<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss
version="2.0"
xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
xmlns:series="http://unfoldingneurons.com/"
> <channel><title>jlcarneiro.com &#187; Reflexões</title> <atom:link href="http://www.jlcarneiro.com/category/thoughts/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.jlcarneiro.com</link> <description>Porque agora todo mundo é &#34;pontocom&#34;</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:11:48 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>O trânsito nas cidades grandes: Patetas ao volante?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/o-transito-nas-cidades-grandes-patetas-ao-volante/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/o-transito-nas-cidades-grandes-patetas-ao-volante/#comments</comments> <pubDate>Mon, 16 Jan 2012 19:42:18 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[contraexemplos]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[humor]]></category> <category><![CDATA[imagens]]></category> <category><![CDATA[sociedade]]></category> <category><![CDATA[vídeos]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1305</guid> <description><![CDATA[Gostei muito do texto de Martha Medeiros sobre o trânsito de Salvador, reproduzido no ZÉducando! Aqui entre nós, é impressionante como nossa cidade só consegue ser &#8220;a terceira maior cidade do país&#8221; em aspectos negativos &#8211; em variedade e qualidade dos serviços prestados, perde para muita &#8220;cidadezinha do interior&#8221;. Isso, sem falar em bibliotecas, museus, [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Gostei muito do texto de Martha Medeiros sobre o trânsito de Salvador, <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/2012/01/15/missao-quase-impossivel-enfrentar-esses-meus-inimigos-na-bahia/" class="liexternal">reproduzido no ZÉducando</a>! Aqui entre nós, é impressionante como nossa cidade só consegue ser &#8220;a terceira maior cidade do país&#8221; em aspectos negativos &#8211; em variedade e qualidade dos serviços prestados, perde para muita &#8220;cidadezinha do interior&#8221;. Isso, sem falar em bibliotecas, museus, livrarias, teatros, cinemas e espetáculos de qualidade&#8230;</p><p>Voltando ao assunto, o novo filme da série Missão Impossível serviu de parâmetro em uma comparação inspirada da autora. Talvez por ainda não ter visto o novo filme de Tom Cruise, ao ler o texto lembrei-me imediatamente de um antigo desenho animado da Disney, o curta-metragem <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Motor_Mania" rel="nofollow" class="liexternal">Pateta no Trânsito</a> (<a
href="http://www.disneyshorts.org/shorts.aspx?shortID=495" class="liexternal">Motor Mania</a>, no original), de 1950.</p><p>No desenho, ao assumir o volante, o Sr. <em>Walker</em> (Sr. Andante, em uma saudosa dublagem antiga), um cidadão paciente e educado, tornava-se o terrível Sr. <em>Wheeler</em> (Sr. Volante, antes da globalização), um motorista grosseiro, impaciente e egoísta, capaz das maiores atrocidades no trânsito:</p><p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/pateta_motormania.gif" alt="pateta_motormania.gif" title="Qualquer semelhança terá sido mera coincidência?" width="300" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-1306" /></p><p><span
id="more-1305"></span>Para registro (e por comodidade), também reproduzo o texto:</p><blockquote><p><span
class="title">Missão Impossível</span><br
/> <span
class="author">Por Martha Medeiros<a
href="#credits" class="liinternal">*</a></span></p><p>No mais novo e divertido filme da série Missão Impossível, Tom Cruise costura, chuleia e prega botão no trânsito de Dubai. Faz ultrapassagens miraculosas, tira finos, quase atropela uma cáfila de camelos, detona com um Jaguar e sai ileso feito o Papa-Léguas. A plateia delira: eis um valente super-herói.</p><p>Aí o filme termina, as luzes se acendem e cada um volta pra sua vidinha sem efeito especial, em seu carro meia-boca e sabendo-se longe de ser um ás em qualquer coisa. Somos homens e mulheres comuns, nem tão belos e com uma profissão pouco empolgante. O que poderíamos ter de semelhante com um personagem tão incrivelmente cartunesco? Ora, ora, também podemos ter inimigos! Então, elegemos os outros motoristas como nossos opositores e assim transformamos a vidinha modorrenta num videogame.</p><p>Assim perdura nosso complexo de vira-lata. Quanto mais o cara acelera, faz ultrapassagens arriscadas e tem pressa em chegar antes que o motorista de trás, mais ele atesta sua infantilidade, sua inferioridade e seu despreparo para uma vida consciente e adulta. São babacas que possuem uma visão completamente deturpada de si mesmos. Contraditórios, eles se orgulham por beber, por não usar cinto e por dirigir agressivamente, sem se dar conta de que estão demonstrando o quanto são de segunda categoria.</p><p>O que importa é conhecer os truques para voar pelas estradas, sair sem um arranhão e ainda seduzir a garota mais bonita – que é outra babaca se aguenta tudo isso quieta.</p><p>Nossas estradas não são o bicho, a sinalização é deficiente, mas nada é de pior qualidade que nossos motoristas. São homens (e algumas mulheres também) impotentes para avançar em suas profissões, impotentes para ultrapassar a concorrência com uma ideia mais criativa, impotentes para conquistar o respeito da sua turma, impotentes para educar os filhos com responsabilidade, e por isso recorrem a malabarismos e palhaçadas no asfalto.</p><p>Usam o carro como um meio de transporte não de um lugar para o outro, mas de um status para o outro – só que são promovidos a delinquentes, não a agentes secretos.</p><p>Para eles, inimigos são os que obedecem às leis, os que têm cautela quando chove, os que reduzem em curvas perigosas e “atrapalham” os velozes. Será missão impossível reajustar esse foco? A guerra no trânsito só terá menos vítimas quando motoristas imaturos tiverem amor próprio suficiente para não precisarem se exibir. Ninguém se torna mais admirável por chegar primeiro, por arriscar a vida e protagonizar cenas dignas de um filme de ação.</p><p>Esses continuarão menores que Tom Cruise (que já é pequeno) e sendo meros figurantes de uma viagem que exige bravura, sim, mas de outro tipo. A bravura de proteger sua família, de não enxergar os outros como rivais e de ter habilidade para dirigir a própria vida – que exige bem mais que um volante e um acelerador: exige cérebro.</p><p>Meninos de 18 anos, meninos de 42, meninos de 67: dirijam com prudência se forem homens.</p><p><span
id="credits" class="credits">* Publicado no jornal A Tarde de 15 de janeiro de 2012.</span></p></blockquote><p>Realmente, nossos motoristas (homens e mulheres, de 18 a 81 anos de idade) adoram exibir-se em carrões, cada vez maiores e mais caros, ou em comportamentos irresponsáveis, egoístas e arriscados, típicos de crianças imaturas. Com o número de carros aumentando, principalmente pela falta de um sistema de transporte de qualidade, e com esses motoristas como modelos, como será o trânsito no futuro?</p><p>Ah! Aqueles que desejarem conhecer o desenho (é rápido, apenas sete minutinhos), podem conferi-lo abaixo:</p><p><center><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/RMZ3bsrtJZ0?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br
/> <small><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=RMZ3bsrtJZ0&amp;hd=1" class="liexternal">Link para o vídeo</a></small></center></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/o-transito-nas-cidades-grandes-patetas-ao-volante/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> <item><title>Literatura de cordel e BBB, tudo a ver!</title><link>http://www.jlcarneiro.com/literatura-de-cordel-e-bbb-tudo-a-ver/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/literatura-de-cordel-e-bbb-tudo-a-ver/#comments</comments> <pubDate>Tue, 10 Jan 2012 20:54:58 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[BBB]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[exemplo]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[sociedade]]></category> <category><![CDATA[televisão]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1302</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/bbb-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="bbb.jpg" title="Até quando teremos que suportar?" /></p>E começou tudo de novo, estreou mais um Big Brother Brasil. Caramba! Já são doze anos! Acho deprimente curioso crianças nascidas a partir de 1998 não terem recordação de um tempo sem esse&#8230; programa. Aproveitando um post sobre o assunto no ZÉducando, do meu amigo Zé Rosa, decidi fazer minha &#8220;homenagem&#8221; e terminei descobrindo um [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/bbb-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="bbb.jpg" title="Até quando teremos que suportar?" /></p><p>E começou tudo de novo, estreou mais um Big Brother Brasil. Caramba! Já são doze anos! Acho <del>deprimente</del> curioso crianças nascidas a partir de 1998 não terem recordação de um tempo sem esse&#8230; <em>programa</em>.</p><p>Aproveitando <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/2012/01/10/bbb-2012-quem-financia-a-baixaria-e-contra-a-cidadania/" class="liexternal">um post sobre o assunto</a> no <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/" class="liexternal">ZÉducando</a>, do meu amigo Zé Rosa, decidi fazer minha &#8220;homenagem&#8221; e terminei descobrindo um excelente texto do baiano <a
href="http://barretocordel.wordpress.com/" class="liexternal">Antonio Barreto</a>.</p><p>Não é a primeira vez que escrevo sobre o <a
href="http://www.jlcarneiro.com/tag/bbb/" class="liinternal">Big Brother Brasil</a>, mas esse é um dos melhores textos que já encontrei sobre o assunto. Além de <a
href="http://barretocordel.wordpress.com/sobre-mim/" class="liexternal">professor, poeta e cordelista</a>, Barreto também é um ótimo crítico, dono de uma escrita afiada e de um grande senso de humor&#8230;</p><p>A seguir, reproduzo o texto (é bem longo, mas vale a pena ser lido!). Depois, algumas observações sobre ele&#8230;</p><p><span
id="more-1302"></span></p><blockquote><p><span
class="title">Big Brother Brasil, um programa imbecil</span><br
/> <span
class="author">Por Antonio Barreto<a
href="#credits" class="liinternal">*</a></span></p><p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/covers/cordel_do_bbb.png" alt="cordel_do_bbb.png" title="E o cordão do BBB cada vez aumenta mais..." width="275" height="400" class="alignright size-full wp-image-1303" />Curtir o Pedro Bial<br
/> E sentir tanta alegria<br
/> É sinal de que você<br
/> O mau-gosto aprecia<br
/> Dá valor ao que é banal<br
/> É preguiçoso mental<br
/> E adora baixaria.</p><p>Há muito tempo não vejo<br
/> Um programa tão &#8220;fuleiro&#8221;<br
/> Produzido pela Globo<br
/> Visando Ibope e dinheiro<br
/> Que além de alienar<br
/> Vai por certo atrofiar<br
/> A mente do brasileiro.</p><p>Me refiro ao brasileiro<br
/> Que está em formação<br
/> E precisa evoluir<br
/> Através da Educação<br
/> Mas se torna um refém<br
/> Iletrado, &#8220;zé-ninguém&#8221;<br
/> Um escravo da ilusão.</p><p>Em frente à televisão<br
/> Lá está toda a família<br
/> Longe da realidade<br
/> Onde a bobagem fervilha<br
/> Não sabendo essa gente<br
/> Desprovida e inocente<br
/> Desta enorme &#8220;armadilha&#8221;.</p><p>Cuidado, Pedro Bial<br
/> Chega de esculhambação<br
/> Respeite o trabalhador<br
/> Dessa sofrida Nação<br
/> Deixe de chamar de heróis<br
/> Essas <em>girls</em> e esses <em>boys</em><br
/> Que têm cara de bundão.</p><p>O seu pai e a sua mãe,<br
/> Querido Pedro Bial,<br
/> São verdadeiros heróis<br
/> E merecem nosso aval<br
/> Pois tiveram que lutar<br
/> Pra manter e te educar<br
/> Com esforço especial.</p><p>Muitos já se sentem mal<br
/> Com seu discurso vazio.<br
/> Pessoas inteligentes<br
/> Se enchem de calafrio<br
/> Porque quando você fala<br
/> A sua palavra é bala<br
/> A ferir o nosso brio.</p><p>Um país como Brasil<br
/> Carente de educação<br
/> Precisa de gente grande<br
/> Para dar boa lição<br
/> Mas você na rede Globo<br
/> Faz esse papel de bobo<br
/> Enganando a Nação.</p><p>Respeite, Pedro Bienal<br
/> Nosso povo brasileiro<br
/> Que acorda de madrugada<br
/> E trabalha o dia inteiro<br
/> Dá muito duro, anda rouco<br
/> Paga impostos, ganha pouco:<br
/> Povo HERÓI, povo guerreiro.</p><p>Enquanto a sociedade<br
/> Neste momento atual<br
/> Se preocupa com a crise<br
/> Econômica e social<br
/> Você precisa entender<br
/> Que queremos aprender<br
/> Algo sério – não banal.</p><p>Esse programa da Globo<br
/> Vem nos mostrar sem engano<br
/> Que tudo que ali ocorre<br
/> Parece um zoológico humano<br
/> Onde impera a esperteza<br
/> A malandragem, a baixeza:<br
/> Um cenário sub-humano.</p><p>A moral e a inteligência<br
/> Não são mais valorizadas.<br
/> Os &#8220;heróis&#8221; protagonizam<br
/> Um mundo de palhaçadas<br
/> Sem critério e sem ética<br
/> Em que vaidade e estética<br
/> São muito mais que louvadas.</p><p>Não se vê força poética<br
/> Nem projeto educativo.<br
/> Um mar de vulgaridade<br
/> Já tornou-se imperativo.<br
/> O que se vê realmente<br
/> É um programa deprimente<br
/> Sem nenhum objetivo.</p><p>Talvez haja objetivo<br
/> &#8220;professor&#8221;, Pedro Bial<br
/> O que vocês tão querendo<br
/> É injetar o banal<br
/> Deseducando o Brasil<br
/> Nesse Big Brother vil<br
/> De lavagem cerebral.</p><p>Isso é um desserviço<br
/> Mal exemplo à juventude<br
/> Que precisa de esperança<br
/> Educação e atitude<br
/> Porém a mediocridade<br
/> Unida à banalidade<br
/> Faz com que ninguém estude.</p><p>É grande o constrangimento<br
/> De pessoas confinadas<br
/> Num espaço luxuoso<br
/> Curtindo todas baladas:<br
/> Corpos &#8220;belos&#8221; na piscina<br
/> A gastar adrenalina:<br
/> Nesse mar de palhaçadas.</p><p>Se a intenção da Globo<br
/> É de nos &#8220;emburrecer&#8221;<br
/> Deixando o povo demente<br
/> Refém do seu poder:<br
/> Pois saiba que a exceção<br
/> (Amantes da educação)<br
/> Vai contestar a valer.</p><p>A você, Pedro Bial<br
/> Um mercador da ilusão<br
/> Junto a poderosa Globo<br
/> Que conduz nossa Nação<br
/> Eu lhe peço esse favor:<br
/> Reflita no seu labor<br
/> E escute seu coração.</p><p>E vocês caros irmãos<br
/> Que estão nessa cegueira<br
/> Não façam mais ligações<br
/> Apoiando essa besteira.<br
/> Não deem sua grana à Globo<br
/> Isso é papel de bobo:<br
/> Fujam dessa baboseira.</p><p>E quando chegar ao fim<br
/> Desse Big Brother vil<br
/> Que em nada contribui<br
/> Para o povo varonil<br
/> Ninguém vai sentir saudade:<br
/> Quem lucra é a sociedade<br
/> Do nosso querido Brasil.</p><p>E saiba, caro leitor<br
/> Que nós somos os culpados<br
/> Porque sai do nosso bolso<br
/> Esses milhões desejados<br
/> Que são ligações diárias<br
/> Bastante desnecessárias<br
/> Pra esses desocupados.</p><p>A loja do BBB<br
/> Vendendo só porcaria<br
/> Enganando muita gente<br
/> Que logo se contagia<br
/> Com tanta futilidade<br
/> Um mar de vulgaridade<br
/> Que nunca terá valia.</p><p>Chega de vulgaridade<br
/> E apelo sexual.<br
/> Não somos só futebol,<br
/> baixaria e carnaval.<br
/> Queremos Educação<br
/> E também evolução<br
/> No mundo espiritual.</p><p>Cadê a cidadania<br
/> Dos nossos educadores<br
/> Dos alunos, dos políticos<br
/> Poetas, trabalhadores?<br
/> Seremos sempre enganados<br
/> e vamos ficar calados<br
/> diante de enganadores?</p><p>Barreto termina assim<br
/> Alertando ao Bial:<br
/> Reveja logo esse equívoco<br
/> Reaja à força do mal&#8230;<br
/> Eleve o seu coração<br
/> Tomando uma decisão<br
/> Ou então: siga, animal&#8230;</p><p><span
id="credits" class="credits">* Professor, poeta e cordelista, baiano natural de Santa Bárbara e residente em Salvador.</span></p></blockquote><p>O poema começa de forma dura, ofensiva até. Mas gradualmente vai apresentando seus (bons) argumentos:</p><ul><li>a família (e a sociedade junto com ela) ficando cada vez mais alienada;</li><li>a ofensa do título de &#8220;herói&#8221; sendo dado a pessoas que não o merecem; e</li><li>o papel da sociedade que, ao dar audiência (e dinheiro) a tais programas, contribui para sua existência.</li></ul><p>As consequências são nefastas:</p><ul><li>os jovens têm sua educação prejudicada &#8211; para que estudar? Melhor tentar ser um &#8220;brother&#8221; (ou cantor de pagode ou de funk, ou jogador de futebol&#8230;);</li><li>os tais &#8220;heróis&#8221; (palavra repetida em todos os programas) são ignorantes, fúteis, falsos e trapaceiros. São esses os valores que queremos para nossos jovens?</li></ul><p>As famílias (muitas delas) parecem ignorar esses problemas e os dramas que ocorrem na realidade, em casa ou fora dela, e passam apenas a discutir as fofocas do BBB, durante meses. E algumas pessoas permanecem neste estado de hipnose por anos, já que continuam acompanhando a vida dos participantes (vencedores ou não, ser ex-BBB está virando profissão!).</p><p>Alguns dirão que é entretenimento e que, por isso, é importante. Mas, qual será o custo dessa diversão?</p><p><strong>Atualização:</strong> Além do já citado texto do <a
href="http://joserosafilho.wordpress.com/" class="liexternal">ZÉducando</a>, vale a pena ler também o contundente texto <a
href="http://www.materiasjuridicas.com.br/2012/01/bbb-de-nobre-so-o-horario/" class="liexternal">BBB, de nobre só o horário</a>, do professor Odailson, reproduzido no <a
href="http://www.materiasjuridicas.com.br/" class="liexternal">Matérias Jurídicas</a>.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/literatura-de-cordel-e-bbb-tudo-a-ver/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>7</slash:comments> </item> <item><title>Curioso social?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/curioso-social/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/curioso-social/#comments</comments> <pubDate>Fri, 30 Dec 2011 03:38:04 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[charges]]></category> <category><![CDATA[humor]]></category> <category><![CDATA[imagens]]></category> <category><![CDATA[internet]]></category> <category><![CDATA[segurança]]></category> <category><![CDATA[sociedade]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1288</guid> <description><![CDATA[Fonte: Endless Origami, via Chongas. Em inglês, é chique: &#8220;stalker&#8221;. Em português, é &#8220;bisbilhoteiro&#8221; mesmo. Em qualquer dos casos, o significado é o mesmo: perigo!]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/endlessorigami_stalker.png" alt="endlessorigami_stalker.png" title="Quem é mais estranho: ele ou a sociedade?" width="600" height="546" class="aligncenter size-full wp-image-1289" /><br
/> <small><strong>Fonte:</strong> <a
href="http://endlessorigami.com/?p=117" class="liexternal">Endless Origami</a>, via <a
href="http://www.chongas.com.br/2010/11/bisbilhoteiros-e-fofoqueiros/" class="liexternal">Chongas</a>.</small></p><p>Em inglês, é chique: &#8220;stalker&#8221;. Em português, é &#8220;bisbilhoteiro&#8221; mesmo.</p><p>Em qualquer dos casos, o significado é o mesmo: <strong><em>perigo!</em></strong></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/curioso-social/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>E então, o que você fez?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/e-entao-o-que-voce-fez/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/e-entao-o-que-voce-fez/#comments</comments> <pubDate>Sat, 24 Dec 2011 03:47:37 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[ano-novo]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[John Lennon]]></category> <category><![CDATA[mensagens]]></category> <category><![CDATA[músicas]]></category> <category><![CDATA[Natal]]></category> <category><![CDATA[poesia]]></category> <category><![CDATA[vídeos]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1285</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/john_lennon-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="john_lennon.jpg" title="Imagine, apenas imagine..." /></p>O fim do ano é uma época bastante propícia à reflexão. Em todos os lugares, mensagens novas e antigas convidam-nos a rever o que aconteceu, nossas ações e suas consequências. Talvez tentemos nos convencer de que tudo que nos aconteceu, coisas boas e ruins (especialmente as ruins) valeu a pena e nos fez crescer, tornando-nos [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/john_lennon-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="john_lennon.jpg" title="Imagine, apenas imagine..." /></p><p>O fim do ano é uma época bastante propícia à reflexão. Em todos os lugares, <a
href="http://www.jlcarneiro.com/tag/ano-novo/" class="liinternal">mensagens novas e antigas</a> convidam-nos a rever o que aconteceu, <a
href="http://www.jlcarneiro.com/e-gente-invisivel/" class="liinternal">nossas ações</a> e <a
href="http://www.jlcarneiro.com/a-lista/" class="liinternal">suas consequências</a>.</p><p>Talvez tentemos nos convencer de que tudo que nos aconteceu, coisas boas e ruins (especialmente as ruins) valeu a pena e nos fez crescer, tornando-nos pessoas melhores. É possível que essa seja, afinal, uma das <a
href="http://www.jlcarneiro.com/tempo-em-fatias/" class="liinternal">razões para termos inventado a contagem do tempo</a>: poder encarar o amanhã como uma nova chance, apesar de ele ser, essencialmente, um dia igual a hoje.</p><p>Uma das mensagens mais frequentes vem na forma de um dos &#8220;temas oficiais&#8221; do Natal, uma canção gravada originalmente em 1971 como protesto contra a Guerra do Vietnã e regravada em diversas formas e versões (<a
href="http://www.youtube.com/watch?v=Xqv0f4Jwpm8&#038;hd=1" class="liexternal">inclusive uma em português</a>).</p><p>Ainda que o Brasil não se encontre em guerra no momento (não?), a letra é tão bonita que, mesmo correndo o risco de cair no lugar comum, merece ser lembrada:</p><p><span
id="more-1285"></span></p><blockquote><p><span
class="title">Happy Xmas (War Is Over)</span><br
/> <span
class="author">Por John Lennon e Yoko Ono</span></p><p><span
style="float: right;"><iframe
width="300" height="225" src="http://www.youtube.com/embed/yN4Uu0OlmTg?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></span><em>(Happy Christmas, Kyoko<br
/> Happy Christmas, Julian)</em></p><p>So this is Christmas<br
/> And what have you done?<br
/> Another year over<br
/> A new one just begun.</p><p>And so this is Christmas<br
/> I hope you have fun<br
/> The near and the dear ones<br
/> The old and the young.</p><p>A very merry Christmas<br
/> And a happy New Year.<br
/> Let&#8217;s hope it&#8217;s a good one<br
/> Without any fear.</p><p>And so this is Christmas / <em>War is over,</em><br
/> For weak and for strong. / <em>If you want it,</em><br
/> The rich and the poor ones / <em>War is over</em><br
/> The road is so long. / <em>Now.</em><br
/> So happy Christmas / <em>War is over,</em><br
/> For black and for white. / <em>If you want it,</em><br
/> For yellow and red ones / <em>War is over</em><br
/> Let&#8217;s stop all the fight. / <em>Now.</em></p><p>A very merry Christmas<br
/> And a happy New Year.<br
/> Let&#8217;s hope it&#8217;s a good one<br
/> Without any fear.</p><p>And so this is Christmas / <em>War is over,</em><br
/> And what have we done? / <em>If you want it,</em><br
/> Another year over / <em>War is over</em><br
/> And a new one just begun. / <em>Now.</em><br
/> And so this is Christmas / <em>War is over,</em><br
/> And we hope you have fun / <em>If you want it,</em><br
/> The near and the dear ones / <em>War is over</em><br
/> The old and the young. / <em>Now.</em></p><p>A very merry Christmas<br
/> And a happy New Year.<br
/> Let&#8217;s hope it&#8217;s a good one<br
/> Without any fear.</p><p>War is over, if you want it<br
/> War is over now.</p><p><em>Merry Christmas! Happy Christmas!</em></p></blockquote><p>Uma música que começa propondo a todos uma autoavaliação e termina com uma mensagem de esperança, paz e igualdade entre as pessoas é sempre bem vinda! Para os curiosos, segue uma tradução livre:</p><blockquote><p><span
class="title">Feliz Natal (A guerra acabou)</span><br
/> <span
class="author">Por John Lennon e Yoko Ono</span></p><p><em>(Feliz Natal, Kyoko<br
/> Feliz Natal, Julian)</em></p><p>Então é Natal<br
/> E o que você fez?<br
/> Outro ano acabou<br
/> E um novo está começando.</p><p>E então é Natal<br
/> Espero que sejam felizes<br
/> Os próximos e os queridos<br
/> Os velhos e os jovens.</p><p>Um feliz Natal<br
/> E um próspero Ano-novo.<br
/> Esperemos que seja um bom ano,<br
/> Sem motivos para qualquer medo.</p><p>E então é Natal / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Para os fracos e para os fortes. / <em>Se você quiser,</em><br
/> Para os ricos e para os pobres / <em>A guerra acabou</em><br
/> Será um longo caminho. / <em>Agora.</em><br
/> Então, feliz Natal / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Para os negros e para os brancos. / <em>Se você quiser,</em><br
/> Para os amarelos e para os vermelhos. / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Paremos com toda a luta. / <em>Agora.</em></p><p>Um ótimo Natal<br
/> E um próspero Ano-novo.<br
/> Esperemos que seja um bom ano,<br
/> Sem motivos para qualquer medo.</p><p>E então é Natal / <em>A guerra acabou,</em><br
/> E o que nós fizemos? / <em>Se você quiser,</em><br
/> Outro ano acabou / <em>A guerra acabou</em><br
/> E um novo está começando. / <em>Agora.</em><br
/> E então é Natal / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Esperamos que sejam felizes / <em>Se você quiser,</em><br
/> Os próximos e os queridos / <em>A guerra acabou,</em><br
/> Os velhos e os jovens. / <em>Agora.</em></p><p>Um ótimo Natal<br
/> E um próspero Ano-novo.<br
/> Esperemos que seja um bom ano,<br
/> Sem motivos para qualquer medo.</p><p>A guerra acabou, se você quiser.<br
/> A guerra acabou, agora.</p><p><em>Feliz Natal!</em></p></blockquote><p>Bonita, não é? Agora, se preferir mensagens mais concretas, dê uma olhada nessa <a
href="http://www.jlcarneiro.com/receita-de-ano-novo/" class="liinternal">Receita de ano novo</a>.</p><p>De qualquer forma, como diz a <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=Xqv0f4Jwpm8&#038;hd=1" class="liexternal">versão brasileira</a>: <q>Então bom Natal e um Ano-novo também! Que seja feliz quem souber o que é o bem!</q></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/e-entao-o-que-voce-fez/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Qual é o dado mais importante mesmo?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/qual-o-dado-mais-importante-atualmente/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/qual-o-dado-mais-importante-atualmente/#comments</comments> <pubDate>Fri, 16 Dec 2011 03:05:30 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[charges]]></category> <category><![CDATA[humor]]></category> <category><![CDATA[imagens]]></category> <category><![CDATA[internet]]></category> <category><![CDATA[sociedade]]></category> <category><![CDATA[spam]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1272</guid> <description><![CDATA[Como o fim do ano é uma época bastante propícia, mais um post na linha &#8220;reflexões sobre a vida moderna&#8221;&#8230; Fonte: xkcd.]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Como o fim do ano é uma época bastante propícia, mais um post na linha &#8220;reflexões sobre a vida moderna&#8221;&#8230;</p><p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/xkcd_important_field.png" alt="xkcd_important_field.png" title="Afinal, é necessário confirmar os dados importantes..." width="635" height="276" class="aligncenter size-full wp-image-1273" /></p><p><small><strong>Fonte:</strong> <a
href="http://www.xkcd.com/970/" class="liexternal">xkcd</a>.</small></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/qual-o-dado-mais-importante-atualmente/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>A internet e a família&#8230;</title><link>http://www.jlcarneiro.com/a-internet-e-a-familia/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/a-internet-e-a-familia/#comments</comments> <pubDate>Thu, 08 Dec 2011 00:49:26 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[charges]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[Glasbergen]]></category> <category><![CDATA[humor]]></category> <category><![CDATA[imagens]]></category> <category><![CDATA[internet]]></category> <category><![CDATA[sociedade]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1269</guid> <description><![CDATA[Ainda bem que isso não é verda&#8230; Ah, deixe pra lá! Fonte: Randy Glasbergen.]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Ainda bem que isso não é verda&#8230; <em>Ah, deixe pra lá!</em></p><p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/glasbergen_internet_family.jpg" alt="glasbergen_internet_family.jpg" title="A internet e a família..." width="500" height="340" class="aligncenter size-full wp-image-1268" /></p><p><small><strong>Fonte:</strong> <a
href="http://www.glasbergen.com/" class="liexternal">Randy Glasbergen</a>.</small></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/a-internet-e-a-familia/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Pai, um porto seguro</title><link>http://www.jlcarneiro.com/meu-pai-meu-porto-seguro/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/meu-pai-meu-porto-seguro/#comments</comments> <pubDate>Fri, 12 Aug 2011 03:43:23 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[Dia dos Pais]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[exemplo]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1220</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/pai_e_filho-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="pai_e_filho.jpg" title="Pai e filho" /></p>A figura paterna é um referencial na vida da criança. A despeito da fase de contestação que ocorre na adolescência, influencia muito o comportamento e os valores do futuro adulto. Como resume a sabedoria popular: Aos 7 anos, meu pai é um ídolo; aos 13 anos, meu pai está errado em algumas coisas; aos 18 [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/pai_e_filho-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="pai_e_filho.jpg" title="Pai e filho" /></p><p>A figura paterna é um referencial na vida da criança. A despeito da fase de contestação que ocorre na adolescência, influencia muito o comportamento e os valores do futuro adulto.</p><p>Como resume a sabedoria popular:</p><blockquote><ul><li>Aos 7 anos, meu pai é um ídolo;</li><li>aos 13 anos, meu pai está errado em algumas coisas;</li><li>aos 18 anos, meu pai nunca tem razão;</li><li>aos 22 anos, meu pai é pré-histórico;</li><li>aos 35 anos, meu pai está certo em algumas coisas; e</li><li>aos 50 anos, quanta razão tinha meu pai!</li></ul></blockquote><p>Durante toda a vida do filho, seu pai é o conselho nos momentos de dúvida, o porto seguro nas dificuldades. Como diz <a
href="http://www.jlcarneiro.com/o-dia-dos-pais/" title="O Dia dos Pais" class="liinternal">Artur da Távola</a>, ser pai é <q>saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho</q>.</p><p>O texto a seguir, a meu ver, representa muito bem a relação pai e filho:<br
/> <span
id="more-1220"></span></p><blockquote><p><span
class="title">O Piloto</span><br
/> <span
class="author">Por Lloyd John Ogilvie<a
href="#credits" class="liinternal">*</a></span></p><p>Em uma de minha viagens, reparei em um menino sozinho na sala de espera do aeroporto aguardando seu voo. Quando o embarque começou, ele foi colocado na frente da fila para entrar e encontrar seu assento antes dos adultos. Quando entrei no avião, vi que o menino estava sentado ao lado de minha poltrona.</p><p>O menino foi cortês quando puxei conversa com ele e, em seguida, começou a passar tempo colorindo um livro. Ele não demonstrava ansiedade ou preocupação com o voo enquanto as preparações para a decolagem estavam sendo feitas. Durante o voo, o avião entrou numa tempestade muito forte, o que fez com ele balançasse como uma pena ao vento. A turbulência e as sacudidas bruscas assustaram alguns dos passageiros, mas o menino parecia encarar tudo com a maior tranquilidade .</p><p>Uma das passageiras, sentada na mesma fileira, do outro lado do corredor, ficou muito preocupada com aquilo tudo, e perguntou ao menino:</p><p>&#8211; Você não está com medo?</p><p>Ele levantou os olhos rapidamente de seu livro de colorir e respondeu com naturalidade:</p><p>&#8211; Não, senhora. Meu pai é o piloto.</p><p><small
id="credits">Adaptado por José Luís Carneiro a partir do original de Lloyd John Ogilvie.</small></p></blockquote><p>Mesmo hoje, as dúvidas e os problemas parecem menores ao ouvir sua voz de meu pai.</p><p>Obrigado, pai!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/meu-pai-meu-porto-seguro/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Dia do Amigo 2011</title><link>http://www.jlcarneiro.com/dia-do-amigo-2011/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/dia-do-amigo-2011/#comments</comments> <pubDate>Wed, 20 Jul 2011 20:54:44 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[amigos]]></category> <category><![CDATA[charges]]></category> <category><![CDATA[citações]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <category><![CDATA[humor]]></category> <category><![CDATA[imagens]]></category> <category><![CDATA[mensagens]]></category> <category><![CDATA[Will Tirando]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1205</guid> <description><![CDATA[A tirinha abaixo homenageia o Dia do Amigo como eu gosto, de forma sincera e simples: Fonte: Will Tirando. Os nossos amigos conhecem-nos na prosperidade. Nós conhecemos os nossos amigos na adversidade. John Churton Collins&#160; Mesmo com atraso, aos meus amigos, um muito obrigado!]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>A tirinha abaixo homenageia o Dia do Amigo como eu gosto, de forma sincera e simples:</p><p><img
src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/willtirando_amigos.png" alt="willtirando_amigos.png" title="Amigo: fácil de definir, difícil de encontrar..." width="550" height="900" class="aligncenter size-full wp-image-1206" /><br
/> <small>Fonte: <a
href="http://www.willtirando.com.br/?post=609" class="liexternal">Will Tirando</a>.</small></p><blockquote><p>Os nossos amigos conhecem-nos na prosperidade. Nós conhecemos os nossos amigos na adversidade.<br
/> <span
class="alignright">John Churton Collins</span>&nbsp;</p></blockquote><p>Mesmo com atraso, aos meus amigos, um <q>muito obrigado</q>!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/dia-do-amigo-2011/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Arde porque limpa!</title><link>http://www.jlcarneiro.com/arde-porque-limpa/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/arde-porque-limpa/#comments</comments> <pubDate>Thu, 16 Jun 2011 02:09:10 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[carreira]]></category> <category><![CDATA[ética]]></category> <category><![CDATA[marketing]]></category> <category><![CDATA[saúde]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1200</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/mister_m-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="mister_m.jpg" title="O senhor de todos os sortilégios!" /></p>Gosto muito de marketing e propaganda. Acho interessantes as formas encontradas para dar um ar de novidade a produtos tradicionais, despertando, nas pessoas, o desejo de optar por uma determinada marca. Contudo, tenho observado certo exagero em alguns casos. Parece-me que, no afã de conquistar o consumidor, a maioria dos publicitários têm flertado com a [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/mister_m-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="mister_m.jpg" title="O senhor de todos os sortilégios!" /></p><p>Gosto muito de marketing e propaganda. Acho interessantes as formas encontradas para dar um ar de novidade a produtos tradicionais, despertando, nas pessoas, o desejo de optar por uma determinada marca. Contudo, tenho observado certo exagero em alguns casos. Parece-me que, no afã de conquistar o consumidor, a maioria dos publicitários têm flertado com a falta de ética.</p><p>O texto a seguir, publicado em um informativo interno do TRE-BA, exemplifica bem isso: quem melhor do que um odontólogo para identificar falhas em um comercial de creme dental?</p><p><span
id="more-1200"></span></p><blockquote><p><span
class="title">Panaceia bucal</span><br
/> <span
class="author">Baseado no original por Jair Cunha<a
href="#credits" class="liinternal">*</a> &#8211; ComunicaRH (jul/2009)</span></p><p><img
class="alignright size-full wp-image-1201" title="Jair Cunha" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/jair_cunha-thumbnail.gif" alt="jair_cunha.gif" width="100" height="100" />Assistia à TV dia desses e fiquei surpreso com um anúncio de creme dental que afirmava proteger de doze problemas bucais, por doze horas, quem fizesse uso dele. Fiquei intrigado sobre quais “doze problemas bucais” um indivíduo poderia ter que um creme dental resolveria de uma só vez! Mais ainda, o próprio personagem do anúncio manifestava sua perplexidade dizendo: Doze problemas bucais?! Eu não sabia que tinha isso tudo na minha boca! O interessante é que a lista dos ditos problemas passava tão rápido que era impossível lê-la e saber quais eram.</p><p>Fiquei indignado com aquilo e resolvi gravar o dito comercial. Poderia ter ido ao YouTube e tê-lo baixado, mas não o fiz. Fui pelo pior caminho: gravei-o e, no supermercado, tentei verificar se a embalagem do produto estampava as mencionados problemas. Não, eles não estavam listados lá.</p><p>Já no vídeo gravado, lá estavam:</p><ol><li>cárie;</li><li>protege a gengiva;</li><li>tártaro;</li><li>previne a placa;</li><li>remove a placa*;</li><li>bactérias;</li><li>manchas*;</li><li>cárie nas raízes;</li><li>problemas na gengiva;</li><li>limpa entre os dentes*;</li><li>mau hálito;</li><li>fortalece o esmalte.</li></ol><p>Note-se que alguns dos supostos problemas estão grafados com asterisco. No anúncio está assim, e representa uma ressalva, em letras minúsculas, que não entendi, mas a transcrevo para nossa reflexão: durante a escovação.</p><p>Alguns dos supostos problemas são, na verdade, soluções. Em outros, não dá para saber a que se propõe o produto. Poderiam ter sido diretos, dizendo que o produto se propõe a proteger o esmalte e a gengiva do enfraquecimento (não sei o que é isso, mas é dito no comercial). De outro modo, como pode o produto proteger, dentre outros problemas, a gengiva (2) e também de problemas na gengiva (9)? Não é a mesma solução para problemas idênticos?</p><p>Não estou com isso desmerecendo o produto, mas a forma como foi veiculada sua mensagem, distorcendo os fatos e tentando enganar o consumidor. Confesso que me preocupa essa busca do ser humano por soluções mágicas, dessas que resolvem tudo de uma só vez e sem muito esforço, pois é justamente isso que o comercial explora. Digo isso porque ouço, com frequência, perguntas dos meus pacientes – as vezes, afirmativas categóricas – acerca da eficácia de tais produtos, na tentativa de fugirem do rito diário de higienizar a boca. E isso tem dificultado a atuação do dentista, pois não tem sido fácil convencê-los de que muitas dessas mensagens não veiculam a verdade e que seu objetivo é apenas vender.</p><p>Desse modo, que fique bem claro aqui: até que me provem o contrário, não existe algo melhor para promover a saúde da boca do que uma alimentação balanceada e regular, associada a um controle efetivo do ambiente bucal com fio e escova dentais e uma pasta de dente, com flúor. Algo mais, é excesso!</p><p>Por tudo isso, vamos ficar alertas para a panaceia veiculada nas mensagens desses produtos, para não sermos ludibriados, a exemplo da tentativa de outro produto, um enxaguante bucal, que faz um trocadilho, brincando com a inteligência do consumidor, afirmando: arde porque limpa!!!</p><p><span
id="credits" class="credits">* Odontólogo, funcionário do TRE-BA, lotado na CODES/SGP.</span></p></blockquote><p>A despeito da aparente malandragem do comercial, a coisa que mais gostei foi a crítica do autor ao atual costume de procurar, a qualquer custo, uma solução mágica para os problemas que encontramos.</p><p>E você? Prefere as soluções mágicas ou também concorda que o único lugar em que &#8220;sucesso&#8221; vem antes de &#8220;trabalho&#8221; é no dicionário?</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/arde-porque-limpa/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Basta um olhar, e tudo vale a pena</title><link>http://www.jlcarneiro.com/basta-um-olhar-e-tudo-vale-a-pena/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/basta-um-olhar-e-tudo-vale-a-pena/#comments</comments> <pubDate>Sun, 12 Jun 2011 07:08:47 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[amor]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <category><![CDATA[imagens]]></category> <category><![CDATA[mensagens]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1158</guid> <description><![CDATA[É maravilhoso quando encontramos aquela pessoa que, no fim do dia, com apenas um olhar, traz cor ao dia mais cinza e faz tudo valer a pena. Melhor ainda, quando convivemos há 4.748 dias com essa pessoa. A tirinha abaixo, retirada do espetacular Puny Parker, reproduz bem o que digo (clique na tirinha para ver [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>É maravilhoso quando encontramos aquela pessoa que, no fim do dia, com apenas um olhar, traz cor ao dia mais cinza e faz tudo valer a pena. Melhor ainda, quando convivemos há 4.748 dias com essa pessoa.</p><p>A tirinha abaixo, retirada do espetacular <a
href="http://www.punyparker.blogspot.com/" class="liexternal">Puny Parker</a>, reproduz bem o que digo (clique na tirinha para ver a outra versão):</p><div
id="attachment_1156" class="wp-caption aligncenter" style="width: 730px"><img
class="size-full wp-image-1156" title="Clique para ver mais" onclick="toggle_visibility('attachment_1156'); toggle_visibility('attachment_1157');" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/parker01port.jpg" alt="parker01port.jpg" width="720" height="370" /><p
class="wp-caption-text">O primeiro dia de aula</p></div><div
id="attachment_1157" class="wp-caption aligncenter" style="width: 730px"><img
class="size-full wp-image-1157" title="Clique para ver mais" onclick="toggle_visibility('attachment_1156'); toggle_visibility('attachment_1157');" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/parker12port.jpg" alt="parker12port.jpg" width="720" height="370" /><p
class="wp-caption-text">Um novo dia...</p></div><p>Um beijo, meu amor! <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Heart.png' alt=':kiss:' class='wp-smiley' /><br
/> <script type="text/javascript">// 
  document.getElementById("attachment_1157").style.display = "none";
// ]]&gt;</script></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/basta-um-olhar-e-tudo-vale-a-pena/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> <item><title>A origem do Dia das Mães</title><link>http://www.jlcarneiro.com/a-origem-do-dia-das-maes/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/a-origem-do-dia-das-maes/#comments</comments> <pubDate>Mon, 09 May 2011 03:29:11 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[Dia das Mães]]></category> <category><![CDATA[família]]></category> <category><![CDATA[homenagens]]></category> <category><![CDATA[religião]]></category> <category><![CDATA[sociedade]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1186</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/red_carnation-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="red_carnation.jpg" title="Cravo vermelho" /></p>Em 2009, fiquei surpreso ao descobrir que o Dia das Mães não foi criado pelos comerciantes, mas por uma norte-americana há cerca de um século. Entretanto, pesquisando para o Dia das Mães deste ano, descobri que Anna Jarvis apenas organizou as comemorações do Dia das Mães (o que não é pouco): as homenagens à figura [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/misc/red_carnation-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="red_carnation.jpg" title="Cravo vermelho" /></p><p>Em 2009, fiquei surpreso ao descobrir que o <a
href="http://www.jlcarneiro.com/o-dia-das-maes/" class="liinternal">Dia das Mães</a> não foi criado pelos comerciantes, mas por uma norte-americana há cerca de um século. Entretanto, pesquisando para o Dia das Mães deste ano, descobri que Anna Jarvis apenas organizou as comemorações do Dia das Mães (o que não é pouco): as homenagens à figura materna existiam desde a Antiguidade.</p><p>A seguir, um resumo da trajetória do Dia das Mães até os dias de hoje.</p><p><span
id="more-1186"></span></p><h3>As tradições dos povos antigos</h3><p>A referência mais antiga data dos festivais gregos em honra a Réia, deusa da fertilidade e &#8220;mãe dos deuses&#8221;. A titã Réia casou-se com Cronos, um dos seus irmãos, e gerou Deméter, Hades, Hera, Héstia, Poseidon e Zeus. Cronos devorava seus filhos assim que nasciam para evitar que o desafiassem, mas Réia conseguiu salvar Zeus, que cresceu, destronou seu pai e salvou seus irmãos. Os gregos consideravam Réia a representação da esposa e mãe perfeitas.</p><p>Na mitologia egípcia, esse papel era desempenhado pela deusa Ísis, que também recebia, entre outros, o título de &#8220;mãe dos deuses&#8221;. Apesar de não haver registro de comemorações semelhantes ao Dia das Mães entre os egípcios, Ísis teve muita influência nas religiões posteriores, como a grega, a romana e, segundo alguns estudiosos, até a religião católica (mas isso é assunto para outro post).</p><p>Voltando ao assunto, os romanos também realizavam festivais no início da primavera. Denominados Hilaria, eram em honra a Cibele, deusa da fertilidade e &#8220;mãe dos deuses&#8221; na mitologia romana. Por sua vez, os celtas realizavam festivais em honra a Brighid, a &#8220;mãe tríplice&#8221;, responsável pelo retorno do calor do Sol e da abundância da terra.</p><p>Os detalhes variavam, mas a maioria das religiões da antiguidade apresentavam entidades no papel de &#8220;mãe dos deuses&#8221;. Contudo, esses festivais diferiam do atual Dia das Mães, porque celebravam mais o conceito da maternidade do que homenageavam as mães terrenas.</p><h3>A tradição na Igreja Católica</h3><p>Na Inglaterra do fim do século XVI, os fiéis iam à igreja no quarto domingo da Quaresma para celebrar o <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Laetare" rel="nofollow" class="liexternal">Domingo Laetare</a>. Com o passar do tempo, os servos passaram a ganhar uma folga para visitar a sua paróquia, normalmente acompanhados de suas mães e de outros membros da família. Era uma das raras ocasiões em que a família ficava reunida, já que ainda não haviam sido instituídos os feriados.</p><p>Os aprendizes e trabalhadores, que normalmente trabalhavam longe, recebiam folga para irem com suas mães à igreja venerar a Virgem Maria. Eles levavam pequenos presentes e bolos que desempenhavam papel importante na celebração da reunião familiar. Ao longo do tempo, as celebrações católicas começaram a se confundir com as celebrações já existentes, e as pessoas passaram gradativamente a homenagear, além da mãe da Igreja, a sua própria mãe.</p><h3>O ativismo feminino no século XIX</h3><p>Em 1870, Julia Ward Howe, poetisa e ativista norte-americana, escreveu o que é considerada a primeira manifestação em prol do Dia das Mães da atualidade. A Proclamação do Dia das Mães foi uma reação pacifista à carnificina da Guerra Civil Norte-Americana e da Guerra Franco-Prussiana.</p><p>Na mesma época, Ann Maria Reeves Jarvis, mãe de Anna Marie Jarvis (os nomes são bem parecidos mesmo) organizava com as mães dos soldados, o Dia de Trabalho das Mães, voltado para a promoção da paz e outras causas sociais. Ann Jarvis também fundou cinco Clubes de Trabalho do Dia das Mães voltados para a melhoria das condições sanitárias e de saúde, responsáveis por grande parte da mortalidade infantil à época.</p><p>Ao contrário das celebrações do passado, essas manifestações eram muito mais voltadas ao fortalecimento do papel feminino na sociedade do que à simples homenagem à figura materna.</p><h3>As origens da tradição moderna</h3><p>Em 1905, Anna Marie Jarvis jurou, no túmulo de sua mãe, dedicar sua vida para criar um dia em honra de todas as mães, vivas ou mortas. Não se sabe ao certo a razão, mas há suspeitas de que sua mãe teria morrido antes que se reconciliassem de uma discussão. Dois anos depois, ela iniciou uma campanha para reconhecer o Dia das Mães como um feriado nos Estados Unidos.</p><p>Anna conseguiu cumprir sua promessa pouco tempo depois, em 1914, quando o presidente Woodrow Wilson oficializou o Dia Nacional das Mães sempre no segundo domingo de maio (dia do falecimento de sua mãe), como desejava Anna. Contudo, o novo feriado nacional enfatizava, além do respeito aos pais, o papel da mulher na família, e não na sociedade, como defendiam as manifestações feitas por sua mãe.</p><h3>O Dia das Mães como o conhecemos hoje</h3><p>O sonho estava realizado, mas os aborrecimentos começaram já na grafia do nome do feriado. Anna denominou o dia como &#8220;Dia da Mãe&#8221; (<em>Mother&#8217;s Day</em>) e não um genérico &#8220;Dia das Mães&#8221; (<em>Mothers&#8217; Day</em>), porque deveria servir para que cada família homenageasse a sua respectiva mãe, e não todas as mães indistintamente. Para garantir a grafia correta, ela terminou por registrar as expressões &#8220;segundo domingo de maio&#8221; e &#8220;Dia da Mãe&#8221;, mas a grafia adotada no Brasil prova que isso não funcionou como esperado&#8230;</p><p>Anna defendia que, no Dia das Mães, os filhos homenageassem suas mães com gestos simples, como usar um cravo na roupa e fazer, eles próprios, as cartas que entregariam às suas mães. Sugeria também um código de cores: os cravos seriam coloridos quando as homenageadas estivessem vivas e brancos para as homenagens póstumas.</p><p>Ironicamente, o Dia das Mães tornou-se uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse, cada vez mais, um dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam flores e cartões. Dizia ela:</p><blockquote><p>Um cartão impresso significa apenas que você é muito preguiçoso para escrever para a mulher que fez mais por você do que qualquer outra pessoa no mundo. E doces! Você leva uma caixa para a Mãe &#8212; e então você mesmo come a maior parte. Um belo sentimento!<br
/> <span
class="alignright">(Anna Marie Jarvis)</span>&nbsp;</p></blockquote><p><q>Eu queria que fosse um dia de sentimento, não de lucro</q>, disse Anna furiosa a um repórter, em 1923. Neste mesmo ano, Anna entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso. Ela passou o resto de sua vida lutando para restaurar o simbolismo original do feriado e para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa adiante, o que dilapidou a herança de sua família.</p><p>Dizia que as pessoas não agradeciam frequentemente o amor que recebem de suas mães. <q>O amor de uma mãe é diariamente novo</q>, afirmou certa vez. Ela morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todo, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.</p><h3>O Dia das Mães no Brasil</h3><p>O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas também oficializou a data no segundo domingo de maio. E, em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.</p><p>Infelizmente, não consegui concluir este post a tempo para o Dia das Mães deste ano. Mas, já que segundo Anna Jarvis, a homenagem do Dia das Mães deve ser feita por meio de gestos simples, achei o cartum abaixo bastante adequado (e estranhamente familiar)&#8230; <img
src='http://www.jlcarneiro.com/wp-includes/images/smilies/Winking.png' alt=':wink:' class='wp-smiley' /></p><p><img
class="aligncenter size-full wp-image-1187" title="Feliz Dia das Mães" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/dia_das_maes.png" alt="dia_das_maes.png" width="350" height="350" /><small>Fonte: <a
href="http://www.martybucella.com/hol4.html" class="liexternal">Marty Bucella</a>.</small></p><p><small><strong>Atualização:</strong> acrescentadas informações sobre o Dia das Mães a partir do século XIX.</small></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/a-origem-do-dia-das-maes/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Por que insistem em falar difícil?</title><link>http://www.jlcarneiro.com/por-que-insistem-em-falar-dificil/</link> <comments>http://www.jlcarneiro.com/por-que-insistem-em-falar-dificil/#comments</comments> <pubDate>Fri, 06 May 2011 05:04:07 +0000</pubDate> <dc:creator>José Luís</dc:creator> <category><![CDATA[Reflexões]]></category> <category><![CDATA[atendimento]]></category> <category><![CDATA[governo]]></category> <category><![CDATA[legislação brasileira]]></category> <category><![CDATA[português]]></category> <category><![CDATA[qualidade]]></category> <category><![CDATA[Receita Federal]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.jlcarneiro.com/?p=1179</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/mgm_worried_lion-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="mgm_worried_lion.jpg" title="Quem tem medo do leão mau?" /></p>Há pouco mais de quatro anos, escrevi sobre o costume de alguns profissionais em dificultar a comunicação (Precisa falar difícil?). Na época, fiquei admirado com a demonstração de um juiz que uma decisão judicial não precisa ter tanto palavreado difícil. A legislação brasileira é complexa, isso não é nenhuma novidade. O sistema tributário nacional, por [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="100" height="100" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/jokes/mgm_worried_lion-thumbnail.jpg" class="attachment-thumbnail wp-post-image" alt="mgm_worried_lion.jpg" title="Quem tem medo do leão mau?" /></p><p>Há pouco mais de quatro anos, escrevi sobre o costume de alguns profissionais em dificultar a comunicação (<a
href="http://www.jlcarneiro.com/precisa-falar-dificil/" class="liinternal">Precisa falar difícil?</a>). Na época, fiquei admirado com a demonstração de um juiz que uma decisão judicial não precisa ter <q>tanto palavreado difícil</q>.</p><p>A legislação brasileira é complexa, isso não é nenhuma novidade. O sistema tributário nacional, por exemplo, é tão complexo que, segundo um <a
href="http://www.ibpt.com.br/home/publicacao.view.php?publicacao_id=13873" class="liexternal">estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário</a>, desde a promulgação da Constituição de 1988, foram editadas, em média, mais de cinco normas tributárias de âmbito federal por dia útil!</p><p>Independentemente de outros fatores, já seria difícil compreender um número tão grande de normas. Levando em conta a redação dos documentos oficiais, pior ainda. O texto de Eliane Brum, <a
href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI223263-15230,00.html" class="liexternal">publicado no início de abril na revista Época</a> e encaminhado a mim por uma grande amiga <em>(obrigado, Helena)</em>, retrata essa dificuldade. Apesar de um pouco longo, o texto é muito interessante e vale a pena ser reproduzido aqui:</p><p><span
id="more-1179"></span></p><blockquote><p><span
class="title">Pânico de imposto de renda</span><br
/> <span
class="author">Por Eliane Brum<a
href="#credits" class="liinternal">*</a></span></p><p><img
class="alignright size-full wp-image-1180" title="Eliane Brum" src="http://www.jlcarneiro.com/wp-content/uploads/Image/blog/people/eliane_brum.png" alt="eliane_brum.png" width="150" height="200" />Antes de entrar no tema, propriamente dito, devo esclarecer que eu já matei cobra à paulada na floresta amazônica, dormi com as hienas rondando a barraca na África, pego aranha com a mão e atravessava a rua em Nápoles pensando se já era hora de cortar o cabelo. Mas me pelo de medo daquele leão do imposto de renda! Por uma boa parte da minha existência produtiva eu ganhei tão pouco que repetia todo ano: <q>Meu sonho é declarar imposto de renda</q>. Sim, porque eu era tão explorada que estava na categoria dos isentos. Mas, como todo mundo já descobriu em algum momento, muito cuidado com o que você deseja. Porque acontece. Ah, acontece.</p><p>E num dia qualquer, de repente, eu entrei na categoria dos tributáveis. E eu quero pagar! Quero mesmo! Sempre acreditei que aquele mais de um quarto do meu salário descontado na fonte um dia serviria para melhorar as condições de vida da população em vez de engordar o bolso de algum parlamentar, secretário, assessor ou ministro. O problema é que eu não entendo o imposto de renda. Não entendo. Aqui em casa ninguém entende e fica todo mundo em pânico nesta época do ano.</p><p>E, sim, vou ter de fazer aquela coisa horrível que ninguém deveria fazer. Vou ter de explicar o tipo de pessoa que eu sou. Então. Eu sou aquele tipo de pessoa que, se pedir emprestado a você um real, e me esquecer de pagar no dia seguinte, vou acordar no meio da noite com o coração na boca. Eu também sou o tipo de pessoa que não entende nada que se relacione, ainda que de forma longínqua, com burocracia. Tenho bloqueio, meus neurônios me abandonam como ratos num navio a pique. Nunca compreendo o que tenho de fazer, me torno obtusa.</p><p>Bem, dito isso, o ano que passou foi um dos piores da minha vida. E ainda não acabou. Porque para mim o ano termina no dia (sempre o último) em que eu envio, com taquicardia e suor frio, a minha declaração (sempre simplificada porque é a única que eu consigo mais ou menos fazer sozinha). E o novo ano começa na manhã seguinte. Há mais ou menos uns oito meses, na véspera de uma viagem longa para o Exterior, eu recebi pela primeira vez na minha vida, aos 44 anos, uma carta da Receita Federal. Preciso confessar. Cogitei botar a dita no lixo, fechada, e fazer de conta que aquilo não tinha acontecido. Mas bati na cara e disse para mim mesma: <q>Mulher, você teve parto natural aos 15 anos, tome tento!</q>.</p><p>Abri. E, obviamente, não entendi patavina. Saí gritando e correndo pela casa, numa atitude altamente madura. <q>Eu fiz alguma coisa errada! Eles vão me prender! Não vão me deixar sair do país!</q>. E já via os agentes fazendo aquela coisa que fizeram com o falecido Celso Pitta, me tirando de casa a bordo do meu pijama de ursinhos, os fotógrafos na porta. Dei para o meu marido ler. Ele também não entendeu nada. Quase nada. Compreendemos o meu nome e o ponto final. Discutimos um pouco o ponto final. Sim, sim, acho que isso é mesmo um ponto final. Essa perninha aqui deve ser só uma falha na impressão. Será? Ou quer dizer alguma coisa? Meu Deus! O que esta perninha quer dizer?</p><p>Viajei. E até passar pela imigração, ao voltar, temi ser presa. Continuei, externamente pelo menos, vivendo como se não tivesse recebido aquela carta. Mas minha médica garantiu que parte da minha insônia crônica se deve a ela. Você precisa resolver isso!, ela me diz. Mas eu não quero. Me mandem entrevistar o Khadafi na Líbia, mas isso não. E então veio outra carta, muito mais longa &#8212; três páginas! &#8212; e igualmente enigmática. Para que você não pense que sou uma idiota completa, veja bem o que dizia na parte intitulada <q>Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal</q>, logo na primeira folha: <q>Em procedimento de revisão de sua Declaração de Ajuste Anual, com base nos arts. 788, 835 a 839, 841, 844, 871 e 992 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR/99), procedeu-se ao lançamento de ofício, originário da apuração da(s) infração(ões) descrita(s) em folha(s) de continuação anexa (s), identificada(s) nos dispositivos legais constantes do enquadramento legal</q>.</p><p>Cadê os fatos? Eu lido com fatos. É o meu trabalho. Fatos. Mas cadê eles? E a carta seguia na mesma linguagem até a última folha. Além de panicada, me senti humilhada. Eu sou escritora. Vivo das palavras. E não entendo o que diz o Ministério da Fazenda, a Receita Federal do meu país. Oquei, não vou mentir, não li Ulysses, de James Joyce. Umas três páginas, só. Mas tive meus momentos. Li três dos sete volumes do Em busca do tempo perdido, de Proust, o que é bem mais do que a média. E devorei toda A comédia humana de Balzac, entre outras obras completas, além de boa parte da literatura portuguesa e brasileira. Estudei um tanto de história, filosofia, sociologia e antropologia. Não sou doutora em coisa nenhuma, mas, juro, acho que entendo. Em geral, me arriscaria a afirmar que compreendo o que leio.</p><p>Menos as cartas da Receita Federal. Elas me lançam no vazio absoluto. Fico com aquela cara de &#8220;no clue&#8221; &#8212; sem pistas. Acho que foi o mais próximo que já cheguei do sentimento de um analfabeto tentando viver numa sociedade em que tudo está escrito, do itinerário do ônibus ao nome dos estabelecimentos comerciais. É pavoroso não conseguir decodificar o mundo. Então, dona Receita, queria esclarecer que se eu não declarei alguma coisa foi porque não entendi que devia. Até minha última declaração simplificada eu era funcionária com imposto retido na fonte. Se involuntariamente eu fiz alguma coisa errada, peço desculpas e quero pagar. Eu quero pagar!! Mas fucei no site dos senhores e cheguei a tentar marcar uma audiência ao vivo. Mas então, isso eu entendi, descobri que não era para o meu tipo de caso, seja lá que tipo de caso é o meu.</p><p>E foi assim que cheguei até aqui, ao último mês para acertar as minhas contas com dona Receita. Acho que sei o que você está pensando: <q>Mas por que esta infeliz não procurou um contador?</q>. Explico. Tenho trauma de contadores &#8212; e talvez a recíproca seja verdadeira. Primeiro que, por convicção, eu acho que as coisas não deveriam ser tão burocráticas e incompreensíveis que fosse preciso criar uma engrenagem de figuras jurídicas e físicas para nos salvar (ou afundar). Todo cidadão alfabetizado deveria poder compreender qualquer documento emitido por órgãos públicos. A língua portuguesa está aí, bela e límpida para estabelecer a comunicação entre nós. E em todo o resto, com exceção da burocracia e do juridiquês, nós conseguimos. Um mal-entendido ou outro, mas conseguimos.</p><p>Segundo. Apesar do meu máximo respeito por estes profissionais que destrincham um universo que para mim parece mais obscuro que a teoria de cordas, eu também não compreendo contadores. E eles não me compreendem. Nossos mundos parecem correr no paralelo, em duas retas sem pontos de intersecção. Posso provar. Em 23 anos de profissão, eu tive um único texto recusado. Totalmente recusado. Nem me pagaram. Adivinha quem o encomendou? Uma associação de contadores. Me pediram uma crônica, em 1999, para publicar em seu jornal ou revista. Lá em Porto Alegre, ainda. Passei um final de semana toda faceira, às voltas com a minha criação. E escrevi sobre uma menina que tinha orelhas de abano. Depois de muitas (des)venturas, no final da história ela tropeçou nas orelhas quando atravessava a rua e, pimba, morreu atropelada.</p><p>Os contadores odiaram. Devem ter até cravado um carimbo gigante: &#8220;Recusado&#8221;. Pois é. Na semana passada tive de encarar. Ainda não estou pronta, possivelmente nunca estarei. Mas enviei um representante ao contador, para um primeiro contato, com a carta da Receita Federal em punho. Eu acompanhava pelo telefone. <q>Hum&#8230; mas ela ainda não resolveu isso?</q>, o contador comentou à primeira página. Gelei. Ou melhor, já estava derretendo. Agora é que vou presa mesmo. E então, na terceira: <q>Ah, mas é ela quem vai receber uma restituição</q>. O quê? O quê? A dona Receita me escreveu porque está me devendo? Faz oito meses que eu não durmo direito e o governo quer me ressarcir???!</p><p>Parece que sim. Parece, apenas. Eu ainda não estou convencida. Por vício da profissão, vou ouvir no mínimo outras três fontes. Juro, não estou convencida &#8212; mesmo. Estas coisas não acontecem. Não comigo, pelo menos.</p><p>Enquanto minha relação com o Fisco (que nome é este?) não se esclarece em definitivo, quero fazer um humilde pedido público à dona Receita. Um pedido de cidadã. Se precisarem me escrever de novo, por favor, coloquem lá todos aqueles artigos e leis e palavras incompreensíveis, mas reservem apenas um parágrafo, pode ser bem pequeno, um parágrafo júnior, dizendo mais ou menos assim: <q>Eliane Brum, você deve XX para a Receita Federal do Ministério da Fazenda do Brasil</q> ou <q>Eliane Brum, a Receita Federal do Ministério da Fazenda do Brasil deve XX para você</q>. E me digam onde eu tenho de ir. Eu vou! Eu pago! Eu recebo! Eu voltarei a dormir uma noite inteira e serei uma contribuinte muito mais feliz.</p><p><span
id="credits" class="credits">* Eliane Brum é escritora, cineasta e jornalista. Atua como repórter especial da revista Época.</span></p></blockquote><p>Quem já recebeu algum documento oficial, da Receita Federal, por exemplo, sabe que o texto acima não difere muito da realidade. Para resolver o problema, bastaria resumir o teor da nota e informar o embasamento legal à parte, a fim de atender às exigências legais.</p><p>O conjunto de licenças <a
href="http://www.creativecommons.org.br/" class="liexternal">Creative Commons</a> tem por objetivo justamente resumir o costumeiro calhamaço de artigos, incisos, alíneas e parágrafos em um texto mais simples e objetivo. Por exemplo, a <a
href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/" class="liexternal">versão amigável</a> da licença usada por este site é bem mais acessível do que a <a
href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/legalcode" class="liexternal">versão integral</a> e ambas coexistem sem problemas. Por que o governo não faz algo semelhante com os documentos oficiais?</p><p>Enquanto o governo e certas categorias profissionais buscarem se diferenciar usando jargões e redações complexas, continuaremos vendo notícias como a publicada há poucos meses no portal iG (<a
href="http://economia.ig.com.br/financas/impostoderenda/medo+da+receita+atrapalha+programas+de+nota+fiscal/n1238007432358.html" class="liexternal">Medo da Receita atrapalha programas de Nota Fiscal</a>) e artigos como o presente na edição número 51 da revista Visão Jurídica, ironicamente intitulado <a
href="http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-jurisprudencia/51/artigo181709-1.asp" class="liexternal">Abaixo o Juridiquês</a>.</p><p>Na chamada <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Era_da_Informa%C3%A7%C3%A3o" rel="nofollow" class="liexternal">Era da Informação</a>, mais do que no passado, o importante é ser <em>compreendido</em> e não apenas &#8220;falar bonito&#8221;.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.jlcarneiro.com/por-que-insistem-em-falar-dificil/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> </channel> </rss>
