Contra a força…

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Continuando a reflexão proposta no começo do mês (e a sequência de textos de antigos livros didáticos de Língua Portuguesa), trago uma clássica fábula, recontada por Monteiro Lobato.

Esta é uma das fábulas de Esopo, escritor grego que viveu no século VI A.C. e teve um conjunto de textos reunidos e atribuídos a ele por Demétrius, em 325 A.C.

Desde então, as fábulas tornaram-se clássicos da cultura ocidental e tiveram centenas de versões, devidamente atualizadas, demonstrando a universalidade das lições neles contidas:

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Bom ou mau?

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Hoje eu estava conversando com um colega do trabalho sobre as surpresas que a vida nos reserva: o que temíamos às vezes traz benefícios, enquanto o que desejávamos às vezes traz apenas problemas.

Falamos sobre a parábola de um sábio que avaliava os lados positivo e negativo de cada coisa que acontecia em sua vida e terminei me lembrando que já havia visto algo assim antes…

Pesquisando um pouco, encontrei o texto abaixo, que vi pela primeira vez ainda criança em um livro de Português:

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Afinal, para que serve a Páscoa?

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Como acontece quase todo ano, nesta Semana Santa recebi o texto abaixo.

Só que este ano, por alguma razão, deixei um pouco o humor de lado (o texto é hilário!) e parei para pensar um pouco sobre como a Páscoa vem sendo “sequestrada” pelo comércio, ano após ano…

(o que, diga-se de passagem, também ocorre com outras datas comemorativas, como o Dia das Mães e o Dia dos Pais, por exemplo.)

Por isso, convido-o a ler o texto a seguir, colocando-se no lugar no menino, que não consegue conciliar o que sabe da festa com o que vê na realidade…

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Um eterno recomeçar…

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Em 2006, publiquei, como uma mensagem de Ano-novo, um pequeno texto de Carlos Drummond de Andrade.

Para comemorar estes dez anos (já?), hoje eu publico um pequeno, mas igualmente profundo, excerto de Mário Quintana:

O bom das segundas-feiras, do primeiro de cada mês e do Primeiro do Ano é que nos dão a ilusão de que a vida se renova… Que seria de nós se a folhinha estivesse marcando hoje o dia 713.789 da Era Cristã?”

Quintana, Poesia Completa Mario Quintana, [Da Preguiça Como Método de Trabalho] Editora Nova Aguilar, RJ: 2005, p. 648

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Crises, lenços e slogans

Nas crises, há aqueles que choram e aqueles que vendem lenços.
(Adágio popular)

Essa semana vi alguns cartazes da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) sugerindo que os empresários aproveitem a oportunidade para investir em publicidade. Veja uma das peças:

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As primeiras beneficiadas por essa campanha são as próprias agências de publicidade: como aparentemente os clientes delas diminuíram os investimentos, elas literalmente seguem seu próprio conselho e anunciam para atraí-los novamente. Uma prova que em casa de ferreiro, o espeto nem sempre é de pau…

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