Não é segredo que estou cansado de reality shows estilo Big Brother Brasil: acho que não acrescentam nada e ainda tiram o que resta de bom nas pessoas.
Por isso, fiquei muito feliz quando associaram o costume de telefonar para votar nos paredões ao ato de ajudar as Obras Sociais Irmã Dulce:
Os seres humanos são vaidosos. Talvez porque, no passado, precisassem se destacar para passar adiante seus genes, não sei. O fato é que a maioria dos seres humanos gosta de se exibir.
Quando eu era pequeno, criticávamos as pessoas que gostavam de contar vantagem dizendo que elas tinham necessidade de atenção. Hoje, isso parece ter se generalizado: as pessoas querem se destacar por alguma coisa, qualquer coisa, mesmo que seja de forma negativa.
Antigamente, as pessoas destacavam-se por seus próprios méritos. Podia ser um dom, como o de Elis Regina, um talento desenvolvido com dedicação, caso de Ayrton Senna, ou um feito obtido pelo conhecimento, como aconteceu com Santos Dumont (para mencionar apenas pessoas falecidas).
Hoje, tantas pessoas foram alçadas à condição de celebridades que o termo parece estar perdendo o significado. E elas se destacam por razões tão prosaicas quanto posar para uma foto sem roupa de baixo, ter uma parte da anatomia em formato de fruta, ou fazer um curso no exterior(!).
E começou tudo de novo, estreou mais um Big Brother Brasil. Caramba! Já são doze anos! Acho deprimente curioso crianças nascidas a partir de 1998 não terem recordação de um tempo sem esse… programa.
Não é a primeira vez que escrevo sobre o Big Brother Brasil, mas esse é um dos melhores textos que já encontrei sobre o assunto. Além de professor, poeta e cordelista, Barreto também é um ótimo crítico, dono de uma escrita afiada e de um grande senso de humor…
A seguir, reproduzo o texto (é bem longo, mas vale a pena ser lido!). Depois, algumas observações sobre ele…
A segurança da informação busca garantir a confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação. A maioria dos trabalhos na área enfoca os dois primeiros princípios e, aqueles que enfocam o terceiro, normalmente o fazem no curto prazo, recomendando o uso de cópias de segurança, ensinando como recuperar arquivos danificados ou como armazená-los “na nuvem” para uso móvel.