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> <channel><title>jlcarneiro.com &#187; Dia das Mães</title> <atom:link href="http://www.jlcarneiro.com/tag/dia-das-maes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.jlcarneiro.com</link> <description>Porque agora todo mundo é &#34;pontocom&#34;</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:11:48 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>A origem do Dia das Mães</title><link>http://www.jlcarneiro.com/a-origem-do-dia-das-maes/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/a-origem-do-dia-das-maes/#comments</comments> <pubDate>Mon, 09 May 2011 03:29:11 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[Dia das Mães]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <category><![CDATA[religião]]></category> <category><![CDATA[sociedade]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1186</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/red_carnation-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="red_carnation.jpg" title="Cravo vermelho" /></p>Em 2009, fiquei surpreso ao descobrir que o Dia das Mães não foi criado pelos comerciantes, mas por uma norte-americana há cerca de um século. Entretanto, pesquisando para o Dia das Mães deste ano, descobri que Anna Jarvis apenas organizou as comemorações do Dia das Mães (o que não é pouco): as homenagens à figura [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/red_carnation-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="red_carnation.jpg" title="Cravo vermelho" /></p><p>Em 2009, fiquei surpreso ao descobrir que o <a
href="http://www.jlcarneiro.com/o-dia-das-maes/" class="liinternal">Dia das Mães</a> não foi criado pelos comerciantes, mas por uma norte-americana há cerca de um século. Entretanto, pesquisando para o Dia das Mães deste ano, descobri que Anna Jarvis apenas organizou as comemorações do Dia das Mães (o que não é pouco): as homenagens à figura materna existiam desde a Antiguidade.</p><p>A seguir, um resumo da trajetória do Dia das Mães até os dias de hoje.</p><p><span
id="more-1186"></span></p><h3>As tradições dos povos antigos</h3><p>A referência mais antiga data dos festivais gregos em honra a Réia, deusa da fertilidade e &#8220;mãe dos deuses&#8221;. A titã Réia casou-se com Cronos, um dos seus irmãos, e gerou Deméter, Hades, Hera, Héstia, Poseidon e Zeus. Cronos devorava seus filhos assim que nasciam para evitar que o desafiassem, mas Réia conseguiu salvar Zeus, que cresceu, destronou seu pai e salvou seus irmãos. Os gregos consideravam Réia a representação da esposa e mãe perfeitas.</p><p>Na mitologia egípcia, esse papel era desempenhado pela deusa Ísis, que também recebia, entre outros, o título de &#8220;mãe dos deuses&#8221;. Apesar de não haver registro de comemorações semelhantes ao Dia das Mães entre os egípcios, Ísis teve muita influência nas religiões posteriores, como a grega, a romana e, segundo alguns estudiosos, até a religião católica (mas isso é assunto para outro post).</p><p>Voltando ao assunto, os romanos também realizavam festivais no início da primavera. Denominados Hilaria, eram em honra a Cibele, deusa da fertilidade e &#8220;mãe dos deuses&#8221; na mitologia romana. Por sua vez, os celtas realizavam festivais em honra a Brighid, a &#8220;mãe tríplice&#8221;, responsável pelo retorno do calor do Sol e da abundância da terra.</p><p>Os detalhes variavam, mas a maioria das religiões da antiguidade apresentavam entidades no papel de &#8220;mãe dos deuses&#8221;. Contudo, esses festivais diferiam do atual Dia das Mães, porque celebravam mais o conceito da maternidade do que homenageavam as mães terrenas.</p><h3>A tradição na Igreja Católica</h3><p>Na Inglaterra do fim do século XVI, os fiéis iam à igreja no quarto domingo da Quaresma para celebrar o <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Laetare" rel="nofollow" class="liexternal">Domingo Laetare</a>. Com o passar do tempo, os servos passaram a ganhar uma folga para visitar a sua paróquia, normalmente acompanhados de suas mães e de outros membros da família. Era uma das raras ocasiões em que a família ficava reunida, já que ainda não haviam sido instituídos os feriados.</p><p>Os aprendizes e trabalhadores, que normalmente trabalhavam longe, recebiam folga para irem com suas mães à igreja venerar a Virgem Maria. Eles levavam pequenos presentes e bolos que desempenhavam papel importante na celebração da reunião familiar. Ao longo do tempo, as celebrações católicas começaram a se confundir com as celebrações já existentes, e as pessoas passaram gradativamente a homenagear, além da mãe da Igreja, a sua própria mãe.</p><h3>O ativismo feminino no século XIX</h3><p>Em 1870, Julia Ward Howe, poetisa e ativista norte-americana, escreveu o que é considerada a primeira manifestação em prol do Dia das Mães da atualidade. A Proclamação do Dia das Mães foi uma reação pacifista à carnificina da Guerra Civil Norte-Americana e da Guerra Franco-Prussiana.</p><p>Na mesma época, Ann Maria Reeves Jarvis, mãe de Anna Marie Jarvis (os nomes são bem parecidos mesmo) organizava com as mães dos soldados, o Dia de Trabalho das Mães, voltado para a promoção da paz e outras causas sociais. Ann Jarvis também fundou cinco Clubes de Trabalho do Dia das Mães voltados para a melhoria das condições sanitárias e de saúde, responsáveis por grande parte da mortalidade infantil à época.</p><p>Ao contrário das celebrações do passado, essas manifestações eram muito mais voltadas ao fortalecimento do papel feminino na sociedade do que à simples homenagem à figura materna.</p><h3>As origens da tradição moderna</h3><p>Em 1905, Anna Marie Jarvis jurou, no túmulo de sua mãe, dedicar sua vida para criar um dia em honra de todas as mães, vivas ou mortas. Não se sabe ao certo a razão, mas há suspeitas de que sua mãe teria morrido antes que se reconciliassem de uma discussão. Dois anos depois, ela iniciou uma campanha para reconhecer o Dia das Mães como um feriado nos Estados Unidos.</p><p>Anna conseguiu cumprir sua promessa pouco tempo depois, em 1914, quando o presidente Woodrow Wilson oficializou o Dia Nacional das Mães sempre no segundo domingo de maio (dia do falecimento de sua mãe), como desejava Anna. Contudo, o novo feriado nacional enfatizava, além do respeito aos pais, o papel da mulher na família, e não na sociedade, como defendiam as manifestações feitas por sua mãe.</p><h3>O Dia das Mães como o conhecemos hoje</h3><p>O sonho estava realizado, mas os aborrecimentos começaram já na grafia do nome do feriado. Anna denominou o dia como &#8220;Dia da Mãe&#8221; (<em>Mother&#8217;s Day</em>) e não um genérico &#8220;Dia das Mães&#8221; (<em>Mothers&#8217; Day</em>), porque deveria servir para que cada família homenageasse a sua respectiva mãe, e não todas as mães indistintamente. Para garantir a grafia correta, ela terminou por registrar as expressões &#8220;segundo domingo de maio&#8221; e &#8220;Dia da Mãe&#8221;, mas a grafia adotada no Brasil prova que isso não funcionou como esperado&#8230;</p><p>Anna defendia que, no Dia das Mães, os filhos homenageassem suas mães com gestos simples, como usar um cravo na roupa e fazer, eles próprios, as cartas que entregariam às suas mães. Sugeria também um código de cores: os cravos seriam coloridos quando as homenageadas estivessem vivas e brancos para as homenagens póstumas.</p><p>Ironicamente, o Dia das Mães tornou-se uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse, cada vez mais, um dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam flores e cartões. Dizia ela:</p><blockquote><p>Um cartão impresso significa apenas que você é muito preguiçoso para escrever para a mulher que fez mais por você do que qualquer outra pessoa no mundo. E doces! Você leva uma caixa para a Mãe &#8212; e então você mesmo come a maior parte. Um belo sentimento!<br
/> <span
class="alignright">(Anna Marie Jarvis)</span>&nbsp;</p></blockquote><p><q>Eu queria que fosse um dia de sentimento, não de lucro</q>, disse Anna furiosa a um repórter, em 1923. Neste mesmo ano, Anna entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso. Ela passou o resto de sua vida lutando para restaurar o simbolismo original do feriado e para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa adiante, o que dilapidou a herança de sua família.</p><p>Dizia que as pessoas não agradeciam frequentemente o amor que recebem de suas mães. <q>O amor de uma mãe é diariamente novo</q>, afirmou certa vez. Ela morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todo, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.</p><h3>O Dia das Mães no Brasil</h3><p>O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas também oficializou a data no segundo domingo de maio. E, em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.</p><p>Infelizmente, não consegui concluir este post a tempo para o Dia das Mães deste ano. Mas, já que segundo Anna Jarvis, a homenagem do Dia das Mães deve ser feita por meio de gestos simples, achei o cartum abaixo bastante adequado (e estranhamente familiar)&#8230; <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p><p><img
class="aligncenter size-full wp-image-1187" title="Feliz Dia das Mães" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/dia_das_maes.png" alt="dia_das_maes.png" width="350" height="350" /><small>Fonte: <a
href="http://www.martybucella.com/hol4.html" class="liexternal">Marty Bucella</a>.</small></p><p><small><strong>Atualização:</strong> acrescentadas informações sobre o Dia das Mães a partir do século XIX.</small></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/a-origem-do-dia-das-maes/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Dia das Mães 2009</title><link>http://www.jlcarneiro.com/dia-das-maes-2009/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/dia-das-maes-2009/#comments</comments> <pubDate>Sun, 10 May 2009 05:19:25 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[Dia das Mães]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=340</guid> <description><![CDATA[Pretendia escrever alguma coisa para o dia das mães. Talvez uma bonita mensagem em vídeo como minha esposa fez para minha sogra ou, pelo menos, um cravo branco com um cartão escrito &#8220;eu te amo&#8221;. Infelizmente, tenho andado tão atarefado que o máximo que consegui foi adaptar a homenagem escrita por Mario Persona: Ser filho [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Pretendia escrever alguma coisa para o <a
href="http://www.jlcarneiro.com/o-dia-das-maes/" class="liinternal">dia das mães</a>. Talvez uma bonita mensagem em vídeo como minha esposa fez para minha sogra ou, pelo menos, um cravo branco com um cartão escrito &#8220;eu te amo&#8221;.</p><p>Infelizmente, tenho andado tão atarefado que o máximo que consegui foi adaptar a homenagem escrita por <a
href="http://www.mariopersona.com.br/" class="liexternal">Mario Persona</a>:</p><blockquote><p><span
class="title">Ser filho é&#8230;</span></p><p>&#8230; reconhecer que alguém tornou sua vida possível e se sacrificou para que você viesse a ser o que é.</p><p>&#8230; lembrar que alguém se alegrou com suas vitórias e chorou com você em suas derrotas.</p><p>[...]</p><p>&#8230; usar um clichê porque não teve tempo de escrever algo digno e esperar que ela entenda.</p></blockquote><p>Desculpe-me, mãe. Sei que é clichê, mas dizem que os clichês existem porque funcionam: <q>eu te amo!</q> <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Heart.png' alt=':kiss:' class='wp-smiley' /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/dia-das-maes-2009/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>O Dia das Mães</title><link>http://www.jlcarneiro.com/o-dia-das-maes/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/o-dia-das-maes/#comments</comments> <pubDate>Wed, 06 May 2009 02:38:57 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[Dia das Mães]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=337</guid> <description><![CDATA[Maio é um mês importante para o comércio, por ser simultaneamente o &#8220;mês das noivas&#8221; (meio em desuso, na minha opinião) e o &#8220;mês das mães&#8221;. Mal acaba a Páscoa, começam a surgir dezenas de propagandas homenageando as mães e convencendo-nos que temos que comprar algo para presenteá-las. Mas as propagandas forçam muito. Tanto, que [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/white-carnation.jpg" alt="white-carnation.jpg" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" align="right" width="150" height="250" />Maio é um mês importante para o comércio, por ser simultaneamente o &#8220;mês das noivas&#8221; (meio em desuso, na minha opinião) e o &#8220;mês das mães&#8221;. Mal acaba a Páscoa, começam a surgir dezenas de propagandas homenageando as mães e convencendo-nos que <em>temos</em> que comprar algo para presenteá-las. Mas as propagandas forçam muito. Tanto, que soa falso&#8230;</p><p>O curioso é que fui pesquisar e descobri que o Dia das Mães <em>não foi</em> invenção do comércio: ele foi comemorado publicamente pela primeira vez em 1908, como resultado do esforço da americana <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anna_Jarvis" rel="nofollow" class="liexternal">Anna Jarvis</a> em atender a um desejo de sua mãe, falecida três anos antes.</p><p>Anna denominou o dia como &#8220;Mother&#8217;s Day&#8221;, &#8220;Dia <em>da Mãe</em>&#8221; e não um genérico &#8220;Dia <em>das Mães</em>&#8220;, como estamos acostumados a encontrar, porque deveria servir para que cada família homenageasse a <em>sua</em> mãe com gestos simples. Em sua opinião, deveria ser <q>um dia de sentimento, não de lucro</q>.</p><p><span
id="more-337"></span>Se você deseja seguir o espírito do dia (e consegue suportar as suspeitas de que apenas tentou economizar uns trocados), um simples cravo branco e uma carta amorosa e sincera são o ideal, segundo Anna Jarvis.</p><p>Se não tem tanta facilidade com as palavras, faça como eu: pesquise um pouco. Vi, por exemplo, um comercial com uma mensagem tão bonita que tomei a liberdade de reproduzi-la abaixo:</p><blockquote><p>Você conhece alguma pessoa que acorda de madrugada, feliz?<br
/> Que dá duro para juntar dinheiro, e não gasta com ela?<br
/> Que pode estar cheia de problemas, mas pára tudo para escutar os seus?<br
/> Que trabalha o dia inteiro e quando chega em casa, trabalha mais&#8230; E sorrindo?</p></blockquote><p>E se, por outro lado, já comprou alguma coisa, escreva algo mesmo assim! Como diz um <a
href="http://www2.canada.com/vancouversun/news/story.html?id=c942370c-cdbb-43b2-af59-71ad4b546854" class="liexternal">texto</a> do jornal <a
href="http://www.vancouversun.com/" class="liexternal">The Vancouver Sun</a> que encontrei, entre um presente comprado em uma loja, igual a tantos outros, e uma carta escrita pelo filho dela, qual você acha que sua mãe vai preferir? <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/o-dia-das-maes/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> </channel> </rss>
