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> <channel><title>jlcarneiro.com &#187; computador</title> <atom:link href="http://www.jlcarneiro.com/tag/computador/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.jlcarneiro.com</link> <description>Porque agora todo mundo é &#34;pontocom&#34;</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:11:48 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>Castigo eterno?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/castigo-eterno/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/castigo-eterno/#comments</comments> <pubDate>Thu, 06 Oct 2011 15:36:43 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Tecnologia]]></category> <category><![CDATA[Apple]]></category> <category><![CDATA[charges]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[humor]]></category> <category><![CDATA[imagens]]></category> <category><![CDATA[Steve Jobs]]></category> <guid
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id="attachment_1239" class="wp-caption aligncenter" style="width: 635px"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/steve_jobs_inferno.jpg" alt="steve_jobs_inferno.jpg" title="O que será instalado no computador de Bill Gates?" width="625" height="515" class="size-full wp-image-1239" /><p
class="wp-caption-text"><small>Fonte: <a
href="http://www.dosisdiarias.com/2011/10/2011-10-06.html" class="liexternal">Alberto Montt en dosis diarias</a>.</small></p></div><p>Após o susto inicial, Jobs descobre que foi requisitado em <em>outro</em> lugar&#8230; <span
id="more-1240"></span></p><div
id="attachment_1241" class="wp-caption aligncenter" style="width: 635px"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/steve_jobs_paraiso.jpg" alt="steve_jobs_paraiso.jpg" title="Talvez a maçã do logotipo esteja atrapalhando..." width="625" height="515" class="size-full wp-image-1241" /><p
class="wp-caption-text"><small>Fonte: <a
href="http://www.umsabadoqualquer.com/702-tecnologia-6/" class="liexternal">Um Sábado Qualquer</a>.</small></p></div><div
id="attachment_1242" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/steve_jobs_consultoria.jpg" alt="steve_jobs_consultoria.jpg" title="Ele não conseguiu resistir..." width="500" height="400" class="size-full wp-image-1242" /><p
class="wp-caption-text"><small>Fonte: <a
href="http://azstarnet.com/news/opinion/fitz/image_341795ae-efc6-11e0-92ea-001cc4c002e0.html" class="liexternal">Daily Fitz cartoon - Arizona Daily Star</a>.</small></p></div><div
id="attachment_1241" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/steve_jobs_aureola.jpg" alt="steve_jobs_aureola.jpg" title="E começa tudo de novo..." width="500" height="245" class="size-full wp-image-1243" /><p
class="wp-caption-text"><small>Fonte: <a
href="http://vidadesuporte.com.br/suporte-a-serie/steve-jobs-no-paraiso/" class="liexternal">Vida de Suporte</a>.</small></p></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/castigo-eterno/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Steve Jobs: três histórias, uma lição de vida</title><link>http://www.jlcarneiro.com/steve-jobs-tres-historias-uma-licao-de-vida/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/steve-jobs-tres-historias-uma-licao-de-vida/#comments</comments> <pubDate>Thu, 06 Oct 2011 03:22:06 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Administração]]></category> <category><![CDATA[Apple]]></category> <category><![CDATA[carreira]]></category> <category><![CDATA[citações]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[faculdade]]></category> <category><![CDATA[história]]></category> <category><![CDATA[linkedin]]></category> <category><![CDATA[Steve Jobs]]></category> <category><![CDATA[vídeos]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1237</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/steve_jobs-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="steve_jobs.jpg" title="Steve Jobs, um dos pais do microcomputador atual" /></p>Steve Jobs está morto. Pensando friamente, não é grande coisa: uma pessoa morreu, milhares morrem todos os dias. Uma celebridade morreu, várias morrem todos os anos. Mas Steve Jobs não era qualquer um. Longe de ser perfeito (muitas das pessoas que o conheceram o descreveram como arrogante, orgulhoso, grosseiro, etc.), o fundador da Apple foi [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/steve_jobs-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="steve_jobs.jpg" title="Steve Jobs, um dos pais do microcomputador atual" /></p><p><a
href="http://www.google.com.br/search?q=steve+jobs+1955+2011&#038;tbm=nws&#038;tbs=cdr:1%2Ccd_min%3A05%2F08%2F2011%2Ccd_max%3A" class="liexternal">Steve Jobs está morto</a>.</p><p>Pensando friamente, não é grande coisa: uma pessoa morreu, milhares morrem todos os dias. Uma celebridade morreu, várias morrem todos os anos. Mas Steve Jobs não era qualquer um. Longe de ser perfeito (muitas das pessoas que o conheceram o descreveram como arrogante, orgulhoso, grosseiro, etc.), o fundador da Apple foi um visionário.</p><p>Você pode nunca ter usado um produto da Apple (eu nunca usei), mas muito do computador que você está usando agora, você deve a esse homem: muito da interface gráfica, a busca pela simplicidade e pela facilidade de uso, o uso do mouse e até o próprio conceito do computador pessoal têm o dedo dele no meio.</p><p><em>Chega de falar de tecnologia.</em> Se quiser ter uma idéia de sua importância para a história do computador e para a tecnologia atual como um todo, leia meu post <a
href="http://www.jlcarneiro.com/uma-vida-de-conceitos/" class="liinternal">Uma vida de conceitos</a> ou assista ao filme <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/piratas_inf/" rel="nofollow" class="liinternal">Piratas da Informática</a>. Hoje, meu objetivo é, como última homenagem a um homem muito inteligente, reproduzir a mensagem que ele passou para os formandos da Universidade de Stanford em 2005.</p><p><span
id="more-1237"></span>Normalmente, em uma cerimônia de formatura, os convidados ilustres discursam sobre como o ensino superior será crucial no desenvolvimento da carreira dos alunos. Steve Jobs, como era seu costume, quebrou as regras: ele contou por que abandonou a faculdade e, sem desmerecer a universidade, como essa decisão influenciou na criação de uma das empresas mais criativas, inovadoras e lucrativas do mundo.</p><p>Os menos afeitos à leitura, podem optar por assistir ao discurso diretamente, ele está legendado em português:<br
/><center><object
width="500" height="375"><param
name="movie" value="http://www.youtube.com/v/66f2yP7ehDs?version=3"></param><param
name="allowFullScreen" value="true"></param><param
name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed
src="http://www.youtube.com/v/66f2yP7ehDs?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br
/> <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=66f2yP7ehDs&#038;cc_load_policy=1&#038;hd=1&#038;rel=0" class="liexternal"><small>Link para o vídeo</a></small></center></p><blockquote><p><span
class="title">Você tem que encontrar o que você ama</span><br
/> <span
class="author">Discurso de Steve Jobs para os formandos da Universidade de Stanford em 2005.<a
href="#credits" class="liinternal">*</a></span></p><p>Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.</p><h3>A primeira história é sobre ligar os pontos</h3><p>Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: <q>Apareceu um garoto. Vocês o querem?</q>. Eles disseram: <q>É claro!</q>. Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.</p><p>E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes.</p><p>Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo <em>hare-krishna</em>. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.</p><p>Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.</p><p>Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.</p><p>De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa &#8212; sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.</p><h3>Minha segunda história é sobre amor e perda.</h3><p>Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação &#8212; o Macintosh &#8212; e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.</p><p>Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.</p><p>Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.</p><h3>Minha terceira história é sobre morte.</h3><p>Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: <q>Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último</q>. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: <q>Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?</q>. E se a resposta é &#8220;não&#8221; por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.</p><p>Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo &#8212;  expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar &#8212; caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.</p><p>Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas &#8212; que é o código dos médicos para &#8220;preparar para morrer&#8221;. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas.</p><p>Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo são vocês. Mas algum dia, não muito distante, vocês gradualmente se tornarão velhos e serão varridos. Desculpem ser tão dramático, mas é a verdade.</p><p>O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.</p><p>Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: <q>Continue com fome, continue bobo</q>. Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.</p><p>Obrigado.</p><p><span
id="credits" class="credits">* Fonte: Adaptado de &lt;<a
href="http://web.archive.org/web/20080716203610/http://vocesa.abril.com.br/evolucao/aberto/ar_80039.shtml" class="liexternal">http://vocesa.abril.com.br/evolucao/aberto/ar_80039.shtml</a>&gt;.</span></p></blockquote><p>Depois de um discurso desses, melhor não falar muito. Mas não resisto a deixar duas perguntas, para reflexão:</p><ol><li>Não ter uma educação superior significou, para Jobs, não estudar?</li><li>Realmente, há umas poucas pessoas com dons que dispensam o estudo superior formal. Mas, você é uma delas?</li></ol><div
id="attachment_1238" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/steve_jobs.jpg" alt="steve_jobs.jpg" title="Steve Jobs, um dos pais do microcomputador atual" width="400" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-1238" /><p
class="wp-caption-text">Descanse em paz, Steve. E que outros continuem o seu trabalho...</p></div><blockquote><p>Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.<br
/> <span
class="alignright">Isaac Newton, em carta para Robert Hooke (15/fev/1676).</span>&nbsp;</p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/steve-jobs-tres-historias-uma-licao-de-vida/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>A evolução dos instaladores do Windows</title><link>http://www.jlcarneiro.com/a-evolucao-dos-instaladores-do-windows/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/a-evolucao-dos-instaladores-do-windows/#comments</comments> <pubDate>Sat, 05 Mar 2011 14:33:05 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Diversos]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[evolução]]></category> <category><![CDATA[história]]></category> <category><![CDATA[vídeos]]></category> <category><![CDATA[Windows]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1164</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/galleries/mswindows-thumbnail.png" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="mswindows.png" title="MS-Windows" /></p>Acho muito interessante relembrar as versões anteriores do Windows, o sistema operacional mais usado no mundo, e observar sua evolução. Para os que vivenciaram todo esse período, coloca as coisas em perspectiva, evitando a tendência natural de superestimar o passado. Para os mais jovens, cria contexto, evitando o costume de desmerecer o passado, alegando que [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/galleries/mswindows-thumbnail.png" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="mswindows.png" title="MS-Windows" /></p><p>Acho muito interessante relembrar as versões anteriores do Windows, o sistema operacional mais usado no mundo, e observar sua evolução. Para os que vivenciaram todo esse período, coloca as coisas em perspectiva, evitando a tendência natural de superestimar o passado. Para os mais jovens, cria contexto, evitando o costume de desmerecer o passado, alegando que &#8220;sempre foi assim&#8221; ou, no extremo oposto, que a geração anterior &#8220;não sabia de nada&#8221;.</p><p>Há alguns anos, postei uma animação com as telas iniciais de várias <a
href="http://www.jlcarneiro.com/versoes-anteriores-do-windows/" class="liinternal">versões anteriores do Windows</a>, no intuito de representar a evolução do sistema ao longo dos anos.</p><p><span
id="more-1164"></span>Como não tinha acesso a cada uma das versões, usei imagens disponíveis na internet. Isso comprometeu um pouco o resultado porque deu caráter estático a algo que, por natureza, é dinâmico. Mas, considerando o trabalho envolvido em instalar cada uma das versões, fiquei satisfeito com o resultado.</p><p>Felizmente, algumas pessoas têm mais <del>tempo livre</del> força de vontade do que eu. Descobri, via <a
href="http://tecnoblog.net/58637/sujeito-atualiza-windows-do-1-0-ao-7-por-algum-motivo/" class="liexternal">Tecnoblog</a>, um vídeo reproduzindo todas as versões principais do Windows, desde a primeira até a mais recente.</p><p>Andrew Tait, um escocês com paciência chinesa, passou cerca de três dias preparando um vídeo em que demonstra o processo de instalar, em uma máquina virtual, o DOS 5.0 e, em seguida, cada uma das versões principais do Windows, desde a 1.0 até o Windows 7. Segundo ele, foram nada menos que 12 horas encarando as telas de instalação do Windows. Mas valeu a pena! Ele chega ao requinte de testar a evolução das configurações de usuário (testando a compatibilidade de algumas configurações na aparência do sistema) e o funcionamento de dois programas DOS após cada atualização!</p><p>O áudio está em inglês, mas aqueles que encontram alguma dificuldade nesse idioma podem ficar tranquilos, a pronúncia é clara e bastante fácil de compreender.</p><p><center><object
width="500" height="400"><param
name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vPnehDhGa14?version=3"></param><param
name="allowFullScreen" value="true"></param><param
name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed
src="http://www.youtube.com/v/vPnehDhGa14?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br
/> <small><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=vPnehDhGa14&#038;hd=1" class="liexternal">Link para o vídeo</a></small></center></p><p>Para quem quiser mais detalhes, há algumas observações interessantes no <a
href="http://rasteri.blogspot.com/2011/03/chain-of-fools-upgrading-through-every.html" class="liexternal">blog de experimentos técnicos do autor</a>.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/a-evolucao-dos-instaladores-do-windows/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>A arte de copiar&#8230;</title><link>http://www.jlcarneiro.com/a-arte-de-copiar/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/a-arte-de-copiar/#comments</comments> <pubDate>Fri, 02 May 2008 20:38:34 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Diversos]]></category> <category><![CDATA[Apple]]></category> <category><![CDATA[Bill Gates]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[humor]]></category> <category><![CDATA[Microsoft]]></category> <category><![CDATA[Steve Jobs]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=288</guid> <description><![CDATA[Estou cheio de coisas para fazer mas, para não deixar o blog parado (e aproveitando que hoje é sexta-feira), segue uma piadinha mostrando a diferença entre os engenheiros da Microsoft e os engenheiros da Apple: Três engenheiros da Apple e três da Microsoft viajavam num mesmo trem. Na estação, os engenheiros da Microsoft compram suas [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" title="Apple versus Microsoft" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/mac_vs_pc.gif" alt="mac_vs_pc.gif" width="200" height="200" align="right" />Estou cheio de coisas para fazer mas, para não deixar o blog parado (e aproveitando que hoje é sexta-feira), segue uma piadinha mostrando a diferença entre os engenheiros da Microsoft e os engenheiros da Apple:</p><blockquote><p>Três engenheiros da Apple e três da Microsoft viajavam num mesmo trem. Na estação, os engenheiros da Microsoft compram suas passagens, notam que os caras da Apple só compram uma e dizem:</p><p>&#8211; Como vocês pretendem viajar só com uma passagem?</p><p>Eles respondem:</p><p>&#8211; Observem!</p><p>Entram no trem: o pessoal da Microsoft toma seus assentos e os da Apple trancam-se no banheiro.</p><p>Quando o bilheteiro bate na porta do banheiro, só uma mão se estende e entrega a passagem. O pessoal da Microsoft acha uma boa idéia.</p><p>Na volta, o pessoal da Microsoft, resolve utilizar a idéia da Apple e compra só uma passagem. Espantados, observam que o pessoal da Apple não compra nenhuma.</p><p>&#8211; Como vocês três vão viajar sem passagens? &#8212; diz um engenheiro da Microsoft.</p><p>&#8211; Vocês verão &#8212; responde o da Apple.</p><p>Quando o trem parte, o pessoal da Microsoft tranca-se num banheiro e o da Apple no outro. Antes do bilheteiro aparecer, um engenheiro da Apple sai do banheiro, vai até a porta do banheiro onde está o pessoal da Microsoft, bate na porta e diz:</p><p>&#8211; As passagens, por favor!</p></blockquote><p><small>Fonte: <span
class="removed_link" title="http://megalopolis-blog.com/">Megalópolis</span>.</small></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/a-arte-de-copiar/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Espelho, espelho meu&#8230;</title><link>http://www.jlcarneiro.com/espelho-espelho-meu/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/espelho-espelho-meu/#comments</comments> <pubDate>Tue, 22 Apr 2008 20:01:25 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Tecnologia]]></category> <category><![CDATA[charges]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[humor]]></category> <category><![CDATA[imagens]]></category> <category><![CDATA[inclusão digital]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=287</guid> <description><![CDATA[Posso não ter tenho a mesma verve humorística de Zé Rosa (afinal, ele foi criado no Ceará!), mas também gosto de umas piadinhas&#8230;]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Posso não ter tenho a mesma <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/category/piadas-e-causos/" class="liexternal">verve humorística de Zé Rosa</a> (afinal, ele foi criado no Ceará!), mas também gosto de umas piadinhas&#8230; <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Creepy.png' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' /></p><p
style="text-align: center;"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/cartoon_anything_right.png" alt="cartoon_anything_right.png" width="376" height="301" /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/espelho-espelho-meu/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Mais sobre computadores e o aprendizado</title><link>http://www.jlcarneiro.com/mais-sobre-computadores-e-o-aprendizado/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/mais-sobre-computadores-e-o-aprendizado/#comments</comments> <pubDate>Fri, 15 Feb 2008 04:38:59 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[aprendizado]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[FGV]]></category> <category><![CDATA[inclusão digital]]></category> <category><![CDATA[OLPC]]></category> <category><![CDATA[plágio]]></category> <category><![CDATA[Unicamp]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/2008/02/mais-sobre-computadores-e-o-aprendizado/</guid> <description><![CDATA[Continuando a discussão sobre os computadores como ferramentas de ensino, o BR-Linux.org noticiou um artigo da professora Ana Cristina Matte, pós-doutora pela Unicamp, contestando a pesquisa que relacionava o uso de computadores em tarefas escolares a um pior desempenho dos alunos, especialmente entre os mais pobres e mais jovens, alvos principais de iniciativas como a [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/newsie_1.png" alt="newsie_1.png" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" align="right" width="150" height="116" /><a
href="http://www.jlcarneiro.com/computador-ajuda-ou-atrapalha-o-aprendizado/" class="liinternal">Continuando a discussão</a> sobre os computadores como ferramentas de ensino, o <a
href="http://br-linux.org/2008/uso-de-computador-na-escola-um-engano/" class="liexternal">BR-Linux.org</a> noticiou um artigo da professora <a
href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4763993E5" class="liexternal">Ana Cristina Matte</a>, pós-doutora pela Unicamp, contestando a <a
href="http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=8403" class="liexternal">pesquisa</a> que relacionava o uso de computadores em tarefas escolares a um pior desempenho dos alunos, especialmente entre os mais pobres e mais jovens, alvos principais de iniciativas como a <a
href="http://laptop.org/" class="liexternal"><em>One Laptop per Child</em></a> (OLPC) e o <a
href="http://www.softwarelivre.gov.br/noticias/News_Item.2006-05-09.4722/view" class="liexternal">Projeto Um Computador por Aluno</a> (UCA).</p><p><span
id="more-275"></span>A professora <a
href="http://replay.waybackmachine.org/20080905224017/http://acris.under-linux.org/62-uso-de-computador-na-escola-um-engano.html" class="liexternal">considera</a> o computador como uma ferramenta para o acesso às informações e que a abordagem dada aos resultados é ideológica:</p><blockquote><p>O computador não é uma varinha de condão, ele é uma ferramenta para ter acesso a uma infinidade de informações, desde informações úteis até aquelas que eu, ironicamente, chamaria de peçonhentas por seu conteúdo venenoso, ao passar informações erradas aos usuários.</p><p>[…]</p><p>Sendo assim, […] concluo que a abordagem dos resultados é ideológica. As pesquisadoras colocam a questão da ideologia em sua conclusão, e não estão erradas, mas deixam de dizer algo extremamente importante: toda tecnologia pode ser usada construtiva ou destrutivamente (veja-se a energia atômica), portanto tudo depende do preparo de quem fornece o acesso a essa tecnologia, no caso, pais e professores.</p></blockquote><p>Paulino Michelazzo defende ponto de vista semelhante em um <a
href="http://www.dicas-l.com.br/linha_de_data/linha_de_data_20080206.php" class="liexternal">artigo publicado na lista Dicas-L</a>:</p><blockquote><p>Efetivamente este tipo de projeto não seria necessário se governos e empresas possuíssem responsabilidade social e deixassem de lado a politicagem e os desejo irresponsável de lucro fácil. Educação não é politicagem e não deve ser vista exclusivamente como business. Ela deve ser vista como ferramenta para a criação de uma verdadeira política social e também de negócios que efetivamente são bons para todos. Enquanto isso não chega, vivemos no picadeiro como espectadores de um show de interesses pessoais.</p><p>[…]</p><p>Não comento aqui a necessidade de escolas reais (com carteira, água potável, luz, quadro-negro, etc) pois estamos mais que carecas de saber que isso é obrigatório. Sim, precisamos desta infra-estrutura mínima para o trabalho mas ao mesmo tempo precisamos estar atentos as mudanças que ocorrem globalmente criando propostas efetivas de mudança de nosso sistema de ensino que atenda as necessidades básicas (como escolas realmente) mas que também atendam outras necessidades e realidades existentes. Se de um lado precisamos de mais escolas na região norte, precisamos de mais conectividade na região sul e ambas devem caminhar juntas sem criarmos um nivelamento, seja por baixo ou por cima.</p></blockquote><p>Também considero o computador uma ferramenta e, como tal, tem seus resultados atrelados à forma como é manuseada. Assim, creio ser extremamente importante preparar os alunos para essa ferramenta, a fim de evitar que seu uso seja desvirtuado. Esse segundo artigo tem recebido comentários interessantes. Alguns trechos:</p><blockquote><p>Creio que ainda papel, lápis acomodações decentes e professores motivados e comprometidos farão muito mais que laptops que poderão virar uma mera curiosidade passageira visto que os alunos não terão meios de aproveitar plenamente o potencial do recurso. O MEC principalmente deveria acordar e acabar com estas coisas ridículas como aprovação continuada e cotas raciais. Se é para existirem cotas que sejam para todos que não possuem condições financeiras branco, negro, pardo o que seja.</p><p>[…]</p><p>Os computadores são boas ferramentas, quase comparável a um lápis, a uma folha de papel e a boas apostilas; mas não chega a ultrapassar. Eu sou professor universitário e já disse mil vezes: Por que o governo brasileiro não cria boas apostilas em português e matemática e as distribui de graça pela internet? Quem quiser imprimir e vendê-las que o faça (como acontece com as distribuições linux). Por que não ter apostilas GPL ? Isso vale um milhão de vezes mais do que computadores, pessoal!</p><p>[…]</p><p>Acredito que precisamos fazer muito por nossa educação e não somente dar apostilas gratuitas na internet. Isso não resolve quando o povo não sabe ler e não tem gosto pela leitura. Posso citar dezenas de bibliotecas on-line que contém obras maravilhosas de autores nacionais mas cujo o download não passa de poucas centenas. Por quê? Pelo simples fato que é mais interessante ficar no chat do que ler um romance de Eça de Queiroz.</p><p>[…]</p><p>Se não houver credibilidade na orientação do uso dos OLPC, o efeito será distorcido como o Bolsa Família. E esta credibilidade não está restrita à cerimônia de doação, às fotos com criancinhas e laptops no lap, digo, colo. Deve haver um aparato contínuo, a longo prazo, incluindo outros recursos não necessariamente de vanguarda como o subsídio de livros e apostilas. As pessoas devem acreditar num futuro para trabalharem por ele. Caso contrário, todos vão se orgulhar de ter o computador do Governo para o chat ou game da moda.</p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/mais-sobre-computadores-e-o-aprendizado/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Computador ajuda ou atrapalha o aprendizado?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/computador-ajuda-ou-atrapalha-o-aprendizado/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/computador-ajuda-ou-atrapalha-o-aprendizado/#comments</comments> <pubDate>Thu, 14 Feb 2008 05:56:48 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[aprendizado]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[FGV]]></category> <category><![CDATA[inclusão digital]]></category> <category><![CDATA[OLPC]]></category> <category><![CDATA[plágio]]></category> <category><![CDATA[Unicamp]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/2008/02/computador-atrapalha-o-aprendizado/</guid> <description><![CDATA[É comum a impressão que computadores ajudam muito o aprendizado. Aliás, essa é uma das razões para iniciativas como a One Laptop per Child (OLPC) e o Projeto Um Computador por Aluno (UCA), do Governo Federal. Entretanto, um artigo de pesquisadores da Unicamp, publicado na revista Educação &#038; Sociedade nº 101, vai na contramão, levantando [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/student_at_computer.gif" alt="student_at_computer.gif" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" align="right" width="150" height="150" />É comum a impressão que computadores ajudam <em>muito</em> o aprendizado.</p><p>Aliás, essa é uma das razões para iniciativas como a <a
href="http://laptop.org/" class="liexternal"><em>One Laptop per Child</em></a> (OLPC) e o <a
href="http://www.softwarelivre.gov.br/noticias/News_Item.2006-05-09.4722/view" class="liexternal">Projeto Um Computador por Aluno (UCA)</a>, do Governo Federal. Entretanto, <a
href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0101-73302007000400003&#038;lng=en&#038;nrm=iso&#038;tlng=ptt" class="liexternal">um artigo</a> de pesquisadores da <a
href="http://www.unicamp.br/" class="liexternal">Unicamp</a>, publicado na revista <a
href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&#038;pid=0101-733020070004&#038;lng=pt&#038;nrm=" class="liexternal">Educação &#038; Sociedade nº 101</a>, vai na contramão, levantando questões importantes.</p><p><span
id="more-274"></span>O <a
href="http://cps.fgv.br/node/2014" class="liexternal">Mapa da Exclusão Digital</a>, desenvolvido pela <a
href="http://www.fgv.br/" class="liexternal">Fundação Getúlio Vargas</a> (FGV), constata que alunos com computadores em casa exibem um desempenho melhor em matemática. Porém, os pesquisadores da Unicamp questionaram se os melhores resultados obtidos por esses alunos eram em virtude de uso do computador ou de seu nível socioeconômico&#8230;</p><p>Afinal, alunos com maior poder aquisitivo têm mais acesso a computadores, mas também têm mais acesso a livros e outras ferramentas pedagógicas. Nas palavras dos pesquisadores <q>será que o nível socioeconômico da família do aluno não tem um efeito maior sobre o seu desempenho do que ser proprietário de um computador?</q></p><p>Os resultados da pesquisa contradizem o trabalho da FGV e a impressão da maioria das pessoas:</p><blockquote><p>Uma análise dos resultados da pesquisa demonstra que, independente da classe social, onde existem diferenças significativas, usar o computador raramente é, em quase todos os casos, associado a melhores resultados de não usar. [...]</p><p>O uso do computador (seja na escola, em casa, no trabalho ou em outro local) não é associado a uma melhoria uniforme do desempenho do aluno no sistema escolar. Pelo contrário, aqueles que sempre usam o computador têm pior desempenho que outros usuários da mesma classe social. Para os mais pobres, o resultado é mais nítido ainda.</p></blockquote><p><span
style="float: right; margin-left: 10px;"><embed
src="http://charges.uol.com.br/charges/20041007som.swf" quality="high" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="265"></embed></span>Concordo que o computador é uma ótima ferramenta de ensino e pode ajudar muito o aprendizado, <em>quando bem manuseado</em>. Ao invés de usar o computador como ferramenta para facilitar o aprendizado ou o acesso a uma maior bibliografia, o que tenho mais visto (e combatido) é o uso do computador como ferramenta para &#8220;copiar e colar&#8221;. E muitas pessoas consideram esse comportamento &#8220;normal&#8221;. <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Uncertain_2.png' alt=':roll:' class='wp-smiley' /></p><p>Essa diferença de conceitos pode gerar discussões interessantes. Alguns comentários tímidos começaram a aparecer no <a
href="http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2008/02/13/uso-do-computador-para-tarefas-piora-desempenho-escolar-conclui-estudo/" class="liexternal">artigo do IDGNow!</a> e gostei das <a
href="http://mobeduc.blogspot.com/2008/02/laptops-educacionais-prejudicariam.html" class="liexternal">reflexões de Jaime Balbino no Mobilidade em Educação sobre o assunto</a>. Já no <a
href="http://br-linux.org/2008/uso-do-computador-para-tarefas-piora-desempenho-escolar-conclui-estudo-da-unicamp/" class="liexternal">BR-Linux.org</a>, a discussão está mais animada, com direito até a uma <a
href="http://charges.uol.com.br/2004/10/07/garoto-folgadao-geracao-coca-cola/" class="liexternal">charge</a> sobre o assunto (à direita). <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Creepy.png' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' /></p><p>Espero que essa pesquisa ajude a esclarecer, ao governo e às pessoas em geral, que iniciativas como o Projeto UCA são necessárias mas não são uma solução completa. Independente dos computadores, ou até <em>antes</em> deles, infraestrutura, estímulo à leitura e professores mais preparados e valorizados são um investimento em educação com melhor taxa de retorno a longo prazo.</p><p>E você, o que acha? <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/computador-ajuda-ou-atrapalha-o-aprendizado/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Artigos com a evolução do Windows</title><link>http://www.jlcarneiro.com/artigos-com-a-evolucao-do-windows/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/artigos-com-a-evolucao-do-windows/#comments</comments> <pubDate>Wed, 22 Aug 2007 22:57:06 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Tecnologia]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[história]]></category> <category><![CDATA[Windows]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/2007/08/artigos-com-a-evolucao-do-windows/</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/galleries/mswindows-thumbnail.png" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="mswindows.png" title="MS-Windows" /></p>Respondendo ao comentário de Neto Cury, encontrei uma série de posts de Marcellino Junior, descrevendo a evolução das diversas versões do Windows. Junto com alguns posts que já escrevi aqui, faz um bom levantamento histórico do Windows: Windows: 20 anos de evolução &#8211; Windows 1.0 Windows: 20 anos de evolução &#8211; Windows 2.0 Windows: 20 [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/galleries/mswindows-thumbnail.png" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="mswindows.png" title="MS-Windows" /></p><p>Respondendo ao <a
href="http://www.jlcarneiro.com/linha-do-tempo-do-windows/#comment-505" class="liinternal">comentário de Neto Cury</a>, encontrei uma série de posts de <a
href="http://marcellino.wordpress.com/" class="liexternal">Marcellino Junior</a>, descrevendo a evolução das diversas versões do Windows. Junto com <a
href="http://www.jlcarneiro.com/versoes-anteriores-do-windows/" class="liinternal">alguns posts que já escrevi aqui</a>, faz um bom levantamento histórico do Windows:</p><p><span
id="more-255"></span></p><ul><li><a
href="http://web.archive.org/web/20080612055629/http://marcellino.wordpress.com/2005/12/16/windows-20-anos-de-evolucao-windows-10/" class="liexternal">Windows: 20 anos de evolução &#8211; Windows 1.0</a></li><li><a
href="http://web.archive.org/web/20080612060421/marcellino.wordpress.com/2005/12/19/windows-20-anos-de-evolucao-windows-20/" class="liexternal">Windows: 20 anos de evolução &#8211; Windows 2.0</a></li><li><a
href="http://web.archive.org/web/20080612055821/marcellino.wordpress.com/2005/12/19/windows-20-anos-de-evolucao-windows-30/" class="liexternal">Windows: 20 anos de evolução &#8211; Windows 3.0</a></li><li><a
href="http://web.archive.org/web/20071110173618/marcellino.wordpress.com/2005/12/21/windows-20-anos-de-evolucao-windows-95/" class="liexternal">Windows: 20 anos de evolução &#8211; Windows 95</a></li><li><a
href="http://web.archive.org/web/20071110173623/marcellino.wordpress.com/2005/12/21/windows-20-anos-de-evolucao-windows-98/" class="liexternal">Windows: 20 anos de evolução &#8211; Windows 98</a></li><li><a
href="http://web.archive.org/web/20071110173628/marcellino.wordpress.com/2005/12/23/windows-20-anos-de-evolucao-windows-me/" class="liexternal">Windows: 20 anos de evolução &#8211; Windows ME</a></li><li><a
href="http://web.archive.org/web/20071110173634/http://marcellino.wordpress.com/2006/01/31/windows-20-anos-de-evolucao-windows-xp/" class="liexternal">Windows: 20 anos de evolução &#8211; Windows XP</a></li></ul><p>Assim que tiver um tempo, tento organizar tudo. No momento, só queria registrar um bom trabalho! <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p><p><small><strong>Atualização:</strong> Infelizmente, o autor <a
href="http://marcellino.wordpress.com/2009/09/13/mudanca-de-endereco/" class="liexternal">mudou o endereço do blog</a>, excluindo os posts anteriores. No momento, os links apontam para réplicas armazenadas no <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet_Archive" rel="nofollow" class="liexternal">Internet Archive</a>.</small></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/artigos-com-a-evolucao-do-windows/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>7</slash:comments> </item> <item><title>Linha do tempo do Windows</title><link>http://www.jlcarneiro.com/linha-do-tempo-do-windows/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/linha-do-tempo-do-windows/#comments</comments> <pubDate>Tue, 21 Aug 2007 18:12:42 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Tecnologia]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[evolução]]></category> <category><![CDATA[história]]></category> <category><![CDATA[imagens]]></category> <category><![CDATA[Windows]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/2007/08/linha-do-tempo-do-windows/</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/galleries/mswindows-thumbnail.png" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="mswindows.png" title="MS-Windows" /></p>Há algum tempo, fiz uma animação com imagens de algumas versões anteriores do Windows. Preparando novo material para a aula de Introdução à Informática, encontrei, na Wikipédia (em francês), uma figura localizando as diversas versões numa linha do tempo, agrupando-as segundo suas características. Ei-la:]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/galleries/mswindows-thumbnail.png" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="mswindows.png" title="MS-Windows" /></p><p>Há algum tempo, fiz uma animação com imagens de algumas <a
href="http://www.jlcarneiro.com/versoes-anteriores-do-windows/" class="liinternal">versões anteriores do Windows</a>.</p><p>Preparando novo material para a aula de Introdução à Informática, encontrei, na <a
href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Windows" rel="nofollow" class="liexternal">Wikipédia (em francês)</a>, uma figura localizando as diversas versões numa linha do tempo, agrupando-as segundo suas características. Ei-la:<br
/><center><a
href="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/windows_timeline.gif" title="Linha do tempo do Windows" rel="thumbnail" class="liimagelink"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/windows_timeline-medium.gif" alt="Windows Timeline" title="Windows Timeline" width="200" height="81" /></a></center></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/linha-do-tempo-do-windows/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>14</slash:comments> </item> <item><title>Uma vida de conceitos</title><link>http://www.jlcarneiro.com/uma-vida-de-conceitos/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/uma-vida-de-conceitos/#comments</comments> <pubDate>Wed, 17 Jan 2007 06:12:22 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Tecnologia]]></category> <category><![CDATA[Apple]]></category> <category><![CDATA[citações]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[história]]></category> <category><![CDATA[internet]]></category> <category><![CDATA[linkedin]]></category> <category><![CDATA[Steve Jobs]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://69.89.31.73/~jlcarnei/2007/01/uma-vida-de-conceitos/</guid> <description><![CDATA[No início, as coisas eram avaliadas por seu valor intrínseco. Como exemplo, temos os padrões monetários antigos: sal, gado, prata, ouro, etc. Segundo alguns cientistas, nosso verdadeiro diferencial foi o pensamento abstrato, a habilidade em lidar com conceitos. Esse assunto foi mencionado numa reportagem da Superinteressante: Foi quando algo mudou o destino do Homo sapiens: [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>No início, as coisas eram avaliadas por seu valor intrínseco. Como exemplo, temos os padrões monetários antigos: sal, gado, prata, ouro, etc.</p><p>Segundo alguns cientistas, nosso verdadeiro diferencial foi o <em>pensamento abstrato</em>, a habilidade em lidar com conceitos. Esse assunto foi mencionado numa <a
href="http://super.abril.com.br/ciencia/historia-nossos-ancestrais-outros-446799.shtml" class="liexternal">reportagem da Superinteressante</a>:</p><p><span
id="more-202"></span></p><blockquote><p><a
href="http://super.abril.com.br/superarquivo/index.shtml?edn=235Ed&amp;yr=2007a&amp;mt=janeirom&amp;ys=2007y" title="Superinteressante nº 235 - janeiro/2007" class="liimagelink"><img
style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" title="Superinteressante nº 235 - janeiro/2007" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/covers/superinteressante_2007_01.gif" alt="superinteressante_2007_01" width="107" height="144" align="right" /></a>Foi quando algo mudou o destino do <em>Homo sapiens</em>: uma mutação genética sutil, mas crual, que alterou a estrutura do cérebro deles. O bicho ficou louco: passou a dividir sua vida entre o mundo real e um de fantasia. Com esse &#8220;defeito&#8221; nos miolos, o homem passou a imaginar, mundos diferentes, que só existia na cabeça dele. E vomitou esses mundos na forma de pinturas, esculturas, rituais religiosos.</p><p>Desse jeito, descobrimos como manipular não só coisas materiais, mas também idéias e conceitos. E aprendemos a transmiti-los com a ajuda de uma linguagem quase tão cheia de recursos quanto o inglês e o português modernos. Tudo isso deu à luz o primeiro boom tecnológico de todos os tempos. A África se transformou num Vale do Silício pré-histórico. O sapiens, que antes só fazia ferramentas de pedra ou madeira, diz um basta para a mesmice &#8211; chega de fabricar a mesma lança por milênios a fio. E acorda para o fato de que ossos, conchas, chifres e marfim também serviam como matéria-prima. Isso abriu as portas para novos utensílios. E tome arpões, facas mais afiadas do que nunca, lanças de alta precisão&#8230; De uma hora para outra, o sapiens tinha um arsenal.</p></blockquote><p><a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/piratas_inf/" rel="nofollow" class="liimagelink"><img
style="margin-right: 10px; margin-bottom: 5px;" title="Piratas da Informática (DVD)" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/covers/piratas_da_informatica.jpg" alt="Piratas da Informática (DVD)" width="130" height="200" align="left" /></a>Na década de 70, pensava-se que computadores eram coisas caras, interessantes apenas para grandes organizações. Não deixava de ser verdade, mas uma revolução estava começando. E aqueles que não perceberam as mudanças perderam grandes oportunidades. O filme <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/piratas_inf/" rel="nofollow" class="liinternal">Piratas da Informática</a> (<em>Pirates of Silicon Valley</em> &#8211; 1999) retrata a mentalidade da época e alguns exemplos miopia empresarial que se tornaram clássicos&#8230;</p><p><img
style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" title="Apple I" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/apple_i.jpg" alt="apple_i" width="313" height="235" align="right" />Quando <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Steve_Wozniak" rel="nofollow" class="liexternal">Steve Wozniak</a>, funcionário da <a
href="http://www.hp.com/" class="liexternal">Hewlett-Packard</a>, ofereceu-lhes um protótipo do Apple I, ouviu a seguinte resposta: <q>Você diz que seu equipamento é para as pessoas comuns. Para que as pessoas comuns iriam querer computadores?</q> O problema é que o Apple I não era um computador, era um <em>micro</em>computador. <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Huh_2.png' alt=':shock:' class='wp-smiley' /></p><p>Alguns minutos depois, vemos a arrogância com que a <a
href="http://www.xerox.com/" class="liexternal">Xerox</a> não considerou <q>algo chamado mouse</q> (camundongo, em inglês). Com essa frase, eles abriram mão da Interface Gráfica (GUI &#8211; <em>Graphics User Interface</em>), base de <del>quase</del> todos os sistemas operacionais de hoje! <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Uncertain_2.png' alt=':roll:' class='wp-smiley' /></p><p>Mais adiante, vemos a tranqüilidade com que um executivo da <a
href="http://www.ibm.com/" class="liexternal">IBM</a> reage à proposta da <a
href="http://www.microsoft.com/" class="liexternal">Microsoft</a> de <em>licenciar</em> o MS-DOS, ao invés de vendê-lo costume na época: <q>O lucro está nos hardware, não no software. Não é grande coisa</q>. Pois é&#8230; <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Laughing.png' alt=':lol:' class='wp-smiley' /></p><p>O mais interessante é que <em>muitas</em> das grandes invenções não passa de uma evolução de tecnologias já existentes, uma mudança de conceitos&#8230; O microcomputador foi apenas a redução (em tamanho e preço) dos computadores, que já existiam há anos. Assim como ele, outras invenções apenas mudaram a nossa forma de ver a vida. Alguns exemplos:</p><ul><li>Telefone celular &#8211; evolução do telefone fixo. Alguém consegue se imaginar em casa esperando uma ligação? E a vida sem identificador de chamadas?</li><li>Internet &#8211; uniu a tecnologia de rede, os protocolos TCP/IP e o protocolo HTTP. Hoje cada vez mais pessoas preferem o e-mail às cartas e o home banking às filas de banco. Isso sem falar nos programas de telefonia sobre IP&#8230;</li><li>Ferramentas de busca &#8211; decorrência da internet, dos bancos de dados relacionais e do aumento da capacidade dos computadores. Quando estava na faculdade, fazíamos nossas pesquisas na biblioteca, entre uma estante e outra, com uma pilha de livros ao lado. Hoje, luto para evitar que meus alunos usem o Ctrl-C + Ctrl-V&#8230;</li><li>MP3 player &#8211; descendente do walkman, da música digital, dos algoritmos de compressão e das memórias flash. Hoje cada um carrega uma discoteca num aparelhinho de poucos gramas.</li></ul><p>A novidade do momento é o <a
href="http://www.apple.com/iphone/" class="liexternal">iPhone</a>. O que ele é? Difícil dizer. Ele:</p><ul><li>toca música e filmes digitais mas não é um iPod (produto da própria Apple);</li><li>executa todas as funções dos celulares mais avançados, incluindo uma câmera digital que muitos deles não têm;</li><li>tem os recursos de um <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Smartphone" rel="nofollow" class="liexternal">smartphone</a>, mas é mais elegante e versátil que um <a
href="http://www.palm.com/br/products/smartphones/treo650/" class="liexternal">Treo</a> ou um <a
href="http://www.blackberry.com/" class="liexternal">Blackberry</a>;</li><li>roda programas e navega na internet, mas não é um &#8220;PDA incrementado&#8221; como o <a
href="http://www.palm.com/br/products/handhelds/tx/" class="liexternal">Palm TX</a>;</li><li>sua interface é a mais amigável que ouvi falar &#8211; quase não tem botões!</li></ul><p>Muito se falou (e se falará ainda) sobre o iPhone. Há matérias na internet, em jornais, em revistas, na televisão&#8230; Mas, a despeito do que a Apple tenta fazer parecer, o iPhone não é perfeito e, acabado o impacto inicial, já começaram a surgir <a
href="http://pcworld.uol.com.br/reportagens/2007/01/12/idgnoticia.2007-01-12.8208230326/IDGNoticia_view" class="liexternal">questionamentos</a>. Há, inclusive, <a
href="http://pcworld.uol.com.br/noticias/2007/01/11/idgnoticia.2007-01-11.4307012435/IDGNoticia_view" class="liexternal">uma disputa</a> pela marca &#8220;iPhone&#8221;.</p><p>Minha intenção não é avaliar o produto (que ainda não está sendo nem comercializado) mas observar a capacidade que alguns têm de enxergar o que outros não vêem. Mais uma vez, o mundo está sendo sacudido com um anúncio da Apple.</p><p><img
title="Jobs e Wozniak em 1984" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/jobs_wozniak.jpg" alt="jobs_wozniak" width="220" height="321" /> <img
title="Jobs em 2007" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/jobs_iphone.jpg" alt="jobs_iphone" width="220" height="321" /></p><p>Enquanto a Microsoft trabalha com <em>evolução</em> de produtos dos concorrentes, a Apple trabalha com <em>revolução</em> de produtos dos concorrentes. Nenhuma das duas está errada. São apenas filosofias diferentes e, ambas, necessárias.</p><p>A reportagem da <a
href="http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/170107/sumario.html" class="liexternal">Veja desta semana</a> (edição 1991, 17/01/2007) tem alguns trechos interessantes, como a observação da triste coincidência entre o lançamento do iPhone e o polêmico bloqueio do YouTube aqui no Brasil:</p><blockquote><p><a
href="http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/170107/sumario.html" title="Veja nº 1991 - 17/01/2007" class="liimagelink"><img
style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" title="veja_2006_01_17" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/covers/veja_2006_01_17.jpg" alt="veja_2006_01_17" width="112" height="144" align="right" /></a>Chega a ser patético que, na semana em que o iPhone foi lançado, o Brasil rivalizava com o aparelho da Apple nas páginas de tecnologia dos jornais em todo o mundo. Nosso feito? Tentar tirar do ar o YouTube, um serviço de internet de alcance mundial que hospeda pequenos vídeos digitais colocados ali pelos próprios usuários. A idéia de um juiz brasileiro era impedir que fosse visto o vídeo em que uma modelo brasileira, Daniella Cicarelli, aparece em vias de fato com o namorado em uma praia da Espanha. O juiz mandou, com o perdão da expressão, cortar o mal pela raiz. Como não se conseguia impedir apenas a exibição do vídeo, a solução que ocorreu foi tirar do ar o site inteiro. O lançamento do iPhone e a tentativa de proibição do YouTube são símbolos de duas culturas, de dois ambientes antagônicos de negócios, de duas visões de mundo. Feliz o país cuja cultura, cujo ambiente de negócios e cuja visão de mundo produzem o iPhone e o YouTube. Pobre do país que proíbe o YouTube.</p></blockquote><p>Muitos questionaram se a modelo deveria ou não ser boicotada. Mas poucos questionaram o papel ridículo que o país inteiro fez graças a um juiz que ainda teve a <del>estupidez</del> arrogância de <a
href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2007/01/09/idgnoticia.2007-01-09.7954769479/IDGNoticia_view" class="liexternal">escrever</a>:</p><blockquote><p>3. O bloqueio do site está gerando uma série de comentários, o que é natural em virtude de ser uma questão pioneira, sem apoio legislativo. O incidente serviu para confirmar que a Justiça poderá determinar medidas restritivas, com sucesso, contra as empresas, nacionais e estrangeiras, que desrespeitarem as decisões judiciais. Nesse contexto, o resultado foi positivo.</p></blockquote><p>Determinar medidas restritivas com sucesso?! O resultado foi positivo?! <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Lips_Sealed.png' alt=':sealed:' class='wp-smiley' /></p><p>Voltando ao assunto, outro ponto positivo na matéria da Veja, foi a reflexão sobre as diferenças entre os &#8220;países que produzem o YouTube&#8221; e os &#8220;países que proíbem o YouTube&#8221;:</p><blockquote><ul><li>Falta de investimento em educação. Durante as duas décadas de vigência da reserva de mercado, o país não deu prioridade aos investimentos em educação e formação de recursos humanos de alto nível para pesquisa e produção industrial, como fizeram países emergentes a partir dos anos 70, por exemplo, Coréia do Sul, China, Malásia e Irlanda.</li><li>Falta de investimento em pesquisa. Ainda nesse período de fechamento quase total do mercado, o Brasil não investiu o mínimo essencial em pesquisa e desenvolvimento tecnológico.</li></ul></blockquote><p>Foram grandes erros para o Brasil. Como eu disse, no começo as coisas eram avaliadas pelo eu valor <em>intrínseco</em>, mas hoje, elas são avaliadas pelo seu valor <em>potencial</em>. Antes, ficava rico quem inventava alguma coisa nova. Hoje, não é preciso tanto. Basta alguém criar uma forma de <em>combinar</em> tecnologias existentes, gerando um novo produto. E a matéria-prima para essa transformação é justamente o <em>conhecimento</em>. Vacilamos&#8230; Muito!</p><p>O Brasil precisa aprender a valorizar o conhecimento e a experiência das pessoas, estimular a pesquisa, o desenvolvimento. Considero bobagem <em>tentarmos</em> lutar com as grandes potências na área tecnológica. A luta é desigual. Precisamos lutar com inteligência. Combinar as invenções deles em novos produtos, cujo valor agregado seja maior que o valor individual de cada um dos produtos iniciais!</p><p><img
style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" title="PADD" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/padds.gif" alt="PADD" width="150" height="127" align="right" />&#8220;Convergência&#8221; é o nome dado à tendência de agrupar várias tecnologias em um único produto. Neste aspecto, produtos como o iPhone abrem novos caminhos para tirar os concorrentes da &#8220;mesmice&#8221;. Chega de meros &#8220;celulares com câmera&#8221;!</p><p>É impressão minha (afinal, sou fã de <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Star_Trek" rel="nofollow" class="liexternal">Star Trek</a>), ou o iPhone está um passo mais perto dos <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/PADD" rel="nofollow" class="liexternal">PADDs</a>? <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/uma-vida-de-conceitos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>5</slash:comments> </item> <item><title>A origem do símbolo @</title><link>http://www.jlcarneiro.com/a-origem-do-simbolo-arroba/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/a-origem-do-simbolo-arroba/#comments</comments> <pubDate>Sat, 21 Oct 2006 19:05:54 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Tecnologia]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[história]]></category> <category><![CDATA[internet]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://69.89.31.73/~jlcarnei/2006/10/a-origem-do-simbolo-arroba/</guid> <description><![CDATA[Acho muito legal quando descubro coisas interessantes por acaso. E acho melhor ainda, quando descubro essas coisas num lugar que não tem nada a ver com o assunto. Há alguns dias, estava navegando num fórum sobre Ultraman e encontrei um texto interessante falando sobre a origem do símbolo @ (arroba). Aquele, que fica no meio [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Acho muito legal quando descubro coisas interessantes por acaso. E acho melhor ainda, quando descubro essas coisas num lugar que não tem nada a ver com o assunto. <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Creepy.png' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' /></p><p>Há alguns dias, estava navegando num <span
class="removed_link" title="http://www.forumnow.com.br/vip/foruns.asp?forum=98398">fórum sobre Ultraman</span> e encontrei um texto interessante falando sobre a origem do símbolo @ (arroba). Aquele, que fica no meio do endereço de e-mail&#8230; <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Creepy.png' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' /></p><p>Achei curioso mas, como não sabia se era verdade, fui pesquisar&#8230;</p><p><span
id="more-142"></span>Encontrei um texto tão parecido, que <em>tem</em> que ser a fonte da informação. Como é de uma fonte confiável (<a
href="http://www.bpiropo.com.br/es_tz1.htm" class="liexternal">Coluna do Piropo</a>, dividido em <a
href="http://www.bpiropo.com.br/tz20000103.htm" class="liexternal">Arrobas: a origem</a> e <a
href="http://www.bpiropo.com.br/tz20000110.htm" class="liexternal">Um Dia, na Catalunha&#8230;</a>), lá vai:</p><blockquote><p>[...]</p><p>O que é uma arroba? Bem, arroba é uma unidade de peso cujo emprego se originou na Espanha e que, em virtude disso, é usada principalmente nos países de língua espanhola e portuguesa. Há exceções, porém: na vizinha França usa-se a &#8220;arobase&#8221; (ou &#8220;arobace&#8221;) e na Índia usou-se uma arroba de 28 arratéis (provavelmente por influência de Portugal, embora nas terras lusitanas a arroba valha 32 arratéis). Uma arroba corresponde à quarta parte de um quintal. Como um quintal tem cem libras espanholas ou 128 arratéis, uma arroba vale 25 libras ou 32 arratéis. A conversão de arroba para quilograma varia de região para região: na Espanha uma arroba vale 11,5 kg, na França 12,78 kg, em Portugal e no Brasil 14,79 kg (geralmente arredondados para 15 kg). Seu nome deriva do fato dela valer a quarta parte de um quintal, pois nos idiomas semitas como o árabe e o hebreu, a raiz &#8220;arb&#8221; significa &#8220;quatro&#8221; (em árabe, &#8220;quatro&#8221; é &#8220;arroub&#8221;). E ela foi criada na época em que a influência da cultura árabe na Península Ibérica era expressiva.</p><p>E quanto ao símbolo &#8220;@&#8221;, que nome recebe nos diversos países?</p><p>Bem, em muitos deles o símbolo ganhou o nome a partir de sua forma – sinal seguro que não teve origem em nenhum deles (faz sentido: o modo mais natural de batizar um símbolo desconhecido é se referir a seu formato, como o nome popular &#8220;tralha&#8221; usado para o símbolo &#8220;#&#8221; cujo nome culto é &#8220;cerquilha&#8221;). Por isso em italiano &#8220;@&#8221; tem o nome de &#8220;chiocciola&#8221; (derivado do latim &#8220;coclea&#8221;) que significa &#8220;caracol&#8221;. E em alguns países assumiu nome de partes de animais com que se parece: rabo de macaco em holandês (&#8220;apestaart&#8221;) e alemão (&#8220;Klammeraffe&#8221;) ou tromba (de elefante) em sueco (&#8220;snabel&#8221;). Já em outros locais toma o nome de um doce ou confeito de formato circular ou espiralado, como uma rosca ou pão doce: na República Tcheca (&#8220;zavinac&#8221;), em Israel (&#8220;shtrudel&#8221;), na França (&#8220;rouleau&#8221;, além de &#8220;arobase&#8221;, mas este último derivado de arroba), na Áustria (&#8220;strudel&#8221;), na Suécia (&#8220;kanelbulle&#8221;, denominação alternativa a &#8220;snabel&#8221;) e, em diversos países da Europa, &#8220;pretzel&#8221;. Mas derivar o nome a partir da forma denota apenas a ignorância da verdadeira origem do símbolo. Um fato significativo, porém, é que na maioria desses países seu nome &#8220;oficial&#8221; é &#8220;em comercial&#8221; (da mesma forma que o do símbolo &#8220;&amp;&#8221; é &#8220;e comercial&#8221;), denotando o mesmo sentido do &#8220;at&#8221; em inglês.</p><p>Mas de onde vem este &#8220;at&#8221;?</p><p>A razão remonta à idade média. Uma época em que os livros eram escritos à mão pelos copistas. Que, com o intuito de simplificar o trabalho, adotavam símbolos para reduzir o numero de letras a serem copiadas. Por exemplo: sempre que havia um &#8220;m&#8221; depois de um &#8220;a&#8221; ou de um &#8220;o&#8221;, substituíam-no por um sinal sinuoso acima da letra, mais fácil e mais rápido de ser escrito – o que deu origem ao til. Também para simplificar, quando tinham que copiar a conjunção &#8220;et&#8221; e a preposição &#8220;ad&#8221;, ambas latinas e que significavam, respectivamente, &#8220;e&#8221; e &#8220;em&#8221;, entrelaçavam as duas letras que as formavam. Assim, &#8220;et&#8221; virou &#8220;&amp;&#8221; e &#8220;ad&#8221; virou &#8220;@&#8221;. Esta foi a gênese do &#8220;@&#8221;.</p><p>[...]</p><p>O assunto morreria aí e os símbolos teriam desaparecido com o advento da imprensa, que prescindia destas simplificações úteis apenas para os amanuenses, não fosse por um detalhe: depois da Renascença, na Europa, ambos passaram a ser usados nos livros contábeis. Particularmente o &#8220;@&#8221;, empregado como ligação entre o número de unidades (no princípio, seja lá de que grandeza) e o preço unitário. Uma entrada como: &#8220;5 @ 2 L&#8221; indicava &#8220;cinco (coisas, seja lá o que fossem) a duas libras cada&#8221;. Esta prática tornou-se comum na Inglaterra onde, durante o século XIX, havia textos sugerindo este emprego do símbolo. Que já era conhecido por &#8220;at&#8221;, a tradução para o inglês de &#8220;em&#8221;, o uso mais comum da preposição latina &#8220;ad&#8221; (que significa ainda &#8220;para&#8221;, &#8220;a&#8221;, &#8220;na direção de&#8221; e &#8220;até). Mais tarde o uso se propagou das ciências contábeis para a área tecnológica e, nos EUA, o símbolo &#8220;@&#8221;, sempre significando &#8220;at&#8221;, é comum em contextos como &#8220;density @ 15ºC&#8221;.</p><p>Estas informações podem ser conseguidas em fontes diversas, portanto tudo indica que são dignas de crédito. Já o que vocês vão ler adiante é fruto exclusivo da consulta a um artigo do Prof. Sales i Porta (<a
href="mailto://sales@lsi.upc.es" class="limailto">sales@lsi.upc.es</a>), mestre de lógica e inteligência artificial na Facultat d&#8217;Informàtica UPC, da Catalunha, Espanha (o texto completo, em catalão, está em &lt;<span
class="removed_link" title="http://www.internauta.net/faqs/msg09710.html">www.internauta.net/faqs/msg09710.html</span>&gt;). Talvez seja mera especulação. Mas faz sentido. E na falta de explicação melhor, fiquei com ela e a divido com vocês.</p><p>Diz mestre Sales i Porta que o uso de &#8220;@&#8221; para representar arroba nasceu na Espanha oitocentista, fruto de uma interpretação errônea das relações de mercadorias descarregadas nos portos da Catalunha, onde a indústria nascente obrigava a copiar os costumes comerciais e os manuais de contabilidade ingleses. Por isso o uso do símbolo &#8220;@&#8221; no contexto citado acima era comum. Segundo ele, em relações de mercadorias onde constava uma entrada como &#8220;50 @ 10 duros&#8221; (&#8220;duro&#8221; é uma moeda), o número 50 podia quantificar qualquer coisa, desde sacos de batata até fardos de algodão. Mas o que aparecia depois do &#8220;@&#8221; era claramente o preço unitário. Nesse contexto, era natural que o símbolo &#8220;@&#8221; passasse a ser interpretado como unidade de peso. E que unidade? Ora, arroba, que era a unidade usual da época. Portanto a entrada era interpretada como &#8220;50 arrobas ao custo de 10 duros cada&#8221;. Diz ele: &#8220;Tenham em conta que os carregamentos comerciais desembarcados nos portos eram, freqüentemente, fardos geralmente de uma arroba cada. A escolha, e a confusão, parecia óbvia&#8221; (talvez haja alguma imprecisão na citação, já que traduzir Catalão não é exatamente a tarefa que desempenho com maior proficiência &#8211; embora o faça com denodo e empenho; para ser franco, confesso que nem ao menos sabia que era capaz de fazê-lo até tentar).</p><p>Segundo mestre Sales i Porta, foi assim que o símbolo &#8220;@&#8221; passou a ser usado para representar a arroba. E, acrescenta ele, já poderia ter caído no esquecimento não fora por sua inclusão no teclado das máquinas de escrever (que surgiram nos EUA justamente no terço final do século XIX) representando o &#8220;em comercial&#8221;, sentido com o qual era correntemente usado nas operações contábeis. Daí a figurar nos teclados dos computadores, que incorporaram os símbolos da mecanografia, foi um pulo.</p><p>Chega então o tempo da Arpanet. Mr. Ray Tomlinson acaba de desenvolver seu programa de correio eletrônico e precisa de um caractere para separar a identificação do usuário do nome do provedor, de preferência indicando que o usuário está &#8220;em&#8221; tal provedor. De repente se depara com o símbolo &#8220;@&#8221;, bem na sua frente, no alto do teclado, significando &#8220;em&#8221;. Se você estivesse no lugar de Mr. Tomlinson, que símbolo escolheria?</p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/a-origem-do-simbolo-arroba/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>5</slash:comments> </item> <item><title>Versões anteriores do Windows</title><link>http://www.jlcarneiro.com/versoes-anteriores-do-windows/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/versoes-anteriores-do-windows/#comments</comments> <pubDate>Mon, 18 Sep 2006 04:13:08 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Tecnologia]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[história]]></category> <category><![CDATA[imagens]]></category> <category><![CDATA[Windows]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://69.89.31.73/~jlcarnei/2006/09/versoes-anteriores-do-windows/</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/galleries/mswindows-thumbnail.png" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="mswindows.png" title="MS-Windows" /></p>Há alguns meses, estava procurando material para preparar uma aula e encontrei vários sites falando sobre as diversas versões do MS-Windows&#174;. Alguns, como o PCmuseum, traziam a história escrita enquanto outros, como o GUIdebook, traziam screenshots! Tive vontade de juntar todas aquelas telas numa seqüência cronológica, mas nunca encontrava tempo. Pois, finalmente, consegui. Algumas observações: [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/galleries/mswindows-thumbnail.png" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="mswindows.png" title="MS-Windows" /></p><p>Há alguns meses, estava procurando material para preparar uma aula e encontrei vários <em>sites</em> falando sobre as diversas versões do MS-Windows<sup>&reg;</sup>. Alguns, como o <a
href="http://members.fortunecity.com/pcmuseum/windows.htm" class="liexternal">PCmuseum</a>, traziam a história escrita enquanto outros, como o <a
href="http://www.guidebookgallery.org/guis/windows" class="liexternal">GUIdebook</a>, traziam <em>screenshots</em>!</p><p><span
id="more-125"></span>Tive vontade de juntar todas aquelas telas numa seqüência cronológica, mas nunca encontrava tempo. Pois, finalmente, consegui. Algumas observações:</p><ul><li>incluí quase todas as versões do Windows que encontrei. Deixei de fora aquelas que são claramente profissionais, como o Windows NT, o Windows 2000 Server, etc.</li><li>incluí duas telas de cada versão: a tela de entrada e uma outra com alguns aplicativos abertos;</li><li>mantive o tamanho de tela da versão mais recente, por isso, as versões mais antigas como o Windows 1.0 ficaram bem pequenas. Preferi assim para ressaltar a evolução gráfica; e</li><li>o Windows Vista ainda é apresentado como &#8220;Longhorn&#8221;, nome-código usado durante o desenvolvimento.</li></ul><p>Como o número de figuras ficou muito grande, grande demais até para uma apresentação de <em>slides</em>, resolvi colocá-las numa animação GIF. Mesmo assim, em tamanho final ficou em torno de 3MiB!</p><p>Em virtude do tamanho, gerei dois arquivos: um com 640&#215;480 <em>pixels</em> e outro com 240&#215;180 <em>pixels</em>. O menor está logo abaixo. Clique nele para ampliá-lo:<br
/><center><a
href="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Media/ms_oses_640x480.gif" rel="thumbnail" class="liimagelink"><img
title="Clique para ampliar" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Media/ms_oses_240x180.gif" alt="ms_oses_240x180" width="240" height="180" /></a></center></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/versoes-anteriores-do-windows/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>12</slash:comments> </item> </channel> </rss>
