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> <channel><title>jlcarneiro.com &#187; competência</title> <atom:link href="http://www.jlcarneiro.com/tag/competencia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.jlcarneiro.com</link> <description>Porque agora todo mundo é &#34;pontocom&#34;</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:11:48 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>Talento: quanto mais, melhor?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/talento-quanto-mais-melhor/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/talento-quanto-mais-melhor/#comments</comments> <pubDate>Thu, 05 Jun 2008 20:35:51 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Administração]]></category> <category><![CDATA[carreira]]></category> <category><![CDATA[competência]]></category> <category><![CDATA[conhecimento]]></category> <category><![CDATA[linkedin]]></category> <category><![CDATA[Max Gehringer]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=300</guid> <description><![CDATA[Recebi um e-mail com um texto de Max Gehringer sobre o costume de exigir qualificações exageradas nos processos de seleção, &#8220;inflacionando&#8221; o mercado sem necessariamente contratar a pessoa mais indicada para o cargo. O texto me lembrou muito um outro, de Rubem Alves, que li no zÉducando, chamado O Canto do Galo. Apesar de ser [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/tatica.jpg" alt="tatica.jpg" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" align="right" width="150" height="200" />Recebi um e-mail com um texto de <a
href="http://www.palestrantes.org/palestrante.asp?id=13" class="liexternal">Max Gehringer</a> sobre o costume de exigir qualificações exageradas nos processos de seleção, &#8220;inflacionando&#8221; o mercado sem necessariamente contratar a pessoa mais indicada para o cargo.</p><p>O texto me lembrou muito um outro, de <a
href="http://www.releituras.com/rubemalves_bio.asp" class="liexternal">Rubem Alves</a>, que li no <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/" class="liexternal">zÉducando</a>, chamado <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/2007/11/24/o-canto-do-galo-por-rubem-alves/" class="liexternal">O Canto do Galo</a>. Apesar de ser voltado para a área acadêmica, passa ensinamentos parecidos e <em>definitivamente</em> vale a pena ser lido.</p><p>Voltando ao texto de hoje, encontrei-o no <span
class="removed_link" title="http://portalexame.abril.com.br/carreira/m0049914.html">Portal Exame</span> e estava inclusive mais completo!</p><p><span
id="more-300"></span></p><blockquote><p><span
class="title">Talento em excesso</span> <span
class="author">por Max Gehringer</span></p><p><strong>As múltiplas habilidades da mulher que copiava</strong></p><p>Há 30 anos, talvez um pouquinho mais, o Santos Futebol Clube tinha aquele timaço acima de qualquer suspeita &#8212; seu currículo de conquistas já era tão extenso que nem caberia nesta página. Apesar disso, o apetite da equipe por vitórias continuava o mesmo, e lá estava o Santos na reta final para vencer mais um campeonato. Então, numa daquelas partidas contra um time sem expressão, em que o Santos sempre se empanturrava de fazer gols, a máquina emperra. O tempo vai passando, passando, e o placar teima em não sair do zero.</p><p>Aquele pontinho perdido poderia ser desastroso, e Lula, o técnico do Santos, ia ficando cada vez mais aflito. Até que, faltando 15 minutos para o fim do jogo, ele cansa de esperar que seus craques resolvam a situação por conta própria e decide tomar uma providência gerencial. Olha para o banco de reservas e chama o atacante Pitico.</p><p>&#8211; Pitico, vem cá. É o seguinte. O Pelé ficou muito isolado ali na frente. Vai lá e encosta nele, para a gente ter mais opção de ataque.</p><p>&#8211; Falou, seu Lula.</p><p>&#8211; Além disso, nosso meio-de-campo está no maior bagaço. Você volta um pouquinho quando a gente estiver com a bola, para ajudar na armação.</p><p>&#8211; Certinho, seu Lula.</p><p>&#8211; Só mais uma coisa. O ponta-esquerda deles já matou o Carlos Alberto de tanto correr. Quando eles saírem jogando, você cai ali pela direita e fecha o espaço. Alguma dúvida?</p><p>&#8211; Só uma, seu Lula. Se o senhor acha que eu sou mesmo capaz de fazer tudo isso, por que é que eu ganho só três salários mínimos por mês?</p><p>Eu me lembrei dessa história na semana passada, quando vi um anúncio de emprego. A vaga era de gestor de atendimento interno, nome que agora se dá à seção de serviços gerais. E a empresa contratante exigia que os eventuais interessados possuíssem &#8212; sem contar a formação superior &#8212; liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e, não bastasse tudo isso, ainda fossem <em>hands on</em>. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía mesmo essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.</p><p>Não que esse fosse algum exemplo absolutamente fora da realidade. Pelo contrário, ele é quase o paradigma dos anúncios de emprego atuais. A abundância de candidatos está permitindo que as empresas levantem, cada vez mais, a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido. E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da superqualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico&#8230; Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, gerente da contabilidade.</p><p>&#8211; Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.</p><p>&#8211; <em>In a hurry</em>!</p><p>&#8211; Saúde.</p><p>&#8211; Não, isso quer dizer &#8220;bem rapidinho&#8221;. É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?</p><p>&#8211; E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?</p><p>&#8211; O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.</p><p>&#8211; Não, não. Cópias normais mesmo.</p><p>&#8211; Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.</p><p>&#8211; Fabiana, desse jeito não vai dar!</p><p>&#8211; E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.</p><p>&#8211; Como assim?</p><p>&#8211; É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.</p><p>&#8211; Olha, neste momento, eu só preciso das três có&#8230;</p><p>&#8211; Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro&#8230;</p><p>&#8211; Futuro? Que futuro?</p><p>&#8211; É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.</p><p>&#8211; Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!</p><p>&#8211; Sei. Mas o senhor é <em>hands on</em>?</p><p>&#8211; Hã?</p><p>&#8211; <em>Hands on</em>. Mão na massa.</p><p>&#8211; Claro que sou!</p><p>&#8211; Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.</p><p>Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções. Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas. E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.</p><p>Alguém ponderará &#8212; com justa razão &#8212; que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores. Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado que chegasse de repente confundiria nossa salinha do café com o auditório da Fundação Alfred Nobel.</p><p>Até que um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas. E, no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha noções de informática e possuía energia e criatividade. Sem mencionar que estava fazendo pós-graduação. Só que não sabia nem abrir o capô.</p><p>Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava &#8220;nóis vai&#8221; e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida. Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as empresas modernas torcem o nariz, uma espécie de pitico contemporâneo. O que é capaz de resolver, mas não de impressionar.</p></blockquote><p>Não pretendo, ao publicar esse texto, dizer que não se deve exigir dos candidatos!</p><p>Penso que as empresas devem sempre procurar os melhores recursos disponíveis, mas uma coisa é exigir capacidade para execução de uma função, outra bem diferente é exigir por exigir, apenas porque há mais candidatos do que vagas. Os concursos atualmente, por exemplo, são voltados mais para eliminar o excesso de candidatos do que para selecionar os melhores funcionários/servidores&#8230;</p><p>O <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/2007/11/24/o-canto-do-galo-por-rubem-alves/" class="liexternal">texto de Rubem Alves</a> mostra algo semelhante na área acadêmica onde, às vezes, o ensino impressiona menos do que deveria&#8230;</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/talento-quanto-mais-melhor/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Mensagem a Garcia</title><link>http://www.jlcarneiro.com/mensagem-a-garcia/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/mensagem-a-garcia/#comments</comments> <pubDate>Mon, 21 Apr 2008 22:13:00 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[carreira]]></category> <category><![CDATA[competência]]></category> <category><![CDATA[linkedin]]></category> <category><![CDATA[mensagens]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=286</guid> <description><![CDATA[Época da Declaração do Imposto de Renda, sabe como é&#8230; Revirando uns papéis velhos, encontrei um texto (ainda datilografado!) que li no primeiro semestre de faculdade, na aula de Administração, com professor Joselito Viana (um forte abraço, professor!). Alguns podem dizer que é um texto muito capitalista ou que defende o modo de vida norte-americano. [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Época da <a
href="http://www.receita.fazenda.gov.br/principal/Declaracoes/declaraIRPF.htm" class="liexternal">Declaração do Imposto de Renda</a>, sabe como é&#8230; Revirando uns papéis velhos, encontrei um texto (ainda datilografado!) que li no <em>primeiro semestre</em> de faculdade, na aula de Administração, com professor <a
href="http://lattes.cnpq.br/2700748490184738" class="liexternal">Joselito Viana</a> (um forte abraço, professor!).</p><p>Alguns podem dizer que é um texto <q>muito capitalista</q> ou que <q>defende o modo de vida norte-americano</q>. Prefiro pensar que exalta a dedicação e o comprometimento. Seja como for, é um dos textos mais publicados no mundo: apenas nos primeiros 10 anos, teve mais de 40 milhões de cópias espalhadas pelos quatro cantos do mundo!</p><p>Também é interessante ver a explicação do autor para o surgimento do texto e a curiosa seqüência de eventos responsável pelo seu grande sucesso.</p><p><span
id="more-286"></span></p><blockquote><p><img
style="margin-left: 10px;" title="Elbert Hubbard" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/elbert_hubbard.jpg" alt="elbert_hubbard.jpg" width="150" height="200" align="right" />Esta insignificância literária, <strong>Uma Mensagem a Garcia</strong>, escrevi-a uma noite, depois do jantar, em uma hora. Foi a 22 de fevereiro de 1899, aniversário natalício de Washington, e o número de março da nossa revista <strong>Philistine</strong> estava prestes a entrar no prelo. Encontrava-me com disposição de escrever, e o artigo brotou espontâneo do meu coração, redigido, como foi, depois de um dia afanoso, durante o qual tinha procurado convencer alguns moradores um tanto renitentes do lugar, que deviam sair do estado comatoso em que se compraziam, esforçando-se por incutir-lhes radioatividade.</p><p>A idéia original, entretanto, veio-me de um pequeno argumento ventilado pelo meu filho Bert, ao tomarmos café, quando ele procurou sustentar ter sido Rowan o verdadeiro herói da Guerra de Cuba. Rowan pôs-se a caminho só e deu conta do recado &#8211; levou a mensagem a Garcia. Qual centelha luminosa, a idéia assenhoreou-se de minha mente. É verdade, disse comigo mesmo, o rapaz tem toda a razão, o herói é aquele que dá conta do recado – que leva a mensagem a Garcia.</p><p>Levantei-me da mesa e escrevi <strong>Uma mensagem a Garcia</strong> de uma assentada. Entretanto liguei tão pouca importância a este artigo, que até foi publicado na Revista sem qualquer título. Pouco depois da edição ter saído do prelo, começaram a afluir pedidos para exemplares adicionais do número de Março da <strong>Philistine</strong>: uma dúzia, cinqüenta, cem, e quando a American News Company encomendou mais mil exemplares, perguntei a um dos meus empregados qual o artigo que havia levantado o pó cósmico.</p><p><q>Esse de Garcia</q>, retrucou-me ele.</p><p>No dia seguinte chegou um telegrama de George H. Daniels, da Estrada de Ferro Central de Nova York, dizendo: <q>Indique preço para cem mil exemplares artigo Rowan, sob forma folheto, com anúncios estrada de ferro no verso. Diga também até quando pode fazer entrega</q>.</p><p>Respondi indicando o preço, e acrescentando que podia entregar os folhetos dali a dois anos. Dispúnhamos de facilidades restritas e cem mil folhetos afiguravam-se-nos um empreendimento de monta.</p><p>O resultado foi que autorizei o Sr. Daniels a reproduzir o artigo conforme lhe aprouvesse. Fê-lo então em forma de folhetos, e distribuiu-os em tal profusão que, duas ou três edições de meio milhão se esgotaram rapidamente. Além disso, foi o artigo reproduzido em mais de duzentas revistas e jornais. Tem sido traduzido, por assim dizer, em todas as línguas faladas.</p><p>Aconteceu que, justamente quando o Sr. Daniels estava fazendo a distribuição da Mensagem a Garcia, o Príncipe Hilakoff, Diretor das Estradas de Ferro Russas, se encontrava neste país. Era hóspede da Estrada de Ferro Central de Nova York, percorrendo todo o país acompanhando o Sr. Daniels. O príncipe viu o folheto, que o interessou, mais pelo fato de ser o próprio Sr. Daniels quem o estava distribuindo em tão grande quantidade, que propriamente por qualquer outro motivo.</p><p>Como quer que seja, quando o príncipe regressou à sua Pátria mandou traduzir o folheto para o russo e entregar um exemplar a cada empregado de estrada de ferro na Rússia. O breve trecho foi imitado por outros países; da Rússia o artigo passou para a Alemanha, França, Turquia, Hindustão e China. Durante a guerra entre Rússia e o Japão, foi entregue um exemplar da <strong>Mensagem a Garcia</strong> a cada soldado russo que se destinava ao <em>front</em>.</p><p>Os japoneses, ao encontrar os livrinhos em poder dos prisioneiros russos, chegaram à conclusão que havia de ser coisa boa, e não tardaram em vertê-lo para o japonês. Por ordem do Mikado foi distribuído um exemplar a cada empregado, civil ou militar do Governo Japonês.</p><p>Para cima de quarenta milhões de exemplares de <strong>Uma Mensagem a Garcia</strong> têm sido impressos, o que é sem dúvida a maior circulação jamais atingida por qualquer trabalho literário durante a vida do autor, graças a uma série de circunstâncias felizes.</p><p
style="text-align: right;">East Aurora, 1º de dezembro de 1913.<br
/> Elbert Hubbard</p></blockquote><p>Agora, o texto propriamente dito:</p><blockquote><p><span
class="title">Uma Mensagem a Garcia</span><br
/> <span
class="author">por Elbert Hubbard</span></p><p><img
style="margin-right: 10px; margin-bottom: 5px;" title="Presidente William McKinley" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/william_mackinley.jpg" alt="william_mackinley.jpg" width="150" height="200" align="left" />Em todo este caso cubano, um homem se destaca no horizonte de minha memória como o planeta Marte no seu periélio. Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava a estes era comunicar-se rapidamente com o chefe dos insurretos, Garcia, que se sabia encontrar-se em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse precisar exatamente onde. Era impossível comunicar-se com ele pelo correio ou pelo telégrafo. No entanto, o Presidente tinha que tratar de assegurar-se da sua colaboração, e isto o quanto antes. Que fazer?</p><p>Alguém lembrou ao Presidente: <q>Há um homem chamado Rowan; e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan</q>.</p><p>Rowan foi trazido à presença do Presidente, que lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. De como este homem, Rowan, tomou a carta, meteu-a num invólucro impermeável, amarrou-a sobre o peito, e, após quatro dias, saltou, de um barco sem coberta, alta noite, nas costas de Cuba; de como se embrenhou no sertão, para depois de três semanas, surgir do outro . lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e entregando a carta a Garcia &#8211; são cousas que não vêm ao caso narrar aqui pormenorizadamente. O ponto que desejo frisar é este: Mac Kinley deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia; Rowan pegou da carta e nem sequer perguntou: <q>Onde é que ele está?</q></p><p>Hosana! Eis aí um homem cujo busto merecia ser fundido em bronze imarcescível e sua estátua colocada em cada escola do país. Não é de sabedoria livresca que a juventude precisa, nem instrução sobre isto ou aquilo. Precisa, sim, de um endurecimento das vértebras, para poder mostrar-se altivo no exercício de um cargo; para atuar com diligência, para dar conta do recado; para, em suma, levar uma mensagem a Garcia.</p><p>O General Garcia já não é deste mundo, mas há outros Garcias. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante uma empresa, em que a ajuda de muitos se torne precisa, têm sido poupados momentos de verdadeiro desespero ante a imbecilidade de grande número de homens, ante a inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada cousa e fazê-la.</p><p>Assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho mal feito parecem ser a regra geral. Nenhum homem pode ser verdadeiramente bem sucedido, salvo se lançar mão de todos os meios ao seu alcance, quer da força, quer do suborno, para obrigar outros homens a ajudá-lo, a não ser que Deus Onipotente, na sua grande misericórdia, faça um milagre enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz.</p><p>Leitor amigo, tu mesmo podes tirar a prova. Estás sentado no teu escritório, rodeado de meia dúzia de empregados. Pois bem, chama um deles e pede-lhe: <q>Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e de me fazer uma descrição sucinta da vida de Corrégio</q>.</p><p>Dar-se-á o caso do empregado dizer calmamente: <q>Sim, senhor</q> e executar o que se lhe pediu?</p><p>Nada disso! Olhar-te-á perplexo e de soslaio para fazer uma ou mais das seguintes perguntas:</p><ul><li>Quem é ele?</li><li>Que enciclopédia?</li><li>Onde é que está a enciclopédia?</li><li>Fui eu acaso contratado para fazer isso ?</li><li>Não quer dizer Bismark?</li><li>E se Carlos o fizesse?</li><li>Já morreu?</li><li>Precisa disso com urgência?</li><li>Não será melhor que eu traga o livro para que o senhor mesmo procure o que quer?</li><li>Para que quer saber isso ?</li></ul><p>E aposto dez contra um que, depois de haveres respondido a tais perguntas, e explicado a maneira de procurar os dados pedidos e a razão por que deles precisas, teu empregado irá pedir a um companheiro que o ajude a encontrar Garcia, e, depois voltará para te dizer que tal homem não existe.</p><p>Evidentemente, pode ser que eu perca a aposta; mas, segundo a lei das médias, jogo na certa. Ora, se fores prudente, não te darás ao trabalho de explicar ao teu &#8220;ajudante&#8221; que Corrégio se escreve com &#8220;C&#8221; e não com &#8220;K&#8221;, mas limitar-te-ás a dizer meigamente, esboçando o melhor sorriso: <q>Não faz mal; não se incomode</q>, e, dito isto, levantar-te-ás e procurarás tu mesmo. E esta incapacidade de atuar independentemente, esta inépcia moral, esta invalidez da vontade, esta atrofia de disposição de solicitamente se pôr em campo e agir &#8211; são as coisas que recuam para um futuro tão remoto o advento do socialismo puro.</p><p>Se os homens não tomam a iniciativa de agir em seu próprio proveito, que farão quando o resultado do seu esforço redundar em benefício de todos? Por enquanto parece que os homens ainda precisam de ser feitorados. O que mantém muito empregado no seu posto e o faz trabalhar é o medo de se não o fizer, ser despedido no, fim do mês. Anuncia precisar de um taquígrafo, e nove entre dez candidatos à vaga não saberão ortografar nem pontuar e, o que é mais, pensam que não é necessário sabê-lo.</p><p>Poderá uma pessoa destas escrever uma carta a Garcia?</p><p><q>Vê aquele guarda-livros</q>, dizia-me o chefe de uma grande, fábrica.<br
/> <q>Sim, que tem?</q><br
/> <q>É um excelente guarda-livros. Contudo, se eu o mandasse, fazer um recado, talvez se desobrigasse da incumbência a contento, mas também podia muito bem ser que no caminho entrasse em duas ou três casas de bebidas, e que, quando chegasse ao seu destino, já não se recordasse da incumbência que lhe fora dada.</q></p><p>Será possível confiar-se a um tal homem uma carta para entregá-la a Garcia?</p><p>Ultimamente temos ouvido muitas expressões sentimentais externando simpatia para com os pobres entes que mourejam de sol a sol, para com os infelizes desempregados à cata do trabalho honesto, e tudo isto, quase sempre, entremeado de muita palavra dura para com os homens que estão no poder.</p><p>Nada se diz do patrão que envelhece antes do tempo, num baldado esforço para induzir eternos desgostosos e descontentes a trabalhar conscienciosamente; nada se diz de sua longa e paciente procura de pessoal, que, no entanto, muitas vezes nada mais faz do que &#8220;matar o tempo&#8221;, logo que ele volta as costas.</p><p>Não há empresa que não esteja despedindo pessoal que se mostre incapaz de zelar pelos seus interesses, a fim de substituí-lo por outro mais apto. E este processo de seleção por eliminação está se operando incessantemente, em tempos adversos, com a única diferença que, quando os tempos são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais escrupulosamente, pondo-se fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis. É a lei da sobrevivência do mais apto. Cada patrão, no seu próprio interesse, trata somente de guardar os melhores &#8212; aqueles que podem levar uma mensagem a Garcia.</p><p>Conheço um homem de aptidões realmente brilhantes, mas sem a fibra precisa para gerir um negócio próprio e que ademais se torna completamente inútil para qualquer outra pessoa, devido à suspeita insana que constantemente abriga de que seu patrão o esteja oprimindo ou tencione oprimi-lo. Sem poder mandar, não tolera que alguém o mande. Se lhe fosse confiada uma mensagem a Garcia, retrucaria provavelmente: <q>Leve-a você mesmo</q>.</p><p>Hoje este homem perambula errante pelas ruas em busca de trabalho, em quase petição de miséria. No entanto, ninguém que o conheça se aventura a dar-lhe trabalho porque é a personificação do descontentamento e do espírito de réplica. Refratário a qualquer conselho ou admoestação, a única cousa capaz de nele produzir algum efeito seria um bom pontapé dado com a ponta de uma bota de número 42, sola grossa e bico largo.</p><p>Sei, não resta dúvida, que um indivíduo moralmente aleijado como este, não é menos digno de compaixão que um fisicamente aleijado. Entretanto, nesta demonstração de compaixão, vertamos também uma lágrima pelos homens que se esforçam por levar avante uma grande empresa, cujas horas de trabalho não estão limitadas pelo som do apito e cujos cabelos ficam prematuramente encanecidos na incessante luta em que estão empenhados contra a indiferença desdenhosa, contra a imbecilidade crassa e a ingratidão atroz, justamente daqueles que, sem o seu espírito empreendedor, andariam famintos e sem lar.</p><p>Dar-se-á o caso de eu ter pintado a situação em cores demasiado carregadas? Pode ser que sim; mas, quando todo mundo se apraz em divagações quero lançar uma palavra de simpatia ao homem que imprime êxito a um empreendimento, ao homem que, a despeito de uma porção de empecilhos, sabe dirigir e coordenar os esforços de outros e que, após o triunfo, talvez verifique que nada ganhou; nada, salvo a sua mera subsistência.</p><p>Também eu carreguei marmitas e trabalhei como jornaleiro, como, também tenho sido patrão. Sei portanto, que alguma cousa se pode dizer de ambos os lados.</p><p>Não há excelência na pobreza de per si; farrapos não servem de recomendação. Nem todos os patrões são gananciosos e tiranos, da mesma forma que nem todos os pobres são virtuosos.</p><p><img
style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" title="Major-general Calixto García Iñiguez" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/calixto_garcia.jpg" alt="calixto_garcia.jpg" width="150" height="200" align="right" />Todas as minhas simpatias pertencem ao homem que trabalha conscienciosamente, quer o patrão esteja, quer não. E o homem que, ao lhe ser confiada uma carta para Garcia, tranqüilamente toma a missiva, sem fazer perguntas idiotas, e sem a intenção oculta de jogá-la na primeira sarjeta que encontrar, ou praticar qualquer outro feito que não seja entregá-la ao destinatário, esse homem nunca, fica &#8220;encostado&#8221; nem tem que se declarar em greve para, forçar um aumento de ordenado.</p><p>A civilização busca ansiosa, insistentemente, homem nestas condições. Tudo que um tal homem pedir, ser-lhe-á de conceder. Precisa-se dele em cada cidade, em cada vila, em cada lugarejo, em cada escritório, em cada oficina, em cada loja, fábrica ou venda. O grito do mundo inteiro praticamente se resume nisso:</p><p><strong>Precisa-se, e precisa-se com urgência, de um homem capaz de levar uma mensagem a Garcia.</strong></p><p
style="text-align: right;">Elbert Hubbard</p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/mensagem-a-garcia/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Só no palitinho&#8230;</title><link>http://www.jlcarneiro.com/so-no-palitinho/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/so-no-palitinho/#comments</comments> <pubDate>Wed, 12 Mar 2008 06:15:32 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Administração]]></category> <category><![CDATA[competência]]></category> <category><![CDATA[curiosidades]]></category> <category><![CDATA[marketing]]></category> <category><![CDATA[revistas]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/2008/03/so-no-palitinho/</guid> <description><![CDATA[A Superinteressante de março de 2008 conta um pouco da história de Charles Forster, o &#8220;inventor&#8221; dos palitos de dente, uma bem-sucedida campanha de marketing! Como fiquei curioso, procurei mais detalhes na internet e encontrei uma matéria parecida (e um pouco mais completa) na Slate de 31 de outubro de 2007&#8230; De qualquer forma, segue [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/toothpicks.jpg" alt="toothpicks.jpg" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px" align="right" height="150" width="175" />A <a
href="http://super.abril.com.br/revista/sumario-edicao-250.shtml" class="liexternal">Superinteressante de março de 2008</a> conta um pouco da história de Charles Forster, o &#8220;inventor&#8221; dos palitos de dente, uma bem-sucedida campanha de marketing!</p><p>Como fiquei curioso, procurei mais detalhes na internet e encontrei uma matéria parecida (e um pouco mais completa) na <a
href="http://www.slate.com/id/2177109/" class="liexternal">Slate de 31 de outubro de 2007</a>&#8230; <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Blushing.png' alt=':oops:' class='wp-smiley' /></p><p>De qualquer forma, segue a matéria da Superinteressante e alguns trechos interessantes da matéria da <a
href="http://www.slate.com/" class="liexternal">Slate</a>:</p><p><span
id="more-280"></span></p><blockquote><p><span
class="title">O Pai do palito de dentes (e da necessidade de usá-lo)</span><br
/> <span
class="author">Por Ayrton Mugnaini Jr.</span></p><p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/covers/superinteressante_2008_03.jpg" alt="superinteressante_2008_03.jpg" title="Ed. 250 - março/2008" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px" align="right" height="185" width="141" />Um dos mantras do capitalismo é &#8216;criar dificuldades para vender facilidades&#8217;. Nem sempre é fácil. Pegue-se, por exemplo, a necessidade de manter os dentes livres de sujeira, fiapos e outros resíduos nojentos. Para resolver esse problema prosaico, a humanidade passou a maior parte de sua história se virando com gravetos, espinhos, ossos e lascas de bambu. Diante da oferta de gêneros tão variados &#8211; muitos até gratuitos -, como alguém nos convenceu de que precisávamos comprar um apetrecho específico para a higiene bucal?</p><p>A resposta: com propaganda em quantidade e qualidade. Abusando desse ingrediente, o americano Charles Forster tornou-se o primeiro fabricante de palitos de dentes em escala mundial. Durante uma viagem a Pernambuco [...], ele ficou fascinado pelos belos dentes das brasileiras. O segredo é que elas faziam a higiene bucal usando palitos de salgueiro, uma árvore de galhos longos e finos (escovas de dentes já existiam, mas seu uso ainda era muito recente e pouco divulgado).</p><p>Percebendo que poderia monopolizar um mercado que nem existia, Forster contratou um inventor para criar uma máquina que produzisse lascas de madeira uniformes. Em 1870, sua fábrica já produzia palitos bons e baratos, a uma quantidade superior a 1 milhão por dia. Faltava vender aquela tralha toda. Sua tática foi tão engenhosa quanto simples: contratou rapazes e garotas estudantes da Universidade de Harvard para irem comer no restaurante mais descolado de Boston, o Union Oyster House e, em seguida, pedir em voz alta: &#8216;Por favor, palitos! Não tem? Mas como?&#8217; Depois de alguns dias, bela coincidência, Forster entraria no lugar oferecendo sua mercadoria. O cara não parava por aí: quando vendia um lote de palitos, o negociante mandava pessoas ir comprá-los. E aí, os revendia novamente, aumentando ao mesmo tempo a oferta e a procura.</p><p>Daí para o sucesso, com o perdão do trocadilho, foi dois palitos. Os produtos de Forster garantiram lugar em bares e restaurantes e fizeram dele um milionário. Depois de sua morte, em 1901, seu filho Maurice tomou as rédeas do negócio de palitos e mostrou-se tão habilidoso quanto o pai, chegando a comprar todo o estoque de alguns concorrentes. A empresa seguiu independente até 1992, quando se rendeu à onda de fusões e passou pelas mãos de diversos donos. Hoje, os palitos Forster pertencem ao conglomerado americano Jarden, mas não são mais feitos na velha fábrica no estado de Maine. Na caixinha atual, lê-se um <em>made in China</em>, escrito em letras miúdas.</p></blockquote><p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/toothpick_gentlemen.jpg" alt="toothpick_gentlemen.jpg" title="Jovens cavalheiros mastigando palitos em público" style="margin-right: 10px" align="left" height="150" width="205" />Forster teve mais uma aliada: a moda.</p><p>Mastigar um palito em frente a um hotel de luxo sugeria que a pessoa havia comido naquele estabelecimento, mesmo que isso não fosse verdade. Por volta de 1870, <q>mastigar palitos em público tornou-se moda entre homens bem sucedidos e, pouco depois, as jovens começaram a adotar a mesma prática</q>. Ironicamente, hoje isso seria tomado como falta de educação na maioria dos lugares&#8230; <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Uncertain_2.png' alt=':roll:' class='wp-smiley' /></p><p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/cotton_swabs.jpg" alt="cotton_swabs.jpg" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px" align="right" height="150" width="175" />A <a
href="http://www.slate.com/articles/business_and_tech/design/2007/10/stick_figure.html" class="liexternal">Slate lista outros usos dos palitos de dentes</a> como: espetar cubos de queijo, azeitonas e outros tira-gostos, ou provar o ponto de bolos e assados em geral, costume tão arraigado que que levou os palitos a serem expostos mais próximos das massas de bolos do que das escovas de dente e fios dentais&#8230; <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Smiling.png' alt=':smile:' class='wp-smiley' /></p><p>A matéria conclui lembrando que novos usos encontrados pelos consumidores podem inclusive dar origem a produtos completamente novos: como os cotonetes, inicialmente, palitos com chumaços de algodão enrolados nas pontas&#8230; <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Creepy.png' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' /></p><p><small><strong>Atualização</strong>: alterei a expressão &#8220;extremamente parecida&#8221; que usei ao citar a Superinteressante, por ter ficado com uma conotação inadequada.</small></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/so-no-palitinho/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>7</slash:comments> </item> <item><title>Dado, informação, conhecimento e competência</title><link>http://www.jlcarneiro.com/dado-informacao-conhecimento-e-competencia/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/dado-informacao-conhecimento-e-competencia/#comments</comments> <pubDate>Thu, 06 Mar 2008 02:40:47 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Administração]]></category> <category><![CDATA[artigos]]></category> <category><![CDATA[competência]]></category> <category><![CDATA[conhecimento]]></category> <category><![CDATA[dados]]></category> <category><![CDATA[downloads]]></category> <category><![CDATA[informação]]></category> <category><![CDATA[material didático]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/2008/03/dado-informacao-conhecimento-e-competencia/</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/conhecimento-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="conhecimento.jpg" title="Alguns caminhos para o conhecimento" /></p>Ao realizar um trabalho para uma empresa de engenharia, o professor Valdemar W. Setzer observou uma certa confusão com o conceito de competência entre profissionais de informática. Ao definir esses conceitos, o professor fez algumas reflexões sobre o assunto, dando origem a um artigo muito interessante. O professor Setzer publicou ainda, no jornal Folha Educação, [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/conhecimento-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="conhecimento.jpg" title="Alguns caminhos para o conhecimento" /></p><p>Ao realizar um trabalho para uma empresa de engenharia, o professor <a
href="http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/" class="liexternal">Valdemar W. Setzer</a> observou uma certa confusão com o conceito de competência entre profissionais de informática. Ao definir esses conceitos, o professor fez algumas reflexões sobre o assunto, dando origem a <a
href="http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/dado-info.html" class="liexternal">um artigo muito interessante</a>.</p><p>O professor Setzer publicou ainda, no jornal Folha Educação, uma <a
href="http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/dado-info-Folha.html" class="liexternal">versão resumida do artigo</a>, voltada para definições e reflexões sobre dado, informação, conhecimento e competência, conceitos importantes para o profissional de OSM hoje. Assim, como exercício pontuado, os alunos de OSM devem fazer, <em>em equipe</em>, uma análise desse artigo.</p><p>Segue uma reprodução do mesmo artigo, armazenada localmente, para qualquer eventualidade:</p><p><a
href="http://www.jlcarneiro.com/downloads/setzer_2004.pdf" title="1243 acessos" class="lipdf">Dado, informação, conhecimento e competência</a> (106.84 kB).</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/dado-informacao-conhecimento-e-competencia/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>A importância da educação doméstica</title><link>http://www.jlcarneiro.com/a-importancia-da-educacao-domestica/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/a-importancia-da-educacao-domestica/#comments</comments> <pubDate>Sat, 08 Sep 2007 17:50:19 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[competência]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/2007/09/a-importancia-da-educacao-domestica/</guid> <description><![CDATA[Fui aconselhado a ler uma reportagem na revista Cláudia deste mês: &#8220;As 10 competências que seu filho precisa aprender&#8221;. A idéia geral é que, apesar da importância da educação formal, características como flexibilidade, convivência, ética, maturidade e comunicação são fundamentais mas não podem ser ensinadas na escola: a família deve ser responsável por elas. Como [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/covers/claudia_552.jpg" alt="claudia_552" title="Edição 552 (setembro/2007)" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" align="right" width="73" height="96" />Fui aconselhado a ler uma reportagem na revista Cláudia deste mês: <a
href="http://claudia.abril.com.br/materia/as-10-competencias-que-seu-filho-precisa-aprender-2519/" class="liexternal">&#8220;As 10 competências que seu filho precisa aprender&#8221;</a>.</p><p>A idéia geral é que, apesar da importância da educação formal, características como flexibilidade, convivência, ética, maturidade e comunicação são fundamentais mas não podem ser ensinadas na escola: a <em>família</em> deve ser responsável por elas.</p><p>Como garante o <em>headhunter</em> Luiz Carlos Cabrera, professor de gestão de pessoas da Fundação Getulio Vargas, em São Paulo: <q>Os grandes diferenciais hoje, atitude e caráter, são desenvolvidos desde a primeira infância. A escola pode até ajudar, mas a família é determinante</q>.</p><p>Outros pontos que achei interessantes:<br
/> <span
id="more-258"></span></p><h3>Flexibilidade e adaptabilidade</h3><blockquote><p>&#8216;O hábito da leitura é básico em um mundo que exige formação continuada&#8217;, aconselha Leo Fraiman [psicoterapeuta da Teenager Assessoria Profissional, em São Paulo]. Os livros ensinam a pensar, imaginar, criar, analisar o mundo e as pessoas. &#8216;Por isso, vale a pena estimular seu filho a ler, mas também é ótimo compartilhar os livros e conversar interessadamente sobre o que ele está lendo.&#8217;</p></blockquote><h3>Sobre convivência social</h3><blockquote><p>Estabeleça limites claros e exija que seu filho os cumpra. Mostre a importância de respeitar regras, como horários e uso do uniforme escolar. Ensine-o a perceber os códigos sociais de cada situação &#8211; como adotar postura e roupa adequada ao ambiente &#8211; e a desenvolver empatia pelas necessidades e valores das outras pessoas.</p></blockquote><h3>O valor da ética</h3><blockquote><p>Valores claros dentro de casa contribuem para consolidar atitudes éticas. &#8216;Pais que não respeitam semáforo, jogam lixo pela janela do carro e desperdiçam água e energia não podem esperar que o filho tenha condutas corretas&#8217;, alerta Tania. &#8216;Os exemplos começam em casa.&#8217; Outra boa medida é discutir em família fatos cotidianos que coloquem aspectos éticos em xeque, como os recentes casos de corrupção.</p></blockquote><h3>Conseqüências das escolhas</h3><blockquote><p>Convide seu filho a participar de decisões em família e a avaliar com você os aspectos bons e desfavoráveis de cada alternativa. Da escolha do restaurante no domingo à roupa adequada a um evento, estimule- o a selecionar o que acha mais razoável e explique que nem sempre se pode ter ou fazer o que se deseja.</p></blockquote><h3>Dicas para desenvolver maturidade</h3><blockquote><p>Encarregue seu filho de ajudar nas tarefas domésticas e cobre-o por elas. Diante de pedidos fúteis, procure deixar clara a diferença entre &#8216;querer&#8217; e &#8216;precisar&#8217;. Exigir que peça desculpas quando pisar na bola pode soar artificial, mas é importante para que ele tome consciência das possíveis conseqüências dos seus atos.</p></blockquote><h3>Desenvolvimento da capacidade de comunicação</h3><blockquote><p>Observe a maneira como seu filho se expressa. Analise se ele usa muitas gírias e se consegue estabelecer uma linha de raciocínio lógica. Estimule a discussão sobre temas polêmicos e, principalmente, converse muito a respeito dos mais variados assuntos.</p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/a-importancia-da-educacao-domestica/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> </channel> </rss>
