Olhos mais estreitos, visão mais larga…
1 de junho de 2007 às 11:24 (atualizado em 8 de janeiro de 2010 às 23:20)Publicado em Reflexões
Marcadores: big brother, carreira, educação, televisão
A maioria da população brasileira sofre com baixos salários e, principalmente, com baixo nível cultural. Assistem-se a mais programas como o Domingão do Faustão do que a programas culturais; o “miguxês” grassa pela internet e participantes de programas como o Big Brother Brasil tornam-se ídolos para a população (tive alunos que faltaram aula para assistir ao programa!).

Apesar de termos acesso mais fácil a um volume maior de informações, o brasileiro está escolhendo errado. Está preferindo ficar mais ignorante… Pelo menos, há movimentos contra isso, como o livro Brasileiros Pocotó de Luciano Pires, mas a situação está difícil. O povo, ignorante, escolhe programas, empresas e políticos ruins; e estes oferecem em troca meios de tornar-lo mais ignorante ainda…

Li, numa reportagem da revista Veja, que os orientais estudam mais do que os brasileiros. Infelizmente, não é nenhuma novidade… O interessante é que os brasileiros descendentes de orientais também estudam mais que os brasileiros “comuns” (miscigenados mas sem descendência definida, como eu)! Alguns trechos:
[...] De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 37% dos alunos de origem asiática no Brasil concluem a universidade — quatro vezes mais do que a média dos estudantes brasileiros. [...]
[...] Enquanto um típico aluno brasileiro passa cinco horas por dia às voltas com aulas e livros, os que vêm de família coreana, chinesa ou japonesa dedicam pelo menos oito horas aos estudos, segundo a pesquisa. Em suma, eles repetem no Brasil a fórmula aplicada em seu país de origem: investem tudo o que têm em educação — e varam noites debruçados sobre apostilas e equações matemáticas. Deu certo lá. Está funcionando aqui. Conclui o pesquisador Kaizô Beltrão, autor do estudo, também descendente de japoneses: “Os asiáticos no Brasil estão deixando o restante da população para trás”. [...]
[...] No ano passado, o estudante Clinton Sung Chin, de 14 anos, foi o número 1 de sua turma. Vibrou. Agora mergulha nos livros para repetir a dose. Tímido, ele se assume nerd. “Entre meus amigos de família asiática, isso é sinal de prestígio, e não de vergonha, como para os brasileiros”, diz. [...]
[...] Os estudantes de origem asiática não sobressaem apenas na escola. Um levantamento feito pela Universidade de São Paulo revela que eles chegam a ocupar quase 20% das vagas nas carreiras mais disputadas, como medicina e engenharia. O número surpreende, uma vez que, na população brasileira, os asiáticos são bem poucos: apenas 0,45% do total. [...]
[...] Desde os primeiros anos de vida, são estimulados pela família a dedicar-se à escola (e às vezes engatam em rotinas maçantes, que incluem noites insones e muita decoreba). [...]
Enquanto eram os japoneses, chineses e sul-coreanos, argumentava-se que era porque “somos subdesenvolvidos”, “nosso sistema de educação é ruim”, “eles têm uma cultura milenar”, “nós fomos colonizados”, etc.
E agora, qual a desculpa? Eles são brasileiros! Também têm Faustão e BBB à sua disposição!

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[...] Enquanto um típico aluno brasileiro passa cinco horas por dia às voltas com aulas e livros, os que vêm de família coreana, chinesa ou japonesa dedicam pelo menos oito horas aos estudos, segundo a pesquisa. Em suma, eles repetem no Brasil a fórmula aplicada em seu país de origem: investem tudo o que têm em educação — e varam noites debruçados sobre apostilas e equações matemáticas. Deu certo lá. Está funcionando aqui. Conclui o pesquisador 
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