Para um sabido…

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Essa semana, conversando sobre profissões, lembrei de uma anedota clássica sobre advogados.

Ela traz uma pequena lição de moral, ao estilo de uma anedota sobre engenheiros de software que publiquei aqui no site há algum tempo.

Aproveitando que hoje é sexta-feira, que tal aprender sorrindo?

Os charutos incendiados

Autor desconhecido*

Conta-se que, uma vez, um advogado de Charlotte, Carolina do Norte (EUA), comprou uma caixa de charutos muito raros e caros, e contratou uma apólice de seguro contra roubo, incêndio e outros riscos.

Algum tempo depois, após fumar todo o seu estoque de charutos, o advogado foi à seguradora em busca de indenização pela perda dos charutos em uma série de pequenos incêndios.

A companhia de seguro se recusou a pagar alegando que o homem havia consumido os charutos do modo normal. Imediatamente, o advogado processou a seguradora.

Ao proferir a sentença, o juiz disse que a seguradora concordara que os charutos eram asseguráveis e os assegurara contra fogo, sem definir, no entanto, o que seria considerado “fogo inaceitável”. Por essa razão, ela estava obrigada a atender a reivindicação e pagar o seguro.

Ao invés de suportar a longa e cara apelação à sentença, a companhia de seguro aceitou a decisão e pagou 15 mil dólares para o advogado pela sua perda dos charutos raros, queimados nos incêndios.

Quando o advogado descontou o cheque, a companhia de seguro mandou prendê-lo por 24 casos de incêndios premeditados. Usando a própria reivindicação de seguro e a jurisprudência do caso anterior, a companhia acusou o advogado de incendiar intencionalmente a sua propriedade coberta por seguro.

Ele foi condenado a 24 meses de prisão e a pagar uma multa de 24 mil dólares.

* Adaptação da versão disponível no Consultor Jurídico.

Essa anedota existe desde a década de 1960 e é tão conhecida que em 2003 foi transformada em música.

Em algumas versões que circulam na internet, dizem que ela é verídica, mas isso não seria possível porque:
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  • em apólices de seguros, ações deliberadas por parte dos segurados não desencadeiam indenização; e
  • destruição de propriedade própria não seria crime, desde que sem a intenção de fraude. Como um tribunal já havia decidido que não havia fraude, a queima não poderia ser considerada ato criminoso.

O problema com as piadas de advogado é que os advogados não acham graça… e as outras pessoas não acham que é piada!

Mas, se você for uma exceção, experimente o livro O advogado que ri!

2 comentários sobre “Para um sabido…

  1. Muito boa essa. Mesmo sendo advogado confesso que quando li comecei a raciocinar se poderia ser verdade… Coisa da mente de advogado !
    Abs,
    José Rosa.

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