte:</strong> <a
href="http://thechive.com/2010/07/27/22-reasons-why-not-to-have-kids-22-photos/" class="liexternal">The CHIVE</a>.</small></p><p>Segundo <a
href="http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/nacional/noticia/2010/08/16/familia-brasileira-esta-menor-diz-ibge-232792.php" class="liexternal">Eduardo Pereira Nunes</a>, presidente do IBGE, <q>O censo está mostrando que o número médio de moradores nos domicílios, hoje, é relativamente pequeno em relação aos censos anteriores, com famílias, com moradores que tendem a passar boa parte do dia fora de casa, trabalhando ou estudando</q>.</p><p>Agora, considerando que os adultos <q>tendem a passar boa parte do dia fora de casa</q>, imaginem se, na última foto, ao invés de dois, houvesse cinco ou mais &#8220;anjinhos&#8221; como deseja meu amigo&#8230; <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Laughing.png' alt=':lol:' class='wp-smiley' /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/um-e-pouco-dois-e-bom/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>A coragem de ser responsável</title><link>http://www.jlcarneiro.com/a-coragem-de-ser-responsavel/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/a-coragem-de-ser-responsavel/#comments</comments> <pubDate>Tue, 27 Jul 2010 12:39:06 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[escola]]></category> <category><![CDATA[exemplo]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[Lya Luft]]></category> <category><![CDATA[professores]]></category> <category><![CDATA[sociedade]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1068</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/crianca_agressiva-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="crianca_agressiva.jpg" title="Cuidado: criança brava!" /></p>Ensinar exige coragem. Na sala de aula, o conteúdo deve ser útil, não apenas naquele momento, mas, principalmente no futuro, quando o aluno entrar no mercado de trabalho. Também é necessário ensinar ao aluno como reciclar aquele conhecimento sozinho, porque o professor dificilmente estará com ele quando isso for necessário. A facilidade de acesso a [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/crianca_agressiva-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="crianca_agressiva.jpg" title="Cuidado: criança brava!" /></p><p>Ensinar exige coragem.</p><p>Na sala de aula, o conteúdo deve ser útil, não apenas naquele momento, mas, principalmente no futuro, quando o aluno entrar no mercado de trabalho. Também é necessário ensinar ao aluno como reciclar aquele conhecimento sozinho, porque o professor dificilmente estará com ele quando isso for necessário.</p><p>A facilidade de acesso a informações proporcionada pela internet multiplicou a necessidade de manter-se atualizado de forma impressionante. O professor precisa ainda ter tato e paciência para lidar com as discordâncias dos alunos, nem sempre devidamente polidos. Também deve estar preparado para admitir que desconhece a resposta a uma pergunta, ou ainda, que cometeu um erro.</p><p>Parece difícil? Educar seus próprios filhos, a boa e velha educação doméstica, pode ser ainda mais desafiador.</p><p><span
id="more-1068"></span>Além da maior responsabilidade (afinal, são seus filhos), o ambiente familiar diminui a distância entre &#8220;professor&#8221; e &#8220;aluno&#8221; (no caso, pai e filho), normalmente resultando na confusão entre intimidade e falta de respeito.</p><p>Para piorar, atualmente, a sociedade está mais preocupada em não ferir suscetibilidades do que em educar a nova geração: professores preocupados com a cor da caneta usada nas correções, pais que esquecem do seu papel e tentam ser &#8220;amiguinhos&#8221; e políticos consumindo dinheiro público para discutir o que é &#8220;palmada pedagógica&#8221;, e ela se pode ser usada pelos pais.</p><div
id="attachment_1074" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a
href="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/geracoes_castigo.jpg" title="O castigo ontem e hoje" rel="thumbnail" class="liimagelink"><img
class="size-large wp-image-1074" title="Clique para ampliar" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/geracoes_castigo-large.jpg" alt="geracoes_castigo.jpg" width="300" height="151" /></a><p
class="wp-caption-text">O castigo ontem e hoje</p></div><p>Felizmente, textos como o de <a
href="http://www.jlcarneiro.com/chega-de-cafe-com-leite/" class="liinternal">Rosely Sayão</a>, reproduzido aqui há alguns anos, e o de Lya Luft, reproduzido abaixo, ajudam-nos a recuperar o bom senso: <em>ensinar é ser responsável</em>!</p><blockquote><p><span
class="title">Sobre pais e filhos</span><br
/> <span
class="author">Lya Luft<a
href="#credits" class="liinternal">*</a> (<a
href="http://veja.abril.com.br/160604/ponto_de_vista.html" class="liexternal">Revista Veja, ed. 1858</a>)</span></p><p><img
class="alignright size-medium wp-image-1073" title="Lya Luft" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/lya_luft-medium.jpg" alt="lya_luft.jpg" width="149" height="200" />&#8220;Por que as crianças hoje são tão malcriadas e os adolescentes tão agressivos?&#8221;</p><p>A pergunta mexeu com todos. Alguns aplaudiram, outros deram risada (solidária, não irônica), e pareceu correr pela sala uma onda de alívio: o problema não era a dor secreta de cada um, mas uma aflição geral. Minha resposta não foi nada sofisticada. Saltou espontânea de trás de tudo o que li sobre educação e psicologia:</p><p>&#8220;Porque a gente deixa&#8221;.</p><p>E a gente deixa porque talvez uma generalizada troca de papéis nos confunda. Por exemplo, a que ocorre entre público e privado. Vivemos uma ânsia de expor o que pensamos sobre os outros, achando que nos resguardamos da opinião alheia. No entanto, essa é uma forma de botar a cara na janela, tornar-se cabide dos fantasmas alheios – uma verdade mais contundente do que imaginam os que nunca se debruçaram em nenhum parapeito.</p><p>Quando pequena, numa cidade do interior, era engraçado no fim da tarde, no sobrado de meus avós, subir numa banqueta e, cotovelos apoiados em almofadas, ficar olhando pela janela o que se passava na rua. Até que descobri que eu é que estava sendo olhada: eu me expunha. Eu, tímida e assustada, era personagem, não platéia. E a janela perdeu a graça.</p><p>Filhos malcriados e agressivos&#8230; O problema da autoridade em crise não é do vizinho, não acontece no exterior, não é confortavelmente longínquo. É nosso. Parece que criamos um bando de angustiados, mais do que seria natural. Sim, natural, pois, sobretudo na juventude, plena de incertezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose de angústia é do jogo e faz bem.</p><p>Mas quando isso nos desestabiliza, a nós, adultos, e nos isola desses de quem estamos ainda cuidando, a quem devemos atenção e carinho, braço e abraço, é porque, atordoados pelo excesso de psicologismo barato, talvez tenhamos desaprendido a dizer não. Nem distinguimos quando se devia dizer sim. Estamos tão desorientados quanto esses que têm vinte, trinta anos menos do que nós. Assim é instalada a inversão, e esta pode ser bem dolorosa.</p><p>Muitas vezes crianças são excessivamente malcriadas e adolescentes agressivos demais porque têm medo. Ser insolente, testar a autoridade adulta, quebrar a cara e bater pé, tudo isso faz parte do crescimento, da busca saudável de um lugar no mundo. Mas não ter limites é assustador. Ser superprotegido fragiliza. O mundo é informe quando se está começando a caminhar por ele: quem poderia sugerir formas, apontar caminhos, discutir questões, escutar e dialogar está tão inseguro quanto os que mal acabaram de nascer.</p><p>Teorias mal explicadas, mal digeridas e mais mal aplicadas geraram o medo de magoar, de afastar, de &#8220;perder&#8221; o filho. A fuga da responsabilidade, o receio de desagradar (todos temos de ser bonzinhos) aliam-se ao conformismo, o &#8220;hoje em dia é assim mesmo&#8221;. Ninguém mais quer ser responsável: é cansativo, é tedioso, dá trabalho, causa insônia. Queremos ser amiguinhos, mas os filhos precisam de pais. E, intuindo nossa aflição, esperneiam, agridem, se agridem – talvez por não confiarem o suficiente em nós.</p><p>Ter um filho é, necessariamente, ser responsável. Ensinar numa escola é ser responsável. Estar vivo, enfim, é uma grave responsabilidade. Não basta tentar salvar a própria pele nessa guerrilha social, econômica, ética e concreta em que estamos metidos. Trata-se de ter ao menos um pequeno facho de confiança, generosidade e experiência, e colocá-lo nas mãos das crianças e dos jovens que, queiram eles ou não, se voltam para nós – antes de se voltarem contra nós.</p><p><span
id="credits" class="credits">* <strong>Lya Luft</strong> é escritora.</span></p></blockquote><p>Concordo plenamente com a autora, educar um filho é cansativo, é tedioso, dá trabalho e causa insônia. Mas, ser pai é, antes de tudo, ser responsável. Iremos magoar, afastar, &#8220;perder&#8221; nossos filhos, se não cumprirmos esse papel. Essa lição precisa ser aprendida por nós e repassada para eles.</p><p>Afinal, eles também serão pais um dia, não é?</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/a-coragem-de-ser-responsavel/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Doze doses</title><link>http://www.jlcarneiro.com/doze-doses/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/doze-doses/#comments</comments> <pubDate>Sat, 12 Jun 2010 03:12:43 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[amor]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[Frejat]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <category><![CDATA[mensagens]]></category> <category><![CDATA[músicas]]></category> <category><![CDATA[vídeos]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1011</guid> <description><![CDATA[Aqueles de nós com o dom de encontrar as palavras certas para descrever exatamente o que sentem são privilegiados. Outros, precisam encontrar textos (poemas ou músicas) em que possam se inspirar e repetir Renato Russo: Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas? Sou uma dessas pessoas [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Aqueles de nós com o dom de encontrar as palavras certas para descrever <em>exatamente</em> o que sentem são privilegiados. Outros, precisam encontrar textos (poemas ou músicas) em que possam se inspirar e repetir Renato Russo: <q>Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?</q></p><p>Sou uma dessas pessoas comuns e, diversas vezes, <a
href="http://www.jlcarneiro.com/tag/musicas/" class="liinternal">precisei de ajuda</a> para expressar o que eu queria dizer, mas não sabia como. Desta vez, para comemorar um dia muito especial, vou usar a música <a
href="http://www.barao.com.br/letras/p09.htm" class="liexternal">Por Você</a>, apresentada a mim, há alguns anos, por um grande amigo <em>(valeu, Philippe!)</em>:</p><p><span
id="more-1011"></span></p><blockquote><p><span
style="float: right; margin-top: 20px;"><object
width="300" height="250"><param
name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zMxEyt5pdBk?version=3"></param><param
name="allowFullScreen" value="true"></param><param
name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed
src="http://www.youtube.com/v/zMxEyt5pdBk?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="250" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span><span
class="title">Por Você</span><br
/> <span
class="author">por Frejat/Guto Goffi/Mauro Santa Cecília</span></p><p>Por você, eu dançaria tango no teto,<br
/> Eu limparia os trilhos do metrô,<br
/> Eu iria a pé do Rio a Salvador.</p><p>Eu aceitaria a vida como ela é,<br
/> Viajaria à prazo pro inferno,<br
/> Eu tomaria banho gelado no inverno.</p><p>Por você, eu deixaria de beber.<br
/> Por você, eu ficaria rico num mês.<br
/> Eu dormiria de meia pra virar burguês.</p><p>Eu mudaria até o meu nome,<br
/> Eu viveria em greve de fome,<br
/> Desejaria todo dia a mesma mulher.</p><p>Por você, por você!<br
/> Por você, por você!</p><p>Por você, conseguiria até ficar alegre,<br
/> Pintaria todo o céu de vermelho,<br
/> Eu teria mais herdeiros que um coelho!</p></blockquote><p>Há doze anos, sou casado com uma mulher maravilhosa. Não sei dançar tango e, graças a Deus, nunca precisei limpar trilhos do metrô ou vir a pé do Rio a Salvador, mas foi ao seu lado que aprendi a aceitar a vida como ela é, com banhos gelados e tudo.</p><p>Ao invés de greve de fome, por ela, alimento-me e cuido-me melhor. Posso não ter ficado rico ainda, mas seu apoio foi fundamental para conquistar o que eu não acreditava ser capaz. Juntos, construímos muitos sonhos, realizamos alguns, estamos concretizando outros e tenho certeza que iremos sonhar muitos mais.</p><p>Mais do que minha esposa, é minha companheira, minha namorada, minha amiga. Por isso, repito o que escrevi há anos em seu caderno: <q>É uma tenaz esperança a minha, onde caço ardentemente revelar-me leal amigo!</q> <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Heart.png' alt=':kiss:' class='wp-smiley' /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/doze-doses/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>6</slash:comments> </item> <item><title>E agora: José</title><link>http://www.jlcarneiro.com/e-agora-jose/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/e-agora-jose/#comments</comments> <pubDate>Thu, 24 Dec 2009 21:04:16 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <category><![CDATA[José]]></category> <category><![CDATA[mensagens]]></category> <category><![CDATA[músicas]]></category> <category><![CDATA[Natal]]></category> <category><![CDATA[vídeos]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=368</guid> <description><![CDATA[Então, é Natal&#8230; Época em que a maioria da população mundial teoricamente comemora o nascimento de Jesus. Teoricamente porque muitos estão mais preocupados com os presentes que vão ganhar, comprar ou vender. Nessa época, vemos inúmeras mensagens de boa vontade, na esperança de &#8220;espalhar o amor pelo mundo&#8221;. São filmes e músicas que se tornaram [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/screenshots/rena_nariz_vermelho.jpg" alt="rena_nariz_vermelho.jpg" title="Rudolph, A Rena do Nariz Vermelho (1964)" align="right" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" width="250" height="169" />Então, é Natal&#8230; Época em que a <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_religious_populations" rel="nofollow" class="liexternal">maioria da população mundial</a> teoricamente comemora o nascimento de Jesus. Teoricamente porque muitos estão mais preocupados com os presentes que vão ganhar, comprar ou vender.</p><p>Nessa época, vemos inúmeras mensagens de boa vontade, na esperança de &#8220;espalhar o amor pelo mundo&#8221;. São <a
href="http://www.trash80s.com.br/blog/2009/12/filmes-de-natal-que-a-gente-adorava-rudolf-a-rena-do-nariz-vermelho/" title="A Rena do Nariz Vermelho (1964)" class="liexternal">filmes</a> e <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=yN4Uu0OlmTg&amp;hd=1" title="Happy Christmas (War is Over)" class="liexternal">músicas</a> que se tornaram temas quase obrigatórios no fim do ano. Há, inclusive, discos dedicados exclusivamente ao tema natalino como <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/roupanova_nataltododia/" rel="nofollow" class="liinternal">Natal Todo Dia</a>, do grupo Roupa Nova, e uma <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/enya_amarantinxmas/" rel="nofollow" class="liinternal">Edição Natalina de Amarantine</a>, de Enya.</p><p>Como o Natal é a comemoração oficial do nascimento do Cristo, as mensagens são tradicionalmente sob essa perspectiva. Contudo, quero propor uma mensagem de Natal sob a perspectiva dos <em>pais terrenos</em> de Jesus, mais especificamente de José, o pai adotivo.</p><p><span
id="more-368"></span>Muito se fala do sacrifício e abnegação de Maria, mas José, mesmo reverenciado pela Igreja, é pouco lembrado nas mensagens natalinas, talvez pela sua discreta participação nos Evangelhos, como cabe a um bom pai, <a
href="http://www.jlcarneiro.com/o-dia-dos-pais/#more-358" class="liinternal">segundo Artur da Távola</a>.</p><p>Uma rara e bonita exceção é a música <strong>José</strong>, <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/ritalee_buildup/" rel="nofollow" class="liinternal">gravada em 1970</a> e primeiro sucesso <em>solo</em> de Rita Lee. A letra destaca as diferentes opções que ele deixou para traz para ficar com Maria e aceitar seu discreto, mas importante, papel. Independente do caráter religioso, considero isto um <em>excelente</em> exemplo de dedicação e amor.</p><blockquote><p><span
style="float: right;"><iframe
width="300" height="225" src="http://www.youtube.com/embed/cyj2_Wmx5Z4?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></span><span
class="title">José</span><br
/> <span
class="author">Nara Leão e Georges Moustaki</span></p><p>Olhe o que foi meu bom José<br
/> Se apaixonar pela donzela<br
/> Dentre todas a mais bela<br
/> De toda sua Galiléia</p><p>Casar com Débora ou com Sara<br
/> Meu bom José, você podia<br
/> E nada disso acontecia,<br
/> Mas você foi amar Maria</p><p>Você podia simplesmente<br
/> Ser carpinteiro e trabalhar<br
/> Sem nunca ter que se exilar<br
/> E se esconder com Maria</p><p>Meu bom José você podia<br
/> Ter muitos filhos com Maria<br
/> E teu oficio ensinar<br
/> Como teu pai sempre fazia</p><p>Por que será meu bom José<br
/> Que esse teu pobre filho um dia<br
/> Andou com estranhas idéias<br
/> Que fizeram chorar Maria</p><p>Me lembro às vezes de você<br
/> Meu bom José, meu pobre amigo<br
/> Que dessa vida só queria<br
/> Ser feliz com sua Maria.</p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/e-agora-jose/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>O Dia dos Pais</title><link>http://www.jlcarneiro.com/o-dia-dos-pais/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/o-dia-dos-pais/#comments</comments> <pubDate>Mon, 03 Aug 2009 05:02:49 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[Dia dos Pais]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=358</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/pai_e_filho-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="pai_e_filho.jpg" title="Pai e filho" /></p>Como ocorre com o Dia das Mães, a versão moderna do Dia dos Pais surgiu nos Estados Unidos no início do século passado mas tem uma história muito mais antiga. Enquanto os registros mais antigos do Dia das Mães são da Grécia Antiga, a homenagem mais antiga a um pai remonta a 4 mil anos: [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/pai_e_filho-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="pai_e_filho.jpg" title="Pai e filho" /></p><p>Como ocorre com o <a
href="http://www.jlcarneiro.com/o-dia-das-maes/" class="liinternal">Dia das Mães</a>, a versão moderna do Dia dos Pais surgiu nos Estados Unidos no início do século passado mas tem uma história muito mais antiga. Enquanto os registros mais antigos do Dia das Mães são da Grécia Antiga, a homenagem mais antiga a um pai remonta a 4 mil anos: segundo historiadores, um jovem babilônio, chamado Elmesu, esculpiu, numa tábua de argila, uma mensagem desejando saúde e vida longa a seu pai.</p><p>Quanto ao formato atual da comemoração, alguns crêem que surgiu em 1908, organizado por Grace Golden Clayton, em memória dos mortos numa explosão em uma mina. Outros defendem que originou-se dos esforços de Sonora Smart Dodd que, inspirada em Anna Jarvis, teria homenageado seu pai por criar sozinho seis filhos, após a morte da esposa.</p><p>Como o Dia das Mães, há quem defenda que deve ser chamado &#8220;Dia do Pai&#8221;, por se referir ao papel paterno, maior do que aqueles que o exercem. Ou seja, basta seguir o exemplo de Elmesu e escrever uma mensagem sincera e carinhosa&#8230;</p><p><span
id="more-358"></span>Há vários textos, filmes e músicas homenageando os pais. Vou reproduzir um texto que, na minha opinião, resume a experiência de ser pai:</p><blockquote><p><span
class="title">Saber ser pai</span><br
/> <span
class="author">Por Artur da Távola</span></p><p>De todas as patifarias, perguntas boas, perguntas cretinas, mentiras deslavadas, e sujeira que a população assiste estarrecida nestes dias de CPIs na televisão, só acontecem alguns ESCASSOS E RAROS minutos de humanidade. É quando acusados e investigadores falam nos filhos. É o momento em que são pais. Isso me faz lembrar velhas idéias que tenho sobre o que é ser pai, pai que sou de três filhos de sangue, duas filhas do coração e sete netos deslumbrantes.</p><p>Ser pai é, acima de tudo, não esperar recompensas. Mas ficar feliz caso e quando cheguem. É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão. É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.</p><p>Ser pai é aprender, errando, a hora de falar e de calar. É contentar-se em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois. Mas jamais faltar no momento preciso. É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.</p><p>Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo. Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos.</p><p>Ser pai é saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e orientar. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói. Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.</p><p>Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho. É saber brincar e zangar-se. É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber.</p><p>Ser pai é, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver. É quem se oculta na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante.</p><p><small><a
href="http://www.riototal.com.br/coojornal/arturdatavola005.htm" class="liexternal">Texto publicado no CooJornal nº 429, em 16/07/2005</a>.</small></p></blockquote><p>Quantas vezes me aborreci, achando chatas as orientações que recebi? Quantas vezes resmunguei ao ouvir que deveria ser compreensivo? Ou não acreditei ao ouvir que, quando ficasse mais velho, entenderia? Pois é&#8230; Estou descobrindo que ser pai é uma arte, especialmente no exercício da paciência!</p><blockquote><p>Quando um homem se dá conta que seu pai talvez estivesse certo, normalmente tem um filho que acha que ele está errado.</p><p
style="text-align: right;">(Charles Wadsworth)</p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/o-dia-dos-pais/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Esqueceram que o orkut é para maiores de 18 anos?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/esqueceram-que-o-orkut-e-para-maiores-de-18-anos/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/esqueceram-que-o-orkut-e-para-maiores-de-18-anos/#comments</comments> <pubDate>Fri, 17 Jul 2009 02:41:14 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[fraudes]]></category> <category><![CDATA[inclusão digital]]></category> <category><![CDATA[internet]]></category> <category><![CDATA[redes sociais]]></category> <category><![CDATA[segurança]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=353</guid> <description><![CDATA[Há várias cartilhas sobre internet disponíveis. Umas voltadas para os jovens, outras para os idosos. Umas poucas mais técnicas, a maioria nem tanto. Mas todas (ou melhor, quase todas &#8212; é perigoso generalizar), tentam passar orientações sobre segurança na internet, um meio caótico e anárquico por natureza. Cautela e canja de galinha não fazem mal [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/surprised.png" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" align="right" width="98" height="92" alt="surprised.png" />Há várias cartilhas sobre internet disponíveis. Umas voltadas para os jovens, outras para os idosos. Umas poucas mais técnicas, a maioria nem tanto. Mas todas (ou melhor, <em>quase</em> todas &#8212; é perigoso generalizar), tentam passar orientações sobre segurança na internet, um meio caótico e anárquico por natureza.</p><p><q>Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém</q>, diz o adágio. Orientações sobre segurança são sempre bem-vindas. Contudo, na minha opinião, certos maus costumes estão tão arraigados que passam despercebidos pela maioria de nós e escapam às boas intenções, nossas e dos elaboradores de cartilhas. Alguns desses costumes, como desobedecer ou ignorar regras, são bem antigos. Outros são mais recentes, como deixar as crianças à mercê de &#8220;babás eletrônicas&#8221;: antes a televisão, hoje o computador e a internet.</p><p>Recebi uma cartilha, muito bem feita, que se dispõe a dar <q>orientação aos pais e crianças sobre o bom uso da internet</q>, com dicas e soluções para <q>um acesso consciente e seguro</q>. É uma cartilha curta, com orientações simples e rápidas para pais que se preocupam com a segurança de seus filhos na internet. Traz ainda uma história em quadrinhos com uma lição muito boa sobre violência e discriminação na rede. O problema é com a mensagem implícita na historinha&#8230;</p><p><span
id="more-353"></span>Os protagonistas são dois meninos que têm perfis no <a
href="http://www.orkut.com/" class="liexternal">orkut</a>. O problema é que o <a
href="http://www.google.com/support/orkut/bin/answer.py?answer=16198" class="liexternal">Estatuto da Comunidade</a> informa que:</p><blockquote><p>Apenas pessoas com idade a partir de 18 anos podem usar o orkut. Se encontrarmos qualquer evidência de que um usuário é menor de 18 anos, tal perfil estará correndo risco de ser removido.</p></blockquote><p>Sem entrar no mérito das razões que levaram o Google a adotar essa idade mínima, a restrição <em>existe</em> e burlá-la é mentir, é errado. Sei que:</p><ul><li>há pais que não se importam se seus filhos preenchem os formulários com informações falsas (e depois se perguntam por que esses mesmos filhos mentem para eles);</li><li>há centenas (milhares?) de menores com perfis contendo uma data de nascimento falsa; e</li><li>enfiar a cabeça na areia e ignorar o problema é bobagem.</li></ul><p>Mas creio que, se é para reconhecer essa situação, o certo seria enfrentar o problema e tentar convencer os pais que considerar &#8220;normal&#8221; seus filhos terem perfis no orkut é fornecer dados errados, é mentir. Talvez até seja enquadrado como <a
href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848compilado.htm#art299" class="liexternal">crime de falsidade ideológica</a> (advogados de plantão, ajudem-me, por favor). E eu ouvi falar de pais que criam um perfil para o filho recém-nascido porque acham &#8220;bonitinho&#8221;!</p><p>Considero que quem ensina não pode se colocar na delicada posição de &#8220;concordar&#8221; com algo errado. Se tenho que me dirigir a pessoas que fazem algo sabidamente errado, preciso salientar, em algum momento, que aquilo é errado.</p><p>Como acho que a cartilha foi feita com boas intenções, encaminhei uma mensagem à <a
href="http://www.abcid.com.br/" class="liexternal">ABCID</a> (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital), responsável pela edição, e outra ao <a
href="http://www.cdi.org.br/" class="liexternal">CDI-PR</a> (Comitê para Democratização da Informática do Paraná), responsável por uma <a
href="http://www.internetresponsavel.com.br/criancas/" class="liexternal">outra cartilha excelente</a>, de onde foi retirada a <a
href="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/hq_orkut_discriminacao.jpg" rel="thumbnail" class="liinternal">historinha</a>.</p><p>E você? Já pensou sobre o assunto?</p><p><strong>Atualização:</strong> A mensagem que enviei para o CDI-PR retornou com erro, mas recebi uma resposta positiva da ABCID (apesar da grafia incorreta no meu nome :wink:):</p><blockquote><p>Ok José Luiz,<br
/> levarei sua consideração ao conselho de produção<br
/> obrigado pelo retorno<br
/> Abs<br
/> [...]<br
/> www.abcid.com.br</p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/esqueceram-que-o-orkut-e-para-maiores-de-18-anos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> </channel> </rss>
