
Eu não gosto muito do enfoque que têm dado ao Ensino à Distância (EAD). Estão usando-o alternativa ao ensino presencial quando, na minha opinião, deveria complementá-lo.
O EAD também tem seus desafios. Vou citar apenas três:
- falta de disciplina dos alunos, que confundem “horário flexível” com falta de estudo;
- dificuldade em identificar os alunos que pensam que compreenderam o assunto, por não haver ainda um substituto à altura do contato visual; e
- dificuldade em identificar meios desonestos para obtenção de melhor nota (no popular, cola ou pesca).
É a qualidade do ensino que tem deixado a desejar. E, se um curso presencial tem baixa qualidade, não é aumentando a distância entre alunos e professores que ele irá melhorar… O EAD é uma excelente ferramenta, mas creio que seria melhor aproveitado em cursos de extensão ou como ferramenta para enriquecer o processo de ensino-aprendizagem. Nunca como modalidade alternativa para ensinos de graduação… Concordo que, em um país carente de educação como o nosso, todos os esforços são válidos, mas tudo tem limite!
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Publicado em Reflexões, em 11/07/2010 às 23h17 (última atualização em 24/07/2010 às 11h14)
Marcadores: aprendizado, carreira, educação, escola, internet, professores 
Há três semanas atrás, faleceu José Saramago, o único escritor de língua portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Conheço pouco de sua obra, li apenas um de seus livros, Caim. Seu estilo era bastante incomum, causando estranhamento aos iniciantes. Mas, o humor irônico compensa facilmente o esforço inicial. Agora estou ansioso para ler Ensaio Sobre a Cegueira e as Intermitências da Morte.
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Publicado em Diversos, em 19/02/2008 às 17h54 (última atualização em 13/02/2011 às 0h54)
Marcadores: aprendizado, dicas, português 
Hoje, uma matéria no Globo Online chamou a atenção para a diferença de grafia entre os diversos dicionários de Português. Por exemplo, segundo o Aurélio, o certo é “berinjela” mas, segundo o Houaiss, o certo é “beringela”. 
Escrevo com jota porque, na minha época (pronto, estou oficialmente velho), aprendi com o Aurélio. Aliás, o Michaelis, também apresenta “berinjela”.
Opa! É o Houaiss que está procurando problema? A Wikipédia explica:
Beringela ou Berinjela?
No Brasil há muita dúvida e erros de ortografia sobre a escrita deste nome. Segundo o Dicionário Aurélio da língua portuguesa, no português brasileiro o correto é berinjela (com J). Já em Portugal o correto é beringela (com G).
Concordo que a Wikipédia baseou-se no Aurélio para afirmar isso, mas fazer o que se o homem era bom? 
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Publicado em Reflexões, em 15/02/2008 às 1h38 (última atualização em 15/03/2011 às 23h29)
Marcadores: aprendizado, computador, FGV, inclusão digital, OLPC, plágio, Unicamp
Continuando a discussão sobre os computadores como ferramentas de ensino, o BR-Linux.org noticiou um artigo da professora Ana Cristina Matte, pós-doutora pela Unicamp, contestando a pesquisa que relacionava o uso de computadores em tarefas escolares a um pior desempenho dos alunos, especialmente entre os mais pobres e mais jovens, alvos principais de iniciativas como a One Laptop per Child (OLPC) e o Projeto Um Computador por Aluno (UCA).
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