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O uso da internet parece-se um pouco com a colonização do continente americano. No começo, o mundo virtual (o Novo Mundo) parecia um paraíso, cheio de oportunidades e bastante seguro. Contudo, à medida que oportunistas passaram a frequentá-lo, mostrou-se tão arriscado quanto o mundo real (o Velho Mundo). As ferramentas de proteção, como antivírus e programas anti-spyware, têm muito trabalho para se manter atualizados frente ao número cada vez maior de ameaças.

Em virtude dessa mutabilidade, antivírus, anti-spyware, vacinas e toda a parafernália de proteção são o último recurso de segurança. São como as redes usadas pelos trapezistas, ou os cintos de segurança nos veículos: estão lá para prevenir maiores danos em caso de acidente, mas não se deve contar exclusivamente com eles.

Infelizmente, isso não ocorre com a maioria dos usuários. Eles tendem a relaxar ao instalar um antivírus (muitas vezes pirateado, mas isto é assunto para outro post) e ficam descuidados. Confiando numa suposta infalibilidade do programa de proteção, clicam em qualquer propaganda, figura animada ou alguma variação da expressão “clique aqui” e terminam contaminados com uma variedade de vírus, worms, spywares e adwares de fazer inveja a algumas empresas de segurança.

Um estudo feito pela Websense Security Labs traz informações preocupantes como as listadas abaixo:

  • o número de sites apresentando conteúdo malicioso (como vírus, worms, spywares e adwares) cresceu 233% no primeiro semestre de 2009;
  • 95% dos comentários em blogs e redes sociais (como orkut, Twitter e Facebook) eram spam ou apresentavam conteúdo malicioso;
  • 78% das páginas com temas questionáveis (como sexo, violência, drogas e jogos de azar) apresentavam pelo menos um link para conteúdo malicioso;
  • mais de 85% dos e-mails eram spam ou apresentavam conteúdo malicioso; e
  • o Brasil é (infelizmente) o terceiro país com mais hospedagem de software relacionado a crimes eletrônicos, atrás apenas dos Estados Unidos e China.

Com o volume de lixo na internet hoje, não há antivírus que aguente! Os usuários precisam se acostumar a evitar sites suspeitos, a observar qualquer mudança nas páginas de sites conhecidos, a suspeitar de mensagens de e-mail e a escolher melhor seus navegadores, por exemplo.

Se não fizerem isso, estarão condenados, a não ser que tenham esperança que a situação melhore nos próximos anos…
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