Recebi outro e-mail interessante de Zé Rosa (daqui a pouco, vai acabar virando sócio
).
Como ontem recomeçaram as aulas na faculdade, pareceu-me adequado para uma reflexão de início de semestre…
A Elegância do Comportamento
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples ‘obrigado’ diante de uma gentileza.É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer… porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza.
Atitudes gentis falam mais que mil imagens… Abrir a porta para alguém é muito elegante…
Dar o lugar para alguém sentar… é muito elegante…
Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma…
Oferecer ajuda… é muito elegante…
Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante…Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.
* Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas pela FAAP (1977).
Adaptação de trecho do livro “Educação Enferruja por Falta de Uso” do pintor pós-impressionista francês Toulouse-Lautrec (1864-1901).
Este trabalho, salvo expressamente indicado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil.
Caro José Luis, o texto é bom, mas fiz confusão com relação à autoria. Originalmente recebi este texto de um irmão, que me enviou por e-mail, no qual havia uma mensagem inicial ("Não há caminho novo. O que há de novo é o jeito de caminhar") atribuída a Thiago de Melo e eu pensei que o texto que vinha abaixo, publicado agora por você, era do mesmo autor.
Zé Rosa,
Não é só você que faz essa confusão. Dei sorte em encontrar o texto de Patrícia Rabelo que trazia a autoria correta…
Aliás, o texto dela está tão bom, que acho que vou escrever sobre ele depois…
Chique é ser elegante!…
Pesquisando sobre o texto A Elegância do Comportamento, que me foi enviado por e-mail, encontrei uma crítica tão bem feita que ela mesma nos faz pensar!
Para quem gostou do artigo anterior, segue mais um pouquinho…
O poder da elegância
Por …