Crise de meia-idade

No último domingo, a sonda Voyager 2 completou 40 anos de serviço. Para ter uma ideia da enorme façanha, veja a descrição feita por Carlos Cardoso do Meio Bit:

Sua missão, se desejar aceitá-la, é simples. Você tem barro fofo, pedra lascada, chiclete e arame. Você tem que projetar uma sonda capaz de suportar radiação que pulverizaria qualquer ser vivo. Ela tem que aguentar o calor do Sol direto e o frio do espaço bilhões de km distante da Terra.

Sua sonda tem que funcionar com 3 geradores nucleares que se deterioram com o tempo então a projeção otimista de 420 watts é só no começo. Ah sim. Dê seu jeito para enfiar 11 experimentos científicos no meio.

Tudo isso, mais navegação, telemetria, orientação, armazenamento, gerenciamento dos instrumentos científicos, autodiagnóstico, rotinas de emergência, rotinas de manutenção, alinhamento planetário, etc, tudo isso tem que caber em 72 kB de memória. Não ROM, não RAM, memória. 72 kB pra tudo.

Houve várias homenagens mas a mais interessante que vi foi a de Renato Cambraia, engenheiro e quadrinista:

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Que caminho seguir?

Às vezes, vejo-me forçado a concordar com André do Ceticismo.net que parece brasileiro não gosta de Ciência. Alguns exemplos:

Eu sei que a Ciência é árida (até chata, às vezes), mas tudo o que usufruímos hoje é oriundo dela em alguma de suas formas, desde o aparelho em que você lê este texto até os tratamentos médicos que vêm aumentando a expectativa de vida humana ao longo dos anos

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Fonte: Non Sequitur.

Quando mudaremos isso? A mudança começa em casa e o maior interessado somos nós!

Afinal, como diz meu pai, nada que é bom vem fácil

Atualizado em 10/06/2016 às 9h30: variei os temas dos exemplos, estavam um pouco repetitivos.

Preso por um mosquito?

mosquito_csi_small.jpgAcabei de ler uma notícia curiosa: a polícia finlandesa usou um mosquito para identificar um suspeito de roubo de carros!

Em junho passado, um carro foi roubado na cidade de Lapua, 380km ao norte de Helsinki, e foi encontrado próximo a uma estação de trem em Seinaejoki, a cerca de 25km de onde foi levado (até aí, nada de novo).

Durante a investigação, a polícia encontrou, no carro, um mosquito cheio de sangue e o encaminhou para testes de laboratório. Resultado: o DNA contido no sangue pertencia a um homem fichado na polícia (caramba!).

Segundo o inspetor Sakari Palomaeki, apesar de se interessarem por todas as evidências, é raro policiais usarem insetos para resolver crimes. Não é comum usar mosquitos. Durante o treinamento, não nos dizem para ficar de olho em mosquitos na cena do crime. Não é fácil encontrar um mosquito num carro, isso mostra o quão meticulosa a investigação foi, disse o inspetor.

E a coisa ainda fica mais curiosa! Apesar de a Justiça finlandesa ainda não ter decidido se as evidências serão sólidas o bastante para levar o caso adiante, durante o interrogatório, o suspeito negou o envolvimento com o roubo, insistindo que pegou uma carona com um homem que dirigia o carro (antes, ninguém podia garantir que ele havia sido picado dentro do carro, agora ele “se colocou” lá dentro! Tsc, tsc, tsc!)…

Fontes: Quentinhas do Terra e BBC News.

Astros em escala

Este artigo não tem relação com Informática, Administração ou Segurança, mas essa é graça de ter um “site pessoal sobre nada”: você publica qualquer assunto de que gosta!

Ensinando sobre o Sistema Solar à minha menorzinha, encontrei uma comparação de tamanho de diversos astros, no site APOLO11.COM.

Quem disse que o Brasil não faz ciência de qualidade?

apolo11