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> <channel><title>jlcarneiro.com &#187; aprendizado</title> <atom:link href="http://www.jlcarneiro.com/tag/aprendizado/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.jlcarneiro.com</link> <description>Porque agora todo mundo é &#34;pontocom&#34;</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:11:48 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>Cursos à distância gratuitos no Serpro</title><link>http://www.jlcarneiro.com/cursos-a-distancia-gratuitos-no-serpro/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/cursos-a-distancia-gratuitos-no-serpro/#comments</comments> <pubDate>Wed, 23 Nov 2011 20:31:41 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Tecnologia]]></category> <category><![CDATA[aprendizado]]></category> <category><![CDATA[carreira]]></category> <category><![CDATA[Creative Commons]]></category> <category><![CDATA[dicas]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[software livre]]></category> <category><![CDATA[Ubuntu]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1267</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/ead-thumbnail.png" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="ead.png" title="É mais ou menos assim..." /></p>Eu não gosto muito do enfoque que têm dado ao Ensino à Distância (EAD). Estão usando-o alternativa ao ensino presencial quando, na minha opinião, deveria complementá-lo. O EAD também tem seus desafios. Vou citar apenas três: falta de disciplina dos alunos, que confundem &#8220;horário flexível&#8221; com falta de estudo; dificuldade em identificar os alunos que [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/ead-thumbnail.png" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="ead.png" title="É mais ou menos assim..." /></p><p>Eu não gosto muito do enfoque que têm dado ao Ensino à Distância (EAD). Estão usando-o <em>alternativa</em> ao ensino presencial quando, na minha opinião, deveria complementá-lo.</p><p>O EAD também tem seus desafios. Vou citar apenas três:</p><ul><li>falta de disciplina dos alunos, que confundem &#8220;horário flexível&#8221; com falta de estudo;</li><li>dificuldade em identificar os alunos que <em>pensam</em> que compreenderam o assunto, por não haver ainda um substituto à altura do contato visual; e</li><li>dificuldade em identificar meios desonestos para obtenção de melhor nota (no popular, cola ou pesca).</li></ul><p>É a <em>qualidade</em> do ensino que tem deixado a desejar. E, se um curso presencial tem baixa qualidade, não é aumentando a distância entre alunos e professores que ele irá melhorar&#8230; O EAD é uma excelente ferramenta, mas creio que seria melhor aproveitado em cursos de extensão ou como ferramenta para enriquecer o processo de ensino-aprendizagem. Nunca como modalidade alternativa para ensinos de <em>graduação</em>&#8230; Concordo que, em um país carente de educação como o nosso, todos os esforços são válidos, mas tudo tem limite!</p><p><span
id="more-1267"></span>Mesmo assim, é possível encontrar algumas iniciativas adequadas e o melhor a fazer é divulgá-las o máximo possível. Hoje, soube por um colega <em>(valeu, Dudu!)</em> que <a
href="http://www.serpro.gov.br/noticiasSERPRO/2011/novembro/serpro-libera-cursos-a-distancia-gratuitos" class="liexternal">o Serpro está oferecendo alguns cursos</a> para os quais a modalidade de EAD pode funcionar perfeitamente. São cursos introdutórios ou voltados a enriquecer a formação principal dos alunos.</p><div
id="attachment_1266" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a
href="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/ead.png" rel="thumbnail" class="liimagelink"><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/ead-large.png" alt="ead.png" title="É mais ou menos assim..." width="300" height="300" class="size-large wp-image-1266" /></a><p
class="wp-caption-text">Esquema (bem simplificado) do Ensino à Distância</p></div><p>Por exemplo:</p><ul><li>Introdução à Gerência de Projetos;</li><li>Administração do Tempo;</li><li>Ética na Escola Pública;</li><li>Primeiro Emprego;</li><li>Água para Todos <em>(confesso que esse eu não entendi bem)</em>;</li><li>Desvendando a Informática;</li><li>Fundamentos da Linguagem PHP 5;</li><li>Introdução à Linguagem Java;</li><li>Introdução à Programação Orientada a Objetos;</li><li>UML (<em>Unified Modeling Language</em>);</li><li>Sensibilização para Uso do Software Livre;</li><li>Usando o Mozilla Firefox; e</li><li>Ubuntu.</li></ul><p>Todos os cursos são <em>gratuitos</em> e estão disponíveis sob a licença <a
href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/" class="liexternal">Creative Commons BY-NC-ND</a> (<a
href="http://www.jlcarneiro.com/about/terms/#license" class="liinternal">a mesma que uso aqui no site</a>). Contudo, talvez para não sobrecarregar os servidores do Serpro, precisam ser baixados para máquina do aluno que deverá ter a plataforma <a
href="http://moodle.org/downloads/" class="liexternal">Moodle</a> (também gratuita) devidamente instalada em sua máquina.</p><p>Para mais detalhes, consulte a <a
href="http://www.serpro.gov.br/noticiasSERPRO/2011/novembro/serpro-libera-cursos-a-distancia-gratuitos" class="liexternal">página correspondente</a> no <a
href="http://www.serpro.gov.br/" class="liexternal">Portal do Serpro</a>.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/cursos-a-distancia-gratuitos-no-serpro/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>A leitura como chave para o sucesso</title><link>http://www.jlcarneiro.com/a-leitura-como-chave-para-o-sucesso/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/a-leitura-como-chave-para-o-sucesso/#comments</comments> <pubDate>Mon, 12 Jul 2010 02:17:21 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[aprendizado]]></category> <category><![CDATA[carreira]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[escola]]></category> <category><![CDATA[internet]]></category> <category><![CDATA[professores]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1019</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/conhecimento-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="conhecimento.jpg" title="Alguns caminhos para o conhecimento" /></p>Há três semanas atrás, faleceu José Saramago, o único escritor de língua portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Conheço pouco de sua obra, li apenas um de seus livros, Caim. Seu estilo era bastante incomum, causando estranhamento aos iniciantes. Mas, o humor irônico compensa facilmente o esforço inicial. Agora estou ansioso para ler [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/conhecimento-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="conhecimento.jpg" title="Alguns caminhos para o conhecimento" /></p><p>Há três semanas atrás, faleceu José Saramago, o único escritor de língua portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Conheço pouco de sua obra, li apenas um de seus livros, <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/saramago_caim/" rel="nofollow" class="liinternal">Caim</a>. Seu estilo era bastante incomum, causando estranhamento aos iniciantes. Mas, o humor irônico compensa facilmente o esforço inicial. Agora estou ansioso para ler <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/saramago_ensaio_cegueira/" rel="nofollow" class="liinternal">Ensaio Sobre a Cegueira</a> e as <a
href="http://www.jlcarneiro.com/go/saramago_intermitencias_morte/" rel="nofollow" class="liinternal">Intermitências da Morte</a>.</p><p><span
id="more-1019"></span>O objetivo desse post não é fazer uma resenha de seus livros, mas refletir sobre a declaração do escritor de que a internet estimulava sim a escrita, mas com um baixo nível de qualidade:</p><blockquote><p>A prática do blog levou muitas pessoas que antes pouco ou nada escreviam a escrever. Pena que muitas delas pensem que não vale a pena se preocupar com a qualidade do que se escreve.<p
style="text-align: right;"><small><a
href="http://edant.clarin.com/diario/2009/06/21/sociedad/s-01943258.htm" class="liexternal">Entrevista</a> publicada no jornal argentino Clarín.</small></p></blockquote><p>De fato, <a
href="http://hypescience.com/use-a-internet-para-ler-mais/" class="liexternal">especialistas</a>, como Nicholas Carr, estão chegando à conclusão que os internautas lêem bastante na internet, mas, sem foco, terminam lendo material de baixa qualidade. E isso está nos deixando mais burros.</p><p>Se lembrarmos que Saramago não teve uma educação formal digna de nota, chegando ao Prêmio Nobel, de maneira autodidata, talvez prestemos mais atenção à formação de nossos filhos, estimulando-os a ler mais e melhor, como sugerido no ótimo texto abaixo:</p><blockquote><p><span
class="title">O judeu de Bethesda</span><br
/> <span
class="author">por Claudio de Moura Castro<a
href="#credits" class="liinternal">*</a> (<a
href="http://veja.abril.com.br/160610/judeu-bethesda-p-026.shtml " class="liexternal">Revista Veja, ed. 2169</a>)</span></p><p>Último dia de aula na escola Walt Whitman. Situada em Bethesda, um bairro intelectualmente sofisticado da região de Washington (DC), é uma das melhores dos Estados Unidos. O pimpolho volta para casa. Poderia estar sonhando com três meses de vadiagem, longe dos livros. Mas o sonho duraria pouco. Ao fim da tarde, chega o pai judeu, carregando uma sacola de livros recém-comprados. Chama o filho, esparrama os livros na mesa da sala e começa a montar o cronograma de leituras, incluindo a cobrança periódica do que terá sido lido. Ignoro quantos pais judeus passaram também nas livrarias. Mas imagino que não foram poucos.<br
/> Ilustração Atômica Studio</p><p>Ler livros, glorificar livros, eis uma tradição judaica milenar. Vem de longe e não se buscam muitas explicações científicas para ela. Não obstante, Karl Alexander, da Universidade Johns Hopkins, somando aos 39 estudos sobre o assunto, completou uma pesquisa com alunos do ensino fundamental. Concluiu que, das vantagens acadêmicas acumuladas pelos alunos mais ricos até a 9ª série, dois terços advêm de atividades de leitura mais intensas durante as férias. Segundo a Secretaria de Educação americana, as perdas dos mais pobres nas férias são &#8220;devastadoras&#8221;. Um pai judeu provavelmente diria: ora bolas, é o que sempre pensei. Mas, para a maioria das pessoas, os resultados são surpreendentes. Em matemática, foi possível comprovar que, durante as férias, os alunos esqueceram o equivalente a 2,6 meses de aula. Em outras palavras, somente 2,6 meses depois de recomeçarem as aulas os alunos atingem o nível de competência que tinham no último dia de aula da série anterior. Ou seja, férias são um horror para o aprendizado.</p><p>Trata-se de resultados valiosos para países que lutam bravamente para melhorar seu claudicante ensino. É simples, se for possível estancar a sangria do &#8220;desaprendizado&#8221; – que põe a perder 2,6 meses de estudos –, os ganhos serão enormes. Da ordem de 25%? Que outras intervenções seriam tão poderosas?</p><p>Tais ideias abrem caminho para muitas linhas de atividade. Pais interessados e comprometidos com a educação dos seus filhos podem fazer o mesmo que os judeus de Bethesda. Mas, vamos nos lembrar, se livro fosse cultura, os cupins seriam os seres mais cultos do globo. Só livro lido é cultura. Portanto, cobranças sem dó nem piedade. Mas seria só empurrar livros e mais livros goela abaixo dos filhos? Jamais! É preciso desenvolver o prazer da leitura, e o bom exemplo é essencial. À força, pode sair o tiro pela culatra. Que livros? Não adianta comprar Hegel, Spinoza ou Camões, se as leituras favoritas ainda não passaram muito da Turma da Mônica. É fracasso garantido. Os livros devem andar muito próximo do interesse e da capacidade de compreensão dos leitores, sempre puxando um pouco para cima.</p><p>Desviando parcialmente do assunto, quero sugerir aos pais que façam manifestações, que acampem em frente à casa dos prefeitos, até que se mude uma situação vergonhosa. Uma pesquisa recente com as bibliotecas públicas brasileiras pôs a descoberto que (além de fecharem às 6 da tarde) apenas 20% delas abrem aos sábados e só 1% aos domingos. Como é possível que, nas horas e dias de folga das escolas, as bibliotecas permaneçam fechadas? No caso das leituras de férias, são os únicos dias em que muitos pais poderiam ir à biblioteca para escolher livros com os filhos.</p><p>Para aqueles que cuidam da educação como ofício, as implicações da pesquisa da Johns Hopkins não são menos revolucionárias. Mostram ser preciso fazer alguma coisa, somente para conseguir não andar para trás nas férias. Por exemplo, programas públicos de leitura. Não são programas caros nem complicados, basta criar monitorias para garantir que as leituras sejam feitas.</p><p>Em um nível mais ambicioso, sobretudo para alunos mais vulneráveis, poderiam ser criados cursos de férias. Não se trata de fazer a mesma coisa que no período letivo, pois seria repetir um ensino aborrecido e pouco produtivo. Precisamos de projetos intelectualmente desafiadores, atividades que estimulem os miolos, jogos e muitas outras coisas. O que precisa ser aprendido não é muito diferente, mas viria vestido com roupas mais alegres. E, como sabemos que cabeça vazia é oficina do diabo, essas atividades podem até mesmo ter outras consequências benéficas, por evitar rumos pouco recomendáveis em que se deságuam as amplas energias desses jovens.</p><p><span
class="credits" id="credits">* <strong>Claudio de Moura Castro</strong> é economista.</span></p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/a-leitura-como-chave-para-o-sucesso/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Berinjela ou beringela?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/berinjela-ou-beringela/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/berinjela-ou-beringela/#comments</comments> <pubDate>Tue, 19 Feb 2008 20:54:09 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Diversos]]></category> <category><![CDATA[aprendizado]]></category> <category><![CDATA[dicas]]></category> <category><![CDATA[português]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/2008/02/berinjela-ou-beringela/</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/dicionarios-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="dicionarios.jpg" title="Tudo se acha nos livros" /></p>Hoje, uma matéria no Globo Online chamou a atenção para a diferença de grafia entre os diversos dicionários de Português. Por exemplo, segundo o Aurélio, o certo é &#8220;berinjela&#8221; mas, segundo o Houaiss, o certo é &#8220;beringela&#8221;. Escrevo com jota porque, na minha época (pronto, estou oficialmente velho), aprendi com o Aurélio. Aliás, o Michaelis, [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/dicionarios-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="dicionarios.jpg" title="Tudo se acha nos livros" /></p><p>Hoje, uma matéria no <a
href="http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2008/02/18/a_berinj_ela_da_discordia_diferencas_entre_os_dicionarios_brasileiros_dao_no_na_cabeca_dos_estudantes-425707063.asp" class="liexternal">Globo Online</a> chamou a atenção para a diferença de grafia entre os diversos dicionários de Português. Por exemplo, segundo o <a
href="http://www.aureliopositivo.com.br/" class="liexternal">Aurélio</a>, o certo é &#8220;berinjela&#8221; mas, segundo o <span
class="removed_link" title="http://www.dicionariohouaiss.com.br/index2.asp">Houaiss</span>, o certo é &#8220;beringela&#8221;. <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Confused.png' alt=':???:' class='wp-smiley' /></p><p>Escrevo com jota porque, na minha época <em>(pronto, estou oficialmente velho)</em>, aprendi com o Aurélio. Aliás, o <a
href="http://michaelis.uol.com.br/" class="liexternal">Michaelis</a>, também apresenta &#8220;berinjela&#8221;.</p><p>Opa! É o Houaiss que está procurando problema? A <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Beringela" rel="nofollow" class="liexternal">Wikipédia</a> explica:</p><blockquote><p><strong>Beringela ou Berinjela?</strong></p><p>No Brasil há muita dúvida e erros de ortografia sobre a escrita deste nome. Segundo o Dicionário Aurélio da língua portuguesa, no português brasileiro o correto é <strong>berinjela</strong> (com J). Já em Portugal o correto é <strong>beringela</strong> (com G).</p></blockquote><p>Concordo que a Wikipédia baseou-se no Aurélio para afirmar isso, mas fazer o que se o homem era bom? <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p><p><span
id="more-276"></span>Para os mais curiosos, segue uma <a
href="http://colunas.g1.com.br/portugues/2007/11/28/vamos-conhecer-palavras-com-dupla-grafia/" class="liexternal">lista de palavras com dupla grafia</a>, publicada por Sérgio Nogueira no G1:</p><blockquote><ul><li>abóbada (e abóboda);</li><li>aborígene (e aborígine);</li><li>arteriosclerose (e aterosclerose) <small>(não são diferentes grafias para a mesma palavra)</small>;</li><li>assobiar (e assoviar);</li><li>aterrissar (e aterrizar);</li><li>babador (e babadouro);</li><li>bêbado (e bêbedo);</li><li>bebedouro (e bebedor);</li><li>berinjela (e beringela);</li><li>botijão (e bujão);</li><li>caatinga (e catinga);</li><li>chimpanzé (e chipanzé);</li><li>descarrilar (e descarrilhar);</li><li>diabetes (e diabete);</li><li>dignitário (e dignatário);</li><li>doceria (e doçaria);</li><li>estada (e estadia);</li><li>garagem (e garage);</li><li>hidrelétrica (e hidroelétrica);</li><li>infarto (infarte e enfarte e enfarto);</li><li>listra (e lista);</li><li>loura (e loira);</li><li>octacampeão (e octocampeão);</li><li>percentagem (e porcentagem);</li><li>quatorze (e catorze);</li><li>cota (e quota);</li><li>cotidiano (e quotidiano);</li><li>reescrever (e rescrever);</li><li>seriíssimo (e seríssimo);</li><li>subumano (e sub-humano);</li><li>taberna (e taverna);</li><li>tataraneto (e tetraneto);</li><li>televisionar (e televisar);</li><li>termelétrica (e termoelétrica);</li><li>terraplenagem (e terraplanagem);</li><li>trecentésimo (e tricentésimo);</li><li>voleibol (e volibol);</li><li>xucro (e chucro).</li></ul></blockquote><p>Aliás a <a
href="http://colunas.g1.com.br/portugues/" class="liexternal">coluna de dicas de português do G1</a> é interessante! Vale uma visita!</p><p><small><strong>Atualização:</strong> corrigi o erro de semântica apontado por <a
href="http://www.jlcarneiro.com/berinjela-ou-beringela/#comment-1805" class="liinternal">Giselle</a>.</small></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/berinjela-ou-beringela/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>9</slash:comments> </item> <item><title>Mais sobre computadores e o aprendizado</title><link>http://www.jlcarneiro.com/mais-sobre-computadores-e-o-aprendizado/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/mais-sobre-computadores-e-o-aprendizado/#comments</comments> <pubDate>Fri, 15 Feb 2008 04:38:59 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[aprendizado]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[FGV]]></category> <category><![CDATA[inclusão digital]]></category> <category><![CDATA[OLPC]]></category> <category><![CDATA[plágio]]></category> <category><![CDATA[Unicamp]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/2008/02/mais-sobre-computadores-e-o-aprendizado/</guid> <description><![CDATA[Continuando a discussão sobre os computadores como ferramentas de ensino, o BR-Linux.org noticiou um artigo da professora Ana Cristina Matte, pós-doutora pela Unicamp, contestando a pesquisa que relacionava o uso de computadores em tarefas escolares a um pior desempenho dos alunos, especialmente entre os mais pobres e mais jovens, alvos principais de iniciativas como a [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/newsie_1.png" alt="newsie_1.png" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" align="right" width="150" height="116" /><a
href="http://www.jlcarneiro.com/computador-ajuda-ou-atrapalha-o-aprendizado/" class="liinternal">Continuando a discussão</a> sobre os computadores como ferramentas de ensino, o <a
href="http://br-linux.org/2008/uso-de-computador-na-escola-um-engano/" class="liexternal">BR-Linux.org</a> noticiou um artigo da professora <a
href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4763993E5" class="liexternal">Ana Cristina Matte</a>, pós-doutora pela Unicamp, contestando a <a
href="http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=8403" class="liexternal">pesquisa</a> que relacionava o uso de computadores em tarefas escolares a um pior desempenho dos alunos, especialmente entre os mais pobres e mais jovens, alvos principais de iniciativas como a <a
href="http://laptop.org/" class="liexternal"><em>One Laptop per Child</em></a> (OLPC) e o <a
href="http://www.softwarelivre.gov.br/noticias/News_Item.2006-05-09.4722/view" class="liexternal">Projeto Um Computador por Aluno</a> (UCA).</p><p><span
id="more-275"></span>A professora <a
href="http://replay.waybackmachine.org/20080905224017/http://acris.under-linux.org/62-uso-de-computador-na-escola-um-engano.html" class="liexternal">considera</a> o computador como uma ferramenta para o acesso às informações e que a abordagem dada aos resultados é ideológica:</p><blockquote><p>O computador não é uma varinha de condão, ele é uma ferramenta para ter acesso a uma infinidade de informações, desde informações úteis até aquelas que eu, ironicamente, chamaria de peçonhentas por seu conteúdo venenoso, ao passar informações erradas aos usuários.</p><p>[…]</p><p>Sendo assim, […] concluo que a abordagem dos resultados é ideológica. As pesquisadoras colocam a questão da ideologia em sua conclusão, e não estão erradas, mas deixam de dizer algo extremamente importante: toda tecnologia pode ser usada construtiva ou destrutivamente (veja-se a energia atômica), portanto tudo depende do preparo de quem fornece o acesso a essa tecnologia, no caso, pais e professores.</p></blockquote><p>Paulino Michelazzo defende ponto de vista semelhante em um <a
href="http://www.dicas-l.com.br/linha_de_data/linha_de_data_20080206.php" class="liexternal">artigo publicado na lista Dicas-L</a>:</p><blockquote><p>Efetivamente este tipo de projeto não seria necessário se governos e empresas possuíssem responsabilidade social e deixassem de lado a politicagem e os desejo irresponsável de lucro fácil. Educação não é politicagem e não deve ser vista exclusivamente como business. Ela deve ser vista como ferramenta para a criação de uma verdadeira política social e também de negócios que efetivamente são bons para todos. Enquanto isso não chega, vivemos no picadeiro como espectadores de um show de interesses pessoais.</p><p>[…]</p><p>Não comento aqui a necessidade de escolas reais (com carteira, água potável, luz, quadro-negro, etc) pois estamos mais que carecas de saber que isso é obrigatório. Sim, precisamos desta infra-estrutura mínima para o trabalho mas ao mesmo tempo precisamos estar atentos as mudanças que ocorrem globalmente criando propostas efetivas de mudança de nosso sistema de ensino que atenda as necessidades básicas (como escolas realmente) mas que também atendam outras necessidades e realidades existentes. Se de um lado precisamos de mais escolas na região norte, precisamos de mais conectividade na região sul e ambas devem caminhar juntas sem criarmos um nivelamento, seja por baixo ou por cima.</p></blockquote><p>Também considero o computador uma ferramenta e, como tal, tem seus resultados atrelados à forma como é manuseada. Assim, creio ser extremamente importante preparar os alunos para essa ferramenta, a fim de evitar que seu uso seja desvirtuado. Esse segundo artigo tem recebido comentários interessantes. Alguns trechos:</p><blockquote><p>Creio que ainda papel, lápis acomodações decentes e professores motivados e comprometidos farão muito mais que laptops que poderão virar uma mera curiosidade passageira visto que os alunos não terão meios de aproveitar plenamente o potencial do recurso. O MEC principalmente deveria acordar e acabar com estas coisas ridículas como aprovação continuada e cotas raciais. Se é para existirem cotas que sejam para todos que não possuem condições financeiras branco, negro, pardo o que seja.</p><p>[…]</p><p>Os computadores são boas ferramentas, quase comparável a um lápis, a uma folha de papel e a boas apostilas; mas não chega a ultrapassar. Eu sou professor universitário e já disse mil vezes: Por que o governo brasileiro não cria boas apostilas em português e matemática e as distribui de graça pela internet? Quem quiser imprimir e vendê-las que o faça (como acontece com as distribuições linux). Por que não ter apostilas GPL ? Isso vale um milhão de vezes mais do que computadores, pessoal!</p><p>[…]</p><p>Acredito que precisamos fazer muito por nossa educação e não somente dar apostilas gratuitas na internet. Isso não resolve quando o povo não sabe ler e não tem gosto pela leitura. Posso citar dezenas de bibliotecas on-line que contém obras maravilhosas de autores nacionais mas cujo o download não passa de poucas centenas. Por quê? Pelo simples fato que é mais interessante ficar no chat do que ler um romance de Eça de Queiroz.</p><p>[…]</p><p>Se não houver credibilidade na orientação do uso dos OLPC, o efeito será distorcido como o Bolsa Família. E esta credibilidade não está restrita à cerimônia de doação, às fotos com criancinhas e laptops no lap, digo, colo. Deve haver um aparato contínuo, a longo prazo, incluindo outros recursos não necessariamente de vanguarda como o subsídio de livros e apostilas. As pessoas devem acreditar num futuro para trabalharem por ele. Caso contrário, todos vão se orgulhar de ter o computador do Governo para o chat ou game da moda.</p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/mais-sobre-computadores-e-o-aprendizado/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Computador ajuda ou atrapalha o aprendizado?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/computador-ajuda-ou-atrapalha-o-aprendizado/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/computador-ajuda-ou-atrapalha-o-aprendizado/#comments</comments> <pubDate>Thu, 14 Feb 2008 05:56:48 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[aprendizado]]></category> <category><![CDATA[computador]]></category> <category><![CDATA[FGV]]></category> <category><![CDATA[inclusão digital]]></category> <category><![CDATA[OLPC]]></category> <category><![CDATA[plágio]]></category> <category><![CDATA[Unicamp]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/2008/02/computador-atrapalha-o-aprendizado/</guid> <description><![CDATA[É comum a impressão que computadores ajudam muito o aprendizado. Aliás, essa é uma das razões para iniciativas como a One Laptop per Child (OLPC) e o Projeto Um Computador por Aluno (UCA), do Governo Federal. Entretanto, um artigo de pesquisadores da Unicamp, publicado na revista Educação &#038; Sociedade nº 101, vai na contramão, levantando [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/student_at_computer.gif" alt="student_at_computer.gif" style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" align="right" width="150" height="150" />É comum a impressão que computadores ajudam <em>muito</em> o aprendizado.</p><p>Aliás, essa é uma das razões para iniciativas como a <a
href="http://laptop.org/" class="liexternal"><em>One Laptop per Child</em></a> (OLPC) e o <a
href="http://www.softwarelivre.gov.br/noticias/News_Item.2006-05-09.4722/view" class="liexternal">Projeto Um Computador por Aluno (UCA)</a>, do Governo Federal. Entretanto, <a
href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0101-73302007000400003&#038;lng=en&#038;nrm=iso&#038;tlng=ptt" class="liexternal">um artigo</a> de pesquisadores da <a
href="http://www.unicamp.br/" class="liexternal">Unicamp</a>, publicado na revista <a
href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&#038;pid=0101-733020070004&#038;lng=pt&#038;nrm=" class="liexternal">Educação &#038; Sociedade nº 101</a>, vai na contramão, levantando questões importantes.</p><p><span
id="more-274"></span>O <a
href="http://cps.fgv.br/node/2014" class="liexternal">Mapa da Exclusão Digital</a>, desenvolvido pela <a
href="http://www.fgv.br/" class="liexternal">Fundação Getúlio Vargas</a> (FGV), constata que alunos com computadores em casa exibem um desempenho melhor em matemática. Porém, os pesquisadores da Unicamp questionaram se os melhores resultados obtidos por esses alunos eram em virtude de uso do computador ou de seu nível socioeconômico&#8230;</p><p>Afinal, alunos com maior poder aquisitivo têm mais acesso a computadores, mas também têm mais acesso a livros e outras ferramentas pedagógicas. Nas palavras dos pesquisadores <q>será que o nível socioeconômico da família do aluno não tem um efeito maior sobre o seu desempenho do que ser proprietário de um computador?</q></p><p>Os resultados da pesquisa contradizem o trabalho da FGV e a impressão da maioria das pessoas:</p><blockquote><p>Uma análise dos resultados da pesquisa demonstra que, independente da classe social, onde existem diferenças significativas, usar o computador raramente é, em quase todos os casos, associado a melhores resultados de não usar. [...]</p><p>O uso do computador (seja na escola, em casa, no trabalho ou em outro local) não é associado a uma melhoria uniforme do desempenho do aluno no sistema escolar. Pelo contrário, aqueles que sempre usam o computador têm pior desempenho que outros usuários da mesma classe social. Para os mais pobres, o resultado é mais nítido ainda.</p></blockquote><p><span
style="float: right; margin-left: 10px;"><embed
src="http://charges.uol.com.br/charges/20041007som.swf" quality="high" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="265"></embed></span>Concordo que o computador é uma ótima ferramenta de ensino e pode ajudar muito o aprendizado, <em>quando bem manuseado</em>. Ao invés de usar o computador como ferramenta para facilitar o aprendizado ou o acesso a uma maior bibliografia, o que tenho mais visto (e combatido) é o uso do computador como ferramenta para &#8220;copiar e colar&#8221;. E muitas pessoas consideram esse comportamento &#8220;normal&#8221;. <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Uncertain_2.png' alt=':roll:' class='wp-smiley' /></p><p>Essa diferença de conceitos pode gerar discussões interessantes. Alguns comentários tímidos começaram a aparecer no <a
href="http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2008/02/13/uso-do-computador-para-tarefas-piora-desempenho-escolar-conclui-estudo/" class="liexternal">artigo do IDGNow!</a> e gostei das <a
href="http://mobeduc.blogspot.com/2008/02/laptops-educacionais-prejudicariam.html" class="liexternal">reflexões de Jaime Balbino no Mobilidade em Educação sobre o assunto</a>. Já no <a
href="http://br-linux.org/2008/uso-do-computador-para-tarefas-piora-desempenho-escolar-conclui-estudo-da-unicamp/" class="liexternal">BR-Linux.org</a>, a discussão está mais animada, com direito até a uma <a
href="http://charges.uol.com.br/2004/10/07/garoto-folgadao-geracao-coca-cola/" class="liexternal">charge</a> sobre o assunto (à direita). <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Creepy.png' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' /></p><p>Espero que essa pesquisa ajude a esclarecer, ao governo e às pessoas em geral, que iniciativas como o Projeto UCA são necessárias mas não são uma solução completa. Independente dos computadores, ou até <em>antes</em> deles, infraestrutura, estímulo à leitura e professores mais preparados e valorizados são um investimento em educação com melhor taxa de retorno a longo prazo.</p><p>E você, o que acha? <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/computador-ajuda-ou-atrapalha-o-aprendizado/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Qual a melhor escola (2)?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/qual-a-melhor-escola-2/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/qual-a-melhor-escola-2/#comments</comments> <pubDate>Sun, 03 Dec 2006 19:46:04 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[aprendizado]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[escola]]></category> <category><![CDATA[professores]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://69.89.31.73/~jlcarnei/2006/12/qual-a-melhor-escola-2/</guid> <description><![CDATA[Curioso! Mal acabei o post anterior, encontrei, na Revista Época, uma matéria semelhante (até mais extensa) sobre a escolha de escolas. O conteúdo da Época também é de acesso exclusivo para assinantes (e meu sogro não tem uma assinatura que eu possa usar ). Portanto, só posso colocar alguns trechos que achei interessantes: Avalie o [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Curioso! Mal acabei o <a
href="http://www.jlcarneiro.com/qual-a-melhor-escola/" class="liinternal">post anterior</a>, encontrei, na <a
href="http://revistaepoca.globo.com/" class="liexternal">Revista Época</a>, uma matéria semelhante (até mais extensa) sobre a escolha de escolas. <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Smiling.png' alt=':smile:' class='wp-smiley' /></p><p>O conteúdo da Época também é de acesso exclusivo para assinantes (e meu sogro não tem uma assinatura que eu possa usar <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Creepy.png' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' /> ). Portanto, só posso colocar alguns trechos que achei interessantes:</p><p><span
id="more-186"></span></p><blockquote><ol><li><strong>Avalie o perfil de sua família</strong> &#8211; Não é fácil enxergar o que há, na prática, por trás das teorias. [...] Na opinião dos especialistas, não existe a melhor escola do país, nem de sua cidade. A escolha tem de estar afinada com o perfil da família, compatível com sua visão de mundo. [...] &#8220;Não existe escola boa ou ruim&#8221;, diz a psicóloga Evely Boruchovitch, professora do Departamento de Psicologia da Universidade de Campinas (Unicamp). &#8220;O que é bom para uma família pode ser ruim para outra.&#8221;</li><li><strong>Procure um ambiente complementar</strong> &#8211; É um equívoco freqüente repetir o padrão familiar. Os educadores sugerem que os pais busquem uma escola que funcione como o oposto do ambiente de casa. Crianças com dificuldades de disciplina precisam de limites e normas mais demarcados. Se a criança for dispersa e falante durante as aulas, não conseguirá cumprir as tarefas sem uma marcação cerrada e precisará de um sistema de ensino com disciplina mais rígida, que cobre prazos e acompanhe de perto as metas de estudo. Já crianças menos ousadas, tímidas, com dificuldades de expressão requerem ambientes em que sejam provocadas a expandir seus horizontes, a ir atrás de soluções para suas necessidades. Não se darão bem com um professor que estimule a competição em classe para ver quem responde mais rápido à questão proposta. Precisam de um tipo de ensino que abra espaço para todos, especialmente para os que não se destacam entre o grupo. [...]</li><li><strong>Tenha objetivos claros</strong> &#8211; Os pais precisam estabelecer metas para uma educação. Querem desenvolver nos filhos a capacidade de pensar criticamente ou garantir-lhes uma posição de destaque no mercado de trabalho? O aprendizado cognitivo, privilegiado nas escolas mais tradicionais, também chamadas escolas conteudistas, é importante. Uma boa base cultural inclui saber nomes de fenômenos científicos, situar fatos em épocas históricas ou reconhecer o estilo literário de um autor clássico. Mas o domínio do conteúdo das disciplinas não é o único fator na formação de uma pessoa. &#8220;As escolas modernas já se preocupam igualmente com os aspectos afetivos e sociais do desenvolvimento&#8221;, diz Evely, da Unicamp. [...]</li><li><strong>O aluno deve ser envolvido na escolha</strong> &#8211; Os argumentos dos filhos merecem ponderação, e eles têm de conhecer, antes da matrícula, as instituições finalistas na escolha dos pais. Mas a palavra final não pode ser deles. Principalmente no Ensino Fundamental, quando ainda não há maturidade suficiente para uma avaliação consistente. &#8220;A criança pode ser influenciada por uma quadra esportiva sofisticada ou até porque tem amigos na escola&#8221;, diz Evely. &#8220;Mas esse encantamento é passageiro. Se bem orientada na adaptação, ela rapidamente estabelece vínculos com as pessoas e o ambiente da escola.&#8221;</li><li><strong>O vestibular ou a vida?</strong> &#8211; A escolha dos pais é particularmente difícil no início do ensino médio. [...] Devem escolher entre uma escola que coloca seus alunos nas melhores faculdades e outra voltada para o desenvolvimento humanista, que considera o vestibular apenas uma conquista decorrente do bom trabalho educacional. [...] O que ajuda pais [...] é saber que as duas opções tem conseqüências, segundo Maria Márcia, da Unicamp. Ela diz que a formação voltada para o sucesso no mercado de trabalho tende a forjar pessoas com tendência individualista, competitivas e refratárias ao trabalho em grupo. &#8220;É a geração que questiona os princípios de coletividade e acredita que é legítimo passar por cima dos mais fracos para alcançar seus objetivos&#8221;, diz Maria Márcia. A educação que prioriza os valores humanos, a comunidade e o ambiente tende a formar um cidadão com horizontes mais abertos, capaz de elaborar um projeto de vida gratificante. Mas esse cidadão, segundo Márcia, poderá levar mais tempo para entrar na faculdade. Ou, pelo menos, numa faculdade concorrida. Desastre? Essa é uma pergunta que só a família pode responder.</li></ol></blockquote><p>Apesar de alguns serem classificados como <em>conteúdo exclusivo</em>, a revista oferece, em seu site, <a
href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG75579-5856,00.html" class="liexternal">alguns exemplos de boa educação no país</a> (retirados de edições anteriores).</p><p>Além disso, é recomendado o <a
href="http://www.guiadaboaescola.com.br/" class="liexternal">Guia da Boa Escola</a>. Infelizmente, como ainda não consegui acessar, terei que me contentar com as dicas transcritas pela revista. Seguem algumas:</p><ul><li><strong>Lição de casa</strong><br
/> É um bom sinal se a escola prepara o aluno para ser autônomo e fazer a lição sem depender dos pais.<br
/> É um mau sinal se a escola privilegiar a memorização em suas lições.</li><li><strong>Laboratórios</strong><br
/> É positivo se houver sempre um assistente de laboratório auxiliando o professor.<br
/> É ruim se os laboratórios não tiverem vestígio de trabalho em andamento. Laboratório é para ser usado!</li><li><strong>Ensino bilíngüe</strong><br
/> O currículo deve equilibrar o ensino sobre o país de origem da escola e o Brasil.<br
/> O aluno não pode se sentir deslocado na turma, em meio a colegas de cultura diferente.</li><li><strong>Internet pedagógica</strong><br
/> O acesso à internet deve ser usado para <em>complementar</em> o material fornecido em sala de aula.<br
/> Não deve haver mais de dois alunos por equipamentos.</li><li><strong>Atividades esportivas</strong><br
/> Devem auxiliar a criança a aceitar seus limites e os dos outros.<br
/> Cuidado se a escola enfatizar a competição e o individualismo.</li><li><strong>Ensino religioso</strong><br
/> A religião deve ser uma oportunidade para o aluno refletir sobre ética e solidariedade.<br
/> Não deve, <em>em hipótese alguma</em>, ser um instrumento de segregação e doutrina, separando as pessoas por crenças.</li><li><strong>Segurança</strong><br
/> É um bom sinal se existir preocupação em valorizar a paz na comunidade escolar.<br
/> Cuidado se os aparatos de segurança distanciarem professores e alunos.</li></ul> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/qual-a-melhor-escola-2/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Qual a melhor escola?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/qual-a-melhor-escola/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/qual-a-melhor-escola/#comments</comments> <pubDate>Sun, 03 Dec 2006 17:32:04 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[aprendizado]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[escola]]></category> <category><![CDATA[professores]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://69.89.31.73/~jlcarnei/2006/12/qual-a-melhor-escola/</guid> <description><![CDATA[Recentemente, tive que escolher uma escola primária. Rapaz, isso é muito mais difícil do que parece! Os requisitos básicos, em minha humilde opinião, são: Não é legal, para a criança, ficar mudando todo ano, então a escola deve abrigar o aluno até o fim do segundo grau Ensino Médio. Deve ter um bom índice de [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente, tive que escolher uma escola primária. Rapaz, isso é muito mais difícil do que parece! <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Speechless.png' alt=':neutral:' class='wp-smiley' /></p><p>Os requisitos básicos, em minha humilde opinião, são:</p><p><span
id="more-185"></span></p><ul><li>Não é legal, para a criança, ficar mudando todo ano, então a escola deve abrigar o aluno até o fim do <del>segundo grau</del> Ensino Médio.</li><li>Deve ter um bom índice de aprovação no vestibular, mas não concordo com o &#8220;estilo cursinho&#8221;. O aluno deve ter educação completa: se ele aprender, passar no vestibular será conseqüência. Portanto, prefiro as que adotam livros em lugar de módulos, que são mais limitados.</li><li> Deve ter métodos de ensino que estimulem o aprendizado. Ou seja, deve desafiar o aluno, qualquer que seja sua capacidade de aprendizagem.</li><li>Deve ser agradável: o aluno deve ter <em>vontade</em> de ir para escola.</li><li>Deve ser respeitável: o aluno deve ter <em>orgulho</em> da sua escola.</li><li>Deve dar disciplina para o aluno, mas não deve tolhê-lo ou ser ditatorial.</li><li>Deve oferecer segurança. Precisamos ficar tranqüilos ao deixar nossas crianças lá.</li><li>Deve ser perto de casa, tanto para os &#8220;leva-e-traz&#8221; que, inevitavelmente, surgirão, quanto para cumprir, com facilidade o horário de chegada.</li><li>Deve ter um preço acessível (claro!).</li></ul><p>Depois de esquentar o juízo por alguns meses, minha esposa e eu decidimos por um colégio. Após qualquer grande decisão, sempre fica uma pequena pulga atrás da orelha. Por isso, quando recebi o texto abaixo de minha cunhada <em>(valeu, Ana Paula!)</em>, fiquei <em>muito</em> mais tranqüilo! Nossa escolha parece ter sido acertada!</p><p>Fica, então, o texto para outros que estejam passando pela mesma situação:</p><blockquote><p><span
class="title">Como avaliar as escolas</span><br
/> <span
class="author">Por Camila Antunes (<a
href="http://veja.abril.com.br/061206/p_124.html" title="Conteúdo exclusivo para assinantes" class="liexternal">Revista Veja, ed. 1985, 6/12/2006</a>)</span></p><p>Especialistas em educação destacam o que os pais devem considerar nas visitas às escolas candidatas a receber seus filhos.</p><p>A maior parte dos estudos demonstra que o que mais faz diferença no desempenho acadêmico de um aluno não é a escola que ele freqüenta, mas o nível socioeconômico dos pais e dos alunos que compõem a sala. Explica-se: as crianças que têm o hábito de ler e observar os pais em trabalhos intelectuais – em geral as mais ricas – chegam à sala de aula mais preparadas do que outras que vivem num ambiente sem estímulos ao estudo. É esse o argumento que justifica o esforço de pagar a mensalidade de uma escola particular. &#8220;Alunos de colégios privados aprendem a ler e escrever quase por osmose&#8221;, diz o economista Gustavo Ioschpe, especialista em educação.</p><p>Feita essa opção, o maior desafio é encontrar um colégio cuja proposta de ensino mais se aproxime dos anseios dos pais. Se o objetivo é preparar a criança para viver no exterior, uma escola bilíngüe oferecerá o melhor resultado. Se os pais valorizam a tradição, provavelmente escolherão um colégio religioso. Há escolas que dão ênfase às artes e aos esportes. Na reportagem a seguir, pais e especialistas em educação (que também são pais ou mães e já se viram nessa tarefa de escolher onde matricular seus filhos) destacam as características de uma escola que julgam fundamentais. Em geral vale mais o bom professor do que a estrutura invejável.</p><p><img
style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" title="Cláudia Costin" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/claudia_costin.jpg" alt="claudia_costin" width="80" height="100" align="right" /></p><p>Na opinião de Claudia Costin, <em>vice-presidente da Fundação Victor Civita, ex-ministra da Administração Federal e ex-secretária de Cultura do Estado de São Paulo</em></p><p>É fundamental&#8230;</p><ul
style="list-style-type: none;"><li>&#8230;que a escola enfatize a leitura e recomende ao menos um livro não didático por mês. &#8220;Repare se há um canto com livros na sala de aula e se há alunos na biblioteca&#8221;, diz Cláudia.</li><li>&#8230;saber se os professores ficam na escola além do período de aula. O tempo extra deve ser usado para preparar aulas, corrigir tarefas e tirar dúvidas de alunos e pais. &#8220;Esse é um indicador de que a escola se preocupa com seus professores e incentiva o diálogo&#8221;, diz.</li></ul><p>Não se impressione com&#8230;</p><ul
style="list-style-type: none;"><li>&#8230;o rótulo dado ao método de ensino. &#8220;Na prática, o bom ensino depende mais da formação do professor do que do método sugerido pela escola – seja ele tradicional, seja construtivista&#8221;, afirma.</li></ul><p><img
style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" title="Ryon Braga" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/ryon_braga.jpg" alt="ryon_braga" width="80" height="100" align="right" /></p><p>Na opinião de Ryon Braga, <em>presidente da consultoria educacional Hoper</em></p><p>É fundamental&#8230;</p><ul
style="list-style-type: none;"><li>&#8230;que a escola prepare a criança para ter uma visão globalizada. &#8220;Considero as melhores escolas particulares aquelas que ensinam línguas estrangeiras e vão além, promovendo feiras culturais e viagens de intercâmbio&#8221;, diz Braga.</li><li>&#8230;saber quantas horas por ano os professores freqüentam cursos de capacitação. O recomendável é que sejam pelo menos 32 horas. &#8220;Abaixo disso, não se pode esperar que um professor desenvolva projetos inovadores&#8221;, avalia.</li></ul><p>Não se impressione com&#8230;</p><ul
style="list-style-type: none;"><li>&#8230;o laboratório de informática. &#8220;O importante é que o computador tenha uso pedagógico. Em algumas escolas as crianças simplesmente ficam livres para navegar na internet&#8221;, diz.</li></ul><p><img
style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" title="João Batista de Oliveira" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/joao_batista_de_oliveira.jpg" alt="joao_batista_de_oliveira" width="80" height="100" align="right" /></p><p>Na opinião de João Batista de Oliveira, <em>consultor e ex-secretário executivo do Ministério da Educação</em></p><p>É fundamental&#8230;</p><ul
style="list-style-type: none;"><li>&#8230;ler o programa de ensino da série em que vai matricular o filho. &#8220;Assim o pai sabe que resultado esperar. Se o texto do programa não for claro ou tiver linguagem muito rebuscada, é bom desconfiar&#8221;, alerta Oliveira.</li><li>&#8230;saber qual a rotatividade dos professores e principalmente do diretor. &#8220;Se a escola muda de diretor a cada dois anos, é sinal de que há problemas de clima no ambiente de trabalho e isso pode se refletir no ensino&#8221;, diz.</li></ul><p>Não se impressione com&#8230;</p><ul
style="list-style-type: none;"><li>&#8230;o website da escola. &#8220;O pai precisa observar o funcionamento do colégio pessoalmente, verificando como são as aulas e o recreio&#8221;, aconselha.</li></ul><p><img
style="margin-left: 10px; margin-bottom: 5px;" title="Cláudio de Moura Castro" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/claudio_de_moura_castro.jpg" alt="claudio_de_moura_castro" width="80" height="100" align="right" /></p><p>Na opinião de Claudio de Moura Castro, <em>economista e especialista em educação</em></p><p>É fundamental&#8230;</p><ul
style="list-style-type: none;"><li>&#8230;saber a quantidade diária de tarefa de casa. &#8220;O aluno deve estudar sozinho entre uma e duas horas por dia para compensar o fato de a maioria das escolas brasileiras não ter período integral&#8221;, diz Moura Castro.</li><li>&#8230;informar-se sobre a média da escola no Enem e sobre o índice de aprovação no vestibular. &#8220;Geralmente uma escola que tem um 2º grau forte também tem um ensino fundamental de boa qualidade&#8221;, afirma.</li></ul><p>Não se impressione com&#8230;</p><ul
style="list-style-type: none;"><li>&#8230;o tamanho do pátio ou do ginásio de esportes. &#8220;Observe se a escola é limpa e está bem arrumada: é o que importa. Outras amenidades fazem o lugar ser mais aconchegante, mas não são indicativos de um bom ensino&#8221;, explica.</li></ul><p><strong>Uma escolha criteriosa</strong></p><p>A psicóloga paulistana Selma Cocarelli e seu marido, Sérgio, desenvolveram um método para definir em que escola matricular o filho, Sérgio, de 4 anos. Ei-lo:</p><ol><li>Conversar com os amigos e buscar referências das escolas de sua preferência, em função da proximidade de casa e do preço da mensalidade.</li><li>Visitar as escolas pré-selecionadas e pedir para observá-las em dois momentos: durante a aula e no recreio, para notar como os professores cuidam da disciplina nas duas situações.</li><li>Perguntar quando é a próxima festa ou feira de ciências. &#8220;É uma forma de saber como a escola complementa o ensino em aula&#8221;, diz Selma.</li><li>Pedir para ver o trabalho de um aluno considerado o melhor da classe e de outro que tire notas baixas.&#8221; Esse era meu gancho para perguntar como os professores lidavam com a diferença entre eles. Se conseguiam estimular os mais fortes e ajudar os mais fracos&#8221;, explica.</li><li>Perguntar como os professores resolvem problemas de disciplina. &#8220;A escola que escolhi mantém um psicólogo só para esses casos&#8221;, conta Selma.</li></ol></blockquote><p>Tá vendo que nem sempre critico a Veja? <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/qual-a-melhor-escola/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
