Dicas para a Sexta-feira Negra

santa_wants_you.png

Nos Estados Unidos, a quarta sexta-feira do mês de novembro (dia seguinte ao Dia de Ação de Graças) é chamada de Black Friday (sexta-feira negra) e abre o período de compras para o Natal.

A mais nova moda entre os comerciantes brasileiros é implantar mais esse costume aqui no Brasil. Imagino o porquê…

Infelizmente, os comerciantes brasileiros parecem não ter compreendido muito bem a ideia (um dia de ótimas oportunidades de negócio). Culpa de Gérson? Pode ser, não sei…

De qualquer forma, a edição deste ano está chegando e não custa nada se preparar para ela. Aqueles que quiserem aproveitar oportunidades sem o risco de serem enganados, devem ler um pouco sobre o assunto. Primeiro uma retrospectiva da sexta-feira negra de 2011:

Black Friday do Brasil foi cinzenta

Stella Dauer (jornalista de tecnologia).

E para deixar tudo mais deprimente ainda, as famosas ofertas oferecidas por aqui foram, em sua maioria, minguadas e falsas. É muito fácil subir o preço de um produto, anunciá-lo por seu preço normal e oferecer como promoção imperdível de Black Friday. O que aconteceu foi que a maioria das pessoas percebeu o engodo.

Fonte: Meio Bit.

Percebeu a malandragem? Então, dê uma olhadinha nas dicas abaixo para economizar na próxima edição:

  • acesse os sites oficiais da promoção – em 2012 foram Busca Desconto, Dark Friday e SaveMe;
  • também pode valer a pena visitar cada loja individualmente;
  • ao encontrar ofertas tentadoras, verifique se o desconto é real ou se o preço foi inflacionado antes da promoção, usando ferramentas como o JáCotei e o Baixou; e
  • não se esqueça da Cyber Monday – na segunda-feira após a Black Friday costuma haver um saldão de itens de tecnologia.

Basicamente, é isso. Mas, se quiser mais detalhes, veja as dicas do Gizmodo em 2012.

Para aprender mais sobre as técnicas de remarcação de preços, sugiro um artigo da Revista Superinteressante:

A ciência dos preços

Felipe Van Deursen (Superinteressante).

Mas não é só lugar badalado que usa e abusa da psicologia dos preços. O prato-feito da esquina também. Muitas vezes ele o induz a escolher exatamente aquilo que quer que você escolha. Pense em um filé com fritas. Pequeno, R$ 15; médio, R$ 20; grande, R$ 22. Se a fome for grande, você tenderá a escolher o maior prato porque proporcionalmente ele é mais barato. O restaurante pode cobrar menos, pois a quantidade de comida no prato não interfere tanto assim no custo (há outras partes envolvidas, como mão de obra, energia elétrica, gás, água etc.). Cobrando menos, o restaurante o leva a pedir logo o maior prato. É o chamado “menu induzidor”, que faz parte de um conceito largamente usado para conquistar o consumidor: o preço não linear.

Fonte: Revista Superinteressante.

2 comentários sobre “Dicas para a Sexta-feira Negra

  1. Duas observações e três dicas de posts:

    1. no nome, “black friday“, o black não deve ser por acaso, a situação para o consumidor incauto vai ficando cada vez mais preta, ele usa os cartões desbragadamente e depois…
    2. Black Friday abre o período de compras para o Natal, que no fundo no fundo é apenas isso: consumismo desenfreado!

    Dicas de posts:

    1. Programado para morrer;
    2. Do mundo virtual ao mundo espiritual (Frei Beto); e
    3. O império do consumo.

    abs,
    José Rosa.

    • Hehehe! Zé,

      Com relação ao nome, você quase acertou na mosca! Pelo que pesquisei, o black foi dado pelos oficiais de polícia em decorrência do trânsito da cidade, congestionado. Mas acho que atualmente, sua interpretação está mais adequada…

      Com relação ao Natal, concordo plenamente, por isso o “bom velhinho” ali em cima…

      Não conhecia esses seus posts, acredita? Muito bons, espero “degustá-los” hoje à noite…

Deixe um comentário: