As oito horas que fazem a diferença

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Superinteressante deste mês aborda um assunto extremamente importante: a relação entre sucesso e dedicação. Segundo a revista, pela primeira vez, cientistas conseguiram medir o tempo necessário de estudo para alguém se destacar internacionalmente em alguma área: 10 mil horas.

Segundo os especialistas, as pessoas com maior probabilidade de sucesso são aquelas com maior autocontrole e disposição para adiar uma gratificação no presente para obtê-la em maior quantidade no futuro. Na década de 60, cientistas verificaram, por meio de um teste prático na Universidade de Stanford, que crianças que se controlavam para não comer imediatamente um grande marshmallow tornavam-se adultos mais bem-sucedidos, com mais amigos, notas mais altas e menos problemas com estresse e obesidade.

O problema é que a nova geração de profissionais não pensa assim: os jovens de hoje querem cumprir o dever, mas querem saber do prazer antes, afirma Luiz Carlos Cabrera, um dos maiores especialistas em RH no país.

O texto a seguir, publicado na versão anterior deste site, trata justamente desse assunto.

As 8 horas que fazem a diferença

Por Luiz Almeida Marins Filho

luiz_marins.jpgO dia tem 24 horas para todas as pessoas. Não tem ninguém que tenha um minuto a mais. E essas 24 horas, teoricamente, estão divididas em três blocos de 8 horas. No primeiro bloco de oito horas, descansamos, dormimos. No segundo bloco, trabalhamos. E no terceiro bloco de oito horas? O que fazemos?

Aí está a chave do sucesso. É justamente o que fizermos dessas oito horas restantes que determinará o nosso sucesso ou fracasso. É nesse período que percorreremos o “quilômetro extra”. É nesse período que faremos a diferença.

Veja bem. Ser o melhor, o mais dedicado, o mais competente durante as oito horas de trabalho, não é mais do que nossa obrigação. Se não formos os melhores nas oito horas de trabalho, o fracasso é certo, as promoções não virão e poderá até vir o desemprego. A verdade é que para se obter sucesso total na vida e mesmo no trabalho, não basta ser excelente nas oito horas de trabalho.

É o que fizermos das oito horas restantes do sono e do trabalho que fará a grande diferença. E, geralmente, utilizamos mal essas valiosas oito horas. Não planejamos o que fazer com elas. Simplesmente “as perdemos” – perdemos tempo – como se diz. E esse tempo jamais voltará. Um minuto mal gasto é um minuto que jamais será recuperado. Vencerá quem utilizar mais sabiamente essas oito horas restantes. Seja em atividades desportivas, de lazer ou utilizando-as para o aperfeiçoamento intelectual, fazendo cursos, participando de concertos, indo ao cinema, ao teatro, assistindo a programas educativos e culturais na televisão, essas oito horas devem ser motivo de análise e planejamento para todos nós. Elas farão a diferença, acredite!

É preciso que cada um de nós entenda, sem ilusão, que hoje, o mercado só terá lugar para os realmente competentes, diferenciados; somente para os melhores. E para que sejamos melhores é preciso que façamos mais do simplesmente dormir bem oito horas e trabalhar bem oito horas por dia. É preciso que façamos a diferença exatamente utilizando melhor as terceiras oito horas além do sono e do trabalho.

E o que fazemos com as nossas 8 horas além do sono e do trabalho? No que estamos empregando esse valioso tempo? Estamos criando em nós a diferença necessária para vencermos neste mundo competitivo onde só os melhores sobreviverão com dignidade? Fazemos algum planejamento para a ocupação inteligente desse tempo livre não comprometido? Investimos nessas oito horas para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional?

E você? O que faz das suas “terceiras oito horas”?

Para concluir, o vídeo de uma versão moderna do teste do marshmallow e um teste para verificar se sua personalidade favorece o sucesso, diretamente do site da Superinteressante.

11 comentários sobre “As oito horas que fazem a diferença

  1. Oi José Luís,

    Texto muito interessante mas não concordo inteiramente:
    8 horas dormindo + 8 horas trabalhando + intervalo para almoço de 2 horas + 2 horas de deslocamento para o trabalho… Até aqui já temos 20 horas de ocupação. Mais os contatos com amigos e troca de idéias… Acaba sobrando muito pouco tempo. Necessário diminuir o tempo de trabalho forçado.

    Prefiro pensar na sorte e no fardo que cada um já traz ao nascer.
    Agnelo.

    • Seja bem-vindo, Agnelo!

      Fico feliz que tenha gostado do texto. Você observou um ponto importante: as “terceiras oito horas” não são exatamente oito horas.

      Concordo que é importante diminuirmos as oito horas de trabalho tradicional e, com o aumento da população e da tecnologia, talvez isso venha a ocorrer. Se bem que ainda não é o que acontece, como pode ser visto no post Casa vira escritório, mas tempo livre não aumenta.

      Com relação a sorte e fardo, costumo pensar que escrevemos nosso futuro. Mas, como disse Cervantes: Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay

  2. Muito bom o post, e trata de um assunto polêmico: o uso do nosso tempo!

    Pois bem, quero tratar neste comentário não das 8 horas que o Luiz Marins trata e sim das outras 8 horas reservadas ao ‘sono’. Napoleão, e outras personalidades mundiais, só dormia 15 minutos, isso mesmo: 15 minutos, de tempos em tempos. Entrava em sono profundo e depois despertava novinho em folha! Assim como ele tem muita gente que procede da mesma forma. E, claro, usa o restante do tempo.

    Nos velhos tempos de minhas aulinhas de primeiro e segundo graus de Matemática, explicando razão e proporção, sempre instigava meus alunos com o seguinte, e simples, problema: se você passa 8 horas por dia dormindo quanto isso representa em termos de fração? (1/3, óbvio). Assim, se você viver 60 anos, quanto tempo terá passado dormindo?

    Convenhamos, 20 anos é MUITO TEMPO. Tempo bastante para uma vida inteira, haja vista quanto tempo viveram Castro Alves, Noel Rosa, e tantas e tantas outras figuras…

    ab nada sonolento!

    • Caro Zé Rosa,

      Ouvi coisa semelhante com relação a Leonardo da Vinci. Inclusive, soube que há pesquisas sobre essa técnica, chamada “sono polifásico“. Parece interessante, vou pesquisar sobre isso. Quem sabe dá um post…

      Você, já aplica a técnica, com aquela soneca de 15 minutos depois do almoço, né?

  3. Acredito que a nossa condição de infinitude nos faz buscar um novo.
    Se quisermos ser diferentes e ter sucesso, temos que mudar nossas atitudes.

  4. Sono polifásico é a opção para transformar as primeiras 8h em 2h ou 3h, distribuídas ao dia, aproveitando melhor assim o tempo.
    To tentando, é muito ruim a adaptação.

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