Distribuição gratuita de livros infantis

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Na minha opinião, aprender a ler é uma das maiores conquistas de uma pessoa. Quando aprendemos a ler, temos acesso a um enorme volume de conhecimento! São histórias, fábulas, poemas, notícias, avisos, instruções… A despeito das inovações tecnológicas, ainda não há forma mais prática e eficiente de transferir conhecimento do que ler. O livro oferece seu conteúdo de acordo com a conveniência e o ritmo do leitor. E ele ainda é paciente: repete o mesmo trecho tantas vezes quantas forem necessárias, sem reclamar.

Como resultado, eu gosto muito de livros. Prefiro os tradicionais, mas já li vários livros digitais no meu finado PDA e, provavelmente em um ou dois anos, devo adquirir um leitor dedicado como o Kindle. Passei uma boa parte de minha infância na biblioteca. Penso ser imprescindível desenvolver nos jovens o gosto pela leitura. Afinal, como disse Marco Túlio Cícero, há mais de 2 mil anos: os livros são o alimento da juventude.

Por isso, gostei muito quando soube da última iniciativa do Itaú. Por meio do Projeto Ler Faz Crescer, o Itaú irá distribuir 8 milhões de livros infantis para estimular os pequenos a ler. Qualquer pessoa maior de idade pode solicitar um conjunto com quatro livros infantis (O Jogo da Parlenda, Bem-te-vi e outras poesias, Os Três Porquinhos e O Lobisomem), totalmente grátis, desde que depois de ler e reler, entregue para outra pessoa fazer o mesmo.

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A ideia é que o adulto leia para a criança e depois passe adiante para que outro adulto faça o mesmo. Ajudando não apenas as crianças carentes, mas toda e qualquer criança a começar a gostar de livros. É possível observar esse interesse nas dicas disponíveis no site do projeto:

Por que ler histórias para crianças?

Em primeiro lugar, porque isso lhes dá prazer. Elas também aprendem, com as histórias, outras culturas, conhecem seus valores, modos de ser e viver.

E, quando uma criança pede repetidamente que lhe contem uma história, provavelmente, encontre, nos fatos narrados, acontecimentos que se relacionam com sua vida, seus medos, seus desejos.
Na escuta das histórias e “causos”, as crianças também aprendem a separar o que faz parte da realidade e o que da ordem do imaginário. E, nesse sentido, desenvolvem a imaginação, inventam e sabem que no mundo do “faz de conta” tudo é possível. Com isso, vão entendendo, ainda que de forma sutil, a passagem do tempo, a ideia de passado, de memória.

Muitos estudos mostram que o adulto tem papel fundamental para que a criança coloque a leitura e a escrita como foco de atenção. É a companhia do adulto que a atrai para folhear um livrinho, imaginar cenas de uma história, perguntar o que está escrito ou prestar atenção à narrativa lida.

Por isso, é importante que as crianças possam vivenciar a escuta de histórias interagindo com um adulto. Nesses momentos, o adulto lê alguns trechos, conta outros, dramatiza a voz de alguns personagens, chama a atenção para a ilustração. Nessa situação faz vários jogos verbais: cadê o porquinho? Quem é esse aqui? O que a menina está fazendo? Como a mãe faz quando está brava?

Essa prática possibilita que a criança passe do papel de ouvinte participante para o de leitor. Aos poucos será capaz de ocupar esse lugar, apoiando-se na ilustração, na memória e na colaboração de alguém mais experiente.

Dicas para contar histórias

  1. Encontre um espaço aconchegante, inusitado: um sofá, a sombra de uma árvore, um pequeno tapete, os primeiros degraus de uma escada.
  2. Assuma o lugar de leitor e a alegria de dividir a narrativa com as crianças.
  3. Escolha sempre histórias que te encantam. É preciso gostar do que se lê, pois só assim é possível contagiar o ouvinte com nossas palavras e narrativas.
  4. Dê vida para as histórias: perceba o ritmo, escolha a entonação adequada, use todo seu corpo para dar vida ao enredo.
  5. Envolva
    o ouvinte, fisgando-o pelo olhar e convidando-o à participação. Ele deve mergulhar na aventura, se surpreender com o que acontece, tentar adivinhar o que está por vir.
  6. Lembre-se de que a experiência com a escuta deve começar e terminar como a própria narrativa. Não busque explicações, justificativas, pretextos. A história precisa se bastar: a experiência se conclui com o desfecho do enredo.
  7. Tenha em mente que a leitura de um texto não se esgota na primeira leitura. Cada vez que voltamos a uma história, descobrimos detalhes, novas possibilidades, outros entendimentos.

Gostou da campanha? Então, está esperando o que para pedir o seu kit? Visite o site do projeto!

6 comentários sobre “Distribuição gratuita de livros infantis

  1. Olá,
    Muito boa essa iniciativa.
    Leitura é sempre bom para o desenvolvimento das criaças.

    Abraço a todos!

    • Deivid, os livros eram distribuídos pelo Projeto Ler Faz Crescer do banco Itaú:

      Por meio do Projeto Ler Faz Crescer, o Itaú irá distribuir 8 milhões de livros infantis para estimular os pequenos a ler. Qualquer pessoa maior de idade pode solicitar um conjunto com quatro livros infantis (O Jogo da Parlenda, Bem-te-vi e outras poesias, Os Três Porquinhos e O Lobisomem), totalmente grátis, desde que depois de ler e reler, entregue para outra pessoa fazer o mesmo.

      Esse projeto foi encerrado e substituído pelo projeto Itaú Criança. Veja mais detalhes (inclusive as condições para distribuição gratuita de livros) no site do projeto.

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